É PULE DE 10

Preferido de Bolsonaro para MP do Rio fez campanha para ele em 2018

 

O preferido de Jair Bolsonaro para a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio, o procurador Marcelo Monteiro, fez campanha para ele em 2018.

Segundo reportagem do UOL, Monteiro participou de atos de campanha, postou fotos em redes sociais fazendo arminha com a mão e participou de lives de canais bolsonaristas no YouTube.

A ERA DA BOÇALIDADE

Pena não haver no Brasil vacina contra a tolice

A única coisa realmente bem distribuída no mundo é a tolice. É grande a quantidade de tolos. E como não há vacina contra asneira, todos correm o perigo de contágio. Em matéria de imunização, o governo decidiu roçar as fronteiras do impensável. No início da semana, o ministro interino da Saúde, o general paraquedista Eduardo Pazuello, nomeou um veterinário, Laurício Monteiro Cruz, para o cargo de Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, responsável pelo gerenciamento do programa nacional de vacinação.

No dia seguinte, o presidente falou sobre vacinas como se estivesse com os pés no século 21 e a cabeça na era proterozoica, que é anterior ao aparecimento dos animais na Terra. Uma devota de Bolsonaro levantou a bola no cercadinho do Alvorada para que o presidente falasse sobre vacinação: “Ô, Bolsonaro, não deixa fazer esse negócio de vacina, não! Isso é perigoso.” E o presidente concluiu o lance com uma cortada: “Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina.”

Numa evidência de que a tolice é altamente contagiosa, a Secretaria de Comunicação do governo transformou a fala proterozoica do presidente em peça de propaganda. E se apressou em anotar nas redes sociais: “O governo do Brasil preza pelas liberdades dos brasileiros”.

Chegamos, então, ao seguinte quadro: o governo é comandado por um presidente que, há duas semanas, disse em viagem ao Pará que as mais de 100 mil mortes que o coronavírus produziu no Brasil não existiriam se os doentes tivessem sido tratados desde o início com hidroxicloroquina. Esse mesmo Bolsonaro que trata como vacina um remédio sem eficácia confirmada, desdenha de uma vacina que o mundo aguarda com ansiedade.

Num mundo convencional, havendo uma doença, vacina-se o povo e está tudo resolvido. No caso do novo coronavírus, aguarda-se ansiosamente pelos testes que validarão as vacinas. Antes da conclusão, Bolsonaro trata da vacinação não como um presidente, mas com a displicência de um curandeiro. Em vez de esclarecer, confunde.*

(*) Blog do Josias de Souza – UOL

FIM DO FAMOSO “QUEM?”

14 x 1 – STJ MANTÉM AFASTAMENTO DE WITZEL

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A Corte Especial do STJ concluiu o julgamento sobre o afastamento de Wilson Witzel e confirmou, por 14 votos a 1, a medida, que terá duração de 180 dias.

Votaram a favor da medida os ministros Benedito Gonçalves (relator), Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Laurita Vaz, Maria Thereza de Assis Moura, Og Fernandes, Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell, Raul Araújo, Isabel Galotti, Antônio Carlos Ferreira, Marco Buzzi, Sérgio Kukina e Humberto Martins.

Há materialidade e indícios suficientes de autoria de todos os representados […] Acompanho integralmente o voto do relator pela manutenção da decisão proferida, mantendo-se todos os termos, inclusive com o o afastamento de Wilson Witzel do cargo de governador do estado”, disse o Martins, o último a votar na sessão.

O único a votar contra o afastamento na sessão foi o ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

Na sexta passada, o afastamento foi determinado de forma monocrática por Benedito Gonçalves. No mesmo dia, Witzel foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O governador afastado é acusado de receber R$ 554 mil de propina de empresas ligadas aos empresários Mário Peixoto e Gothardo Lopes Netto por meio do escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel.

Pesou na decisão da maioria dos ministros o fato de que as investigações continuam em andamento. Com base na operação realizada na última sexta, a PGR prepara uma nova denúncia contra Witzel por organização criminosa.*

(*) O Antagonista

“SE GRITAR, PEGA LADRÃO”…

Mãos na cumbuca

Sim, o Rio tem sido governado por canalhas. Mas cinco deles já conheceram a grade

Amigos de São Paulo, Minas Gerais e Brasília têm me cumulado de mensagens sobre mais um governador do Rio apanhado com a mão na cumbuca —e que mão e que cumbuca. Mas que novidade há no fato de que, com poucas exceções, o Rio vem sendo governado por canalhas?

E não é de hoje. Há um firme controle por eles da totalidade do Executivo e do Legislativo e de parte do Judiciário locais —controle esse que começou desde que a fusão decretada pelo ditador Ernesto Geisel, em 1975, por motivos políticos e sem consulta às populações, entregou a rica Guanabara ao sistema dominado pelo pior do atrasado Estado do Rio. Foi esse sistema que gerou Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Luiz Fernando Pezão, todos fluminenses, o carioca Sérgio Cabral e o paulista (de Jundiaí) Wilson Witzel. O eleitorado do interior do Estado domina o da cidade do Rio à base de 60% para 40%.

Só que todos os luminares citados foram ou estão sendo investigados, incriminados ou denunciados por corrupção passiva e ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. E cinco deles, até agora, já conheceram a grade. Garotinho e Rosinha gozam de uma porta giratória, mas Cabral está condenado a 294 anos. Significa que, mal ou bem, algo ainda funciona: a lei.

Poderia ser uma inspiração para a Justiça de outros Estados, cujas populações, nas últimas décadas, também têm feito escolhas discutíveis. Os brasilienses, por exemplo, elegeram Agnelo Queiroz, Paulo Octávio, José Roberto Arruda, Rogério Rosso e Joaquim Roriz. Os mineiros, Fernando Pimentel, Antonio Anastasia, Aécio Neves, Eduardo Azeredo e Newton Cardoso. Os paulistas, João Doria, Geraldo Alckmin, José Serra, José Maria Marin, Luiz Antônio Fleury, Orestes Quércia, Paulo Salim Maluf e o pai de todos, Adhemar de Barros.

Todos eles, cheios de processos nas costas. Apenas não foram condenados. E alguns nunca serão.*

(*) Ruy Castro – Folha de SP

O BOM FILHO À CASA TORNA

A resposta de Bolsonaro a quem critica seu apoio para Arthur Lira presidir a Câmara

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Jair Bolsonaro fala abertamente aos aliados sobre sua intenção de apoiar Arthur Lira, a personificação das práticas do Centrão, na disputa pela presidência da Câmara, em fevereiro.

Há um problema aí. Grande parte da tropa bolsonarista resiste a trabalhar por Lira, justamente por conhecê-lo.

Para esses Bolsonaro costuma lançar um desafio carregado de pragmatismo:

— Querem um nome melhor? Arrumem um que tenha mais votos do que ele que eu apoio.*

(*) Gabriel Mascarenhas, na coluna do Lauro Jardim – O Globo

É OUTRO CANALHA JURAMENTADO

Câmara do Rio decide amanhã se abre processo de impeachment contra Crivella

 

Com Crivella, prefeitura do Rio de Janeiro deixou de ser laica

Em mais um capítulo do que parece ser uma interminável crise política no Rio de Janeiro, a Câmara Municipal da cidade vai decidir nesta quinta se aprova ou não o pedido de abertura do

processo de impeachment do prefeito Marcelo Crivella. Os vereadores vão analisar se a Casa poderá julgar a participação do prefeito no caso dos “Guardiões do Crivella”. Funcionários da

Prefeitura eram escalados para ficar nas portas de hospitais municipais e atrapalhar reportagens e denúncias sobre os problemas da saúde do Rio.

A deputada estadual Renata Souza (Psol) apresentou o pedido de abertura do processo de impeachment, que será analisado a partir das 15 horas.*

(*) Marcelos Moraes – Estadão