FOGO ALTO

A frigideira do governo nunca para de fritar

Durante os seis primeiros meses de governo, uma prática se tornou usual no Planalto. Se um auxiliar de Jair Bolsonaro começa a trombar com o presidente e, especialmente, com seu núcleo mais próximo, começa a ser torrado na frigideira do governo até não resistir e sair. Já passaram por ela ministros outrora poderosos como Gustavo Bebianno, o general Santos Cruz e Vélez Rodríguez. Ainda no cargo, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é outro que já está na fase final de fritura.

O mais novo freguês da frigideira do governo é o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que começa a ter sua atuação criticada internamente, seja pelos problemas de articulação política, seja pela proximidade política com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Enquanto o Planalto adotar o método da fritura para lidar com o desempenho dos seus integrantes corre o risco de esturricar a própria imagem e passar longe dos resultados desejados.*

(*) Marcelo de Moraes