PEQUENAS IGREJAS, GRANDES NEGOCIATAS

Filiais das igrejas de Flordelis fecham as portas

Igreja de Flordelis na última quinta-feira: cerca de 30 fieis participavam do culto

Após a morte do pastor Anderson do Carmo, quatro das seis igrejas do Ministério Flordelis fecharam as portas, segundo o jornal Extra.

Atualmente, continuam em funcionamento apenas a igreja do Mutondo e uma das filiais, em Piratininga, Niterói, RJ.

“No meio evangélico, os comentários são de que o fim das igrejas de Flordelis é uma questão de tempo, principalmente com a iminência de sua prisão, que só não ocorreu em razão da imunidade parlamentar.”

ESTADO MILITARIZADO

Mais de 2 mil policiais e militares já se afastaram para concorrer às eleições

Levantamento do jornal O Globo mostra que ao menos 2.239 policiais e militares já pediram afastamento de suas funções para concorrer nas eleições municipais deste ano.

Mesmo sem os dados completos de ao menos seis estados, o número de policiais civis que estarão na campanha eleitoral este ano — 1.039 — já é maior do que na eleição municipal de 2016, que foi de 1.025.

O POVO MERECE

Exame/IDEIA: Bolsonaro é reeleito em 2022 em todos os cenários eleitorais

Presidente levaria 31% dos votos em um embate contra Lula (17%) e Sérgio Moro (13%). Bolsonaro também venceria em um eventual segundo turno.

AMINIMIGOS

Ao abrir guerra contra Rodrigo Maia, Paulo Guedes assinou sentença de morte

Não sou historiador, por isso peço socorro aos especialistas. Mas não me lembro de nenhum ministro da Economia, na história do Brasil, que tenha sobrevivido no cargo em guerra contra o presidente da Câmara.

Pois é. Ontem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se queixou de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, resolveu proibir os membros de sua equipe de negociar qualquer coisa com o Congresso.

Hoje, Maia foi mais explícito. Em entrevista ao SBT, disse que Guedes simplesmente não gosta dele (assista abaixo; crédito do vídeo: SBT News)

O último ministro da área econômica em guerra com um presidente da Câmara, de que me lembro, tentou evitar a briga o tempo inteiro. Mas mesmo assim teve que deixar o cargo.

Tratava-se de Joaquim Levy, o ministro da Fazenda da petista Dilma Rousseff.

E olha que Levy nunca professou o ideário petista. É um liberal de carteirinha. E o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB), também se dizia liberal.

Mas Cunha — de triste memória— na verdade não queria saber de liberalismo ou intervencionismo estatal. O negócio dele, digamos, eram negócios… Portanto, também não queria saber se o ministro estava disposto ou não a brigar.

Cunha queria mesmo era desestabilizar o governo. Para isso, Levy era uma pedra no seu sapato, e o então chefão da Câmara abriu guerra. Pronto. Levy teve que sair.

Não é o caso de Rodrigo Maia. O atual presidente da Câmara não quer para si a marca de Cunha, de quem deseja o poder em detrimento do país. Portanto, não queria guerra com Paulo Guedes.

Mas o ministro anda numa fase, digamos, meio paranoica. Enxerga uma grande armação contra sua permanência no cargo. Acha que Maia, o coordenador político do governo, general Luiz Eduardo Ramos, e o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, estão armando um complô.

O resultado é que ele ficou mesmo enfraquecido. Até porque seu receituário não anda dando certo. E Guedes resolveu, então, atirar.

O problema é que criou uma situação de difícil retorno.

A forma mais educada com que Rodrigo Maia tem se referido ao mandatário da área econômica é chamando- de “um idiota”.

Preparem seus corações. Vem muito fogo por aí.*

(*) Tales Faria
Chefe da Sucursal de Brasília do UOL

EXPANSÃO DE GASTOS

O ministro Paulo Guedes perde mais uma batalha para o Bolsonaro

Onde se leu que o presidente Jair Bolsonaro não está nem ai para a expansão de gastos desde que isso o ajude e se reeleger daqui a dois anos, leia-se: é isso mesmo, sem tirar nem pôr. O resto é conversa mole para enganar os bobos ou de bobos se fingem.

Depois de amargar sucessivas derrotas nas últimas semanas, o ministro Paulo Guedes, da economia, pensou que havia colhido pelo menos uma vitória: a de impedir até o final do próximo ano o preenchimento de milhares de cargos na administração federal.

Que nada!

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi forçada a alterar seu parecer que suspendia concursos públicos. Uma vez reaberta a cancela, a Polícia Federal contratará mais de 2 mil agentes e a Polícia Rodoviária Federa também.

O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, quer admitir mais 3,5 mil pessoas. E a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, 140 auditores fiscais agropecuários. O balcão está aberto para atender aos pedidos de ministros e de gestores carentes de pessoal.*

(*) Blog do Ricardo Noblat – veja.com

EXISTIRÁ O FUNDO DO FUNDO?

Bolsonaro é a velha barbárie brasileira

Angeli - 40 anos de Folha

Um dos desafios da atual política brasileira é definir e compreender, no sentido histórico, o governo Jair Bolsonaro. Prefiro chamar de governo — apesar de ações confusas, desconexas e que configuram quase um desgoverno — do que de bolsonarismo. Isto porque a última expressão sinaliza um conjunto orgânico de ideias e o que Bolsonaro não tem são ideias e muitos menos a capacidade de estabelecer um elo orgânico entre elas. Diz platitudes, frases ao estilo do senso comum e infantiliza os assuntos públicos. Portanto, não há bolsonarismo. Pior é associá-lo a algum momento do autoritarismo brasileiro. Isto não passa de um primarismo pantagruélico — com licença devida ao mestre Rabelais (que, provavelmente, Bolsonaro imagina que seja um miliciano, descendente de franceses, que vivia em Rio das Pedras, e que era “funcionário” do seu amigo, o capitão Adriano da Nóbrega).

O integralismo era um partido de massas, o primeiro da história do Brasil, orgânico, estruturado verticalmente, que seduziu muitos intelectuais, nacionalista, representando uma das facetas do autoritarismo brasileiro, que nasceu entre os desiludidos da República — que imaginavam que a 1889, produziria um rompimento com a velha ordem imperial. Desencantados, foram se afastando do ideário da III República francesa e se aproximando do autoritarismo, especialmente o de viés positivista. Sendo assim, não há qualquer paralelo entre as falas desconexas do mandrião presidencial e o pensamento estruturado. Basta ler Plínio Salgado, Miguel Reale, entre outros integralista. Importante ressaltar também que o integralismo está mais próximo salazarismo do que do fascismo italiano.

Assistimos a uma enxurrada de reacionarismo. O mais recente — e cruel — foi o caso da menina, no Espírito Santo, que era estuprada pelo tio desde os seis anos e que acabou, aos dez anos, engravidando. A legislação é clara. O aborto foi autorizado. Foi necessário levá-la a Pernambuco devido à inacreditável recusa da equipe médica de realizar o procedimento. Para piorar, grupos de fanáticos religiosos foram ao hospital e ameaçaram os profissionais da saúde. É a barbárie travestida de religião. Ações patrocinadas por Bolsonaro estão destruindo os valores democráticos — ainda tão frágeis no Brasil — e desmontando o Estado.

Agora deseja cortar o orçamento das pastas da Saúde e Educação, tributar livros, controlar a imprensa via verbas oficiais. E a sociedade civil assiste bovinamente o obtuso pisando e esmigalhando a Constituição.*

(*) Marco Antonio Villa -Isto É

DESGRAÇA POUCA É BOBAGEM

Proposta de Reforma Administrativa deixa de fora militares, juízes e parlamentares

Políticas de cortes - por Angeli

O governo apresentou a proposta de Reforma Administrativa nesta quinta-feira (3). No projeto, algumas categorias do serviço público ficaram de fora como: militares, promotores, juízes e parlamentares.

Como a proposta prevê o fim das férias de mais de 30 dias e a aplicação de aposentadoria compulsória, estas medidas não vão valer para os profissionais citados acima, caso o projeto seja aprovado como está.

De acordo com a justificativa dos técnicos do Ministério da Economia, as mudanças para os chamados “membros de poder” devem ser feitas pelos próprios poderes.

Além desta proposta, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já tinha apresentado o projeto proposto pela casa, com a extinção de mil cargos e plano de carreira de 25 anos, as quais serão válidas para servidores da Câmara.

O secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Glisson Rubin, disse que a inclusão de magistrados e parlamentares cabe aos respectivos poderes Judiciário e Legislativo.

Quando a questão são os militares, o motivo para a categoria ter ficado de fora é que a proposta apresentada pelo governo trata apenas dos servidores civis. Vale lembrar que, no último ano, foi aprovado uma remodelação das carreiras das Forças Armadas, que também entrou na mudança das regras da previdência.

O Congresso poderá cumprir um papel importante na mudança das medidas oferecidas pelo governo, inclusive para tentar incluir membros de outros poderes.*

(*) Isto É