ESTÃO SURPRESOS?

Entidades de empresas ‘pequenininhas’ falam em ‘afronta’ de Guedes

random image

O ministro Paulo Guedes, na justificativa para abertura dos cofres da União a setores da economia afetados nesta pandemia, despreza as pequenas empresas na reunião ministerial do #22A:

  • Guedes fala:

“Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas.”

  • A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e a Associação dos Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Afresp) respondem tratar-se de uma “afronta”:

“A linha defendida por Paulo Guedes durante a reunião ratifica as medidas tomadas pelo Governo Federal. O Brasil, diante da situação extrema causada pela pandemia do novo coronavírus, liberou efetivamente em créditos cerca de US$ 5 bilhões para pequenas e médias empresas. Para efeitos de comparação, no ano passado a liberação no mesmo período foi de US$ 7 bi. Ou seja, na contramão da lógica houve, redução do crédito, além da falta de melhora nas condições.

“Por outro lado, o sistema financeiro (bancos) recebeu, durante a pandemia, R$ 1,2 trilhão do Governo Federal, em torno de 240 vezes mais que o valor concedido às empresas. Ou seja, dinheiro destinado a poucos bancos em detrimento de milhões de brasileiros e, consequentemente, na ajuda à manutenção do emprego dessas pessoas.”
“A afirmação é uma afronta às pequenas empresas que, por meio do empreendedorismo de seus criadores, vêm sustentando boa parte da economia brasileira desde o início da crise econômica, em 2014”
“Ouvir de um ministro da Economia que ele não se importa com pequenas empresas é a mostra do despreparo desse governo para lidar com questões emergenciais. A discussão vai além de apoiar uma política econômica mais liberal ou mais social, se trata de um governo abandonar ou não o seu povo e as suas empresas”.*
(*) Alexandra Martins – Estadão