COMO BARATAS, NUNCA DESAPARECEM

SAUDADES DO MÉDICI E DO PINOCHET

E NO QUARTEL DOS ABRANTES… – Contra o Vento

Tentativa de golpe 1 – Intervenção Militar com Bolsonaro no poder
Tentativa de golpe 2 – artigo 142 da Constituição põe Forças Armadas acima dos Poderes
Tentativa de golpe 3 – Nova constituição Já dá pedir música no Fantástico…*
(*) @octavio_guedes

BOLSONARISTA FANÁTICO É “ESPECIALISTA EM CLÍNICA GERAL”

Médico emite atestados para pacientes não usarem máscaras contra Covid-19

Em publicação, profissional de saúde chama aparato de “focinheira” e diz ter feito mais de 20 licenças do tipo

Reprodução de post

Um médico de Belo Horizonte (MG) tem sido alvo de polêmica após expedir licenças médicas nas quais autoriza pacientes a não utilizarem máscaras de proteção contra o novo coronavírus em espaços públicos. Um dos seus clientes é o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).

Em uma publicação no Twitter, Silveira afirma que entrou no aeroporto sem máscara. “Expliquei que estou respaldado pela Lei 14.019, artigo 3, parágrafo 7, com licença médica que me garante o não uso e continuei a missão”. O parlamentar alega que a máscara é uma “focinheira ideológica” e “tem que ser combatida”.

A publicação do deputado foi compartilhada no perfil do médico Sergio Marcussi. “A luta diária! Hoje fiz 20 atestados desses. Vamos disseminando”, defendeu o profissional de saúde.

A luta diaria ! Hoje fiz 20 atestados desses. Vamos disseminado . https://t.co/0GT6KsTgrg

— sergio marcussi (@sergiomarcussi) October 26, 2020

Em outra publicação, Marcussi se apropria da analogia usada pelo deputado federal e volta a chamar o equipamento de proteção individual de “focinheira”. “Esta é a solução para você se livrar da focinheira”, defende.

Marcussi se apresenta, nas redes sociais, como médico e advogado. Ele atua como nutrólogo, ginecologista e dermatologista. O médico também se diz professor e autor de livros sobre medicina estética. Até a publicação desta reportagem, ele tinha 250 seguidores na rede social.

Está é a solução para você se livrar da focinheira. Eu chama do cabresto também. Só não pode falar o nome porque eles ✂️✂️ pic.twitter.com/aQcQ2GDhBO

Reprodução de post

— sergio marcussi (@sergiomarcussi) October 27, 2020.*

(*) VICTOR FUZEIRA – METROPOLES

O BRUCUTU DAS CAVERNAS

Antitudo

Respondam, caros leitores, sem pestanejar, sobre os principais dúvidas dos  brasileiros nesta hora grave. | Jornal O Expresso

“O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz”.

Nem mesmo um mês havia se passado desde a posse quando Jair Bolsonaro chocou Davos pela irrelevância de seu discurso na abertura do Fórum Econômico Mundial. Pouco tempo depois, em seu segundo compromisso no exterior, não faltou desenvoltura ao mito.

Regado a caipirinha, mousse de caviar, bife Wellington e quindim, o jantar opulento na Embaixada brasileira em Washigton DC não dialogava com a narrativa da administração recém-empossada. Todavia foi ali, entre candelabros e a prataria, na presença do polemista Olavo de Carvalho, do chanceler Ernesto Araújo e de convivas do naipe de Steve Bannon que, com desconcertante franqueza, Bolsonaro revelou seu projeto destruidor.

Dezoito meses se passaram. É forçoso reconhecer que o presidente vem honrando sua palavra.

Anticiência, antimáscara e agora antivacina. A disposição de Bolsonaro em hostilizar consensos civilizatórios só perde para o acobertamento de esquemas que envolvam seus rebentos. A economia não pode parar, mas que Justiça, PF e COAF não se façam de bobos.

A degradação moral, estética e intelectual que o presidente impõe ao País causa especial estupefação em meio à pandemia. Brasileiros estão morrendo como passarinhos — já daria para lotar um Maracanã daqueles antigos —, contudo nada de o capitão esmorecer em sua campanha pelo atraso.

No caso daqueles que ainda se iludem, é recomendado entender de uma vez por todas: Bolsonaro sempre afrontará concertos que promovam a normalidade. Não se trata, por exemplo, de rechaçar a vacina por ela ser chinesa ou estar ligada à gestão de João Doria. A disputa política é mero detalhe.

Collor entrou para a história como megalômano, Fernando Henrique foi pintado como vendilhão, Lula parou na cadeia e Dilma quebrou o país. Para além de pechas merecidas e narrativas comuns à disputa política, em alguns casos até mesmo de crimes, nenhum deles trouxe tanto prejuízo à nossa imagem, ofendeu a democracia e atuou contra o povo.

A ver como Bolsonaro será lembrado.*

(*) Mario Vitor Rodrigues – Gazeta do Povo

VANGUARDA DO ATRASO

Trump e Bolsonaro destruíram as defesas da América Latina contra a covid-19, diz jornal

Reportagem do The New York Times destaca que os dois presidentes minimizaram a pandemia, promoveram remédios sem comprovação e sabotaram esforços contra a covid-19

Uma reportagem do jornal The New York Times publicada nesta terça-feira, 27, traça as semelhanças entre o presidente Jair Bolsonaro e o americano Donald Trump na condução da crise causada pelo coronavírus, destacando que ambos têm um “desprezo compartilhado pelo vírus” e construíram “uma campanha ideológica que minou a capacidade da América Latina de responder à covid-19”.

A América Latina tem um terço das mortes no mundo e sofreu mais com a covid-19 do que qualquer outra região no planeta. Os EUA são o país mais afetado em número de mortes, com 225.739, seguidos pelo Brasil, com 157.397.

O The New York Times destaca que sistemas de saúde pouco estruturados e cidades superlotadas tornaram a América Latina mais vulnerável à pandemia, mas “ao expulsar médicos, bloquear a assistência e promover falsas curas, Trump e Bolsonaro pioraram a situação, desmantelando as defesas”.

A reportagem afirma que os dois líderes mais poderosos das Américas são nacionalistas que desafiam a ciência e colocaram o crescimento econômico e as políticas de curto prazo à frente das advertências de saúde pública. Também lembra que ambos fizeram com que 10 mil médicos e enfermeiras cubanos de áreas pobres de nações como Brasil, Equador, Bolívia e El Salvador fossem mandados de volta para Cuba. Muitos partiram sem serem substituídos meses antes da chegada da pandemia, o que fragilizou a já deficiente estrutura de saúde.

“Em seguida, os dois líderes atacaram a agência internacional mais capaz de combater o vírus – a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – citando seu envolvimento com o programa médico cubano. Com a ajuda de Bolsonaro, Trump quase levou a agência à falência ao reter o financiamento prometido no auge do surto”, afirma trecho da matéria.

O texto ainda lembra que Trump e Bolsonaro tentaram fazer da hidroxicloroquina a peça central da resposta à pandemia, apesar do consenso médico de que o remédio é ineficaz e pode até ser perigoso. A agência americana Food and Drug Administration desencorajou, em abril, o uso da hidroxicloroquina para tratar a covid-19. “Um mês depois, Trump anunciou que os EUA enviariam ao Brasil dois milhões de doses”.

“Em seu zelo para se livrar dos médicos cubanos, o governo Trump puniu todos os países do hemisfério e, sem dúvida, isso significou mais casos de covid e mais mortes”, disse Mark L. Schneider, ex-chefe de estratégia planejamento para a Organização Pan-Americana da Saúde, que foi funcionário do Departamento de Estado no governo Clinton.

“Ninguém da Organização Pan-Americana da Saúde estava aqui e sentimos sua ausência”, lamentou Washington Alemán, especialista sênior em doenças infecciosas e ex-vice-ministro da saúde do Equador, que diagnosticou o primeiro caso confirmado de covid no país. “O suporte não foi como nos anos anteriores”.

“A OPAS não tinha as ferramentas e não tinha o dinheiro”, disse Henrique Mandetta, o ex-ministro da saúde brasileiro que trabalhou com Bolsonaro para expulsar os cubanos. “A OPAS não pôde expandir da maneira que precisava, e no Equador, na Bolívia, havia pessoas morrendo em suas casas e corpos deixados nas ruas por falta de assistência.”*

(*) Redação, O Estado de S.Paulo

XÔ, GOLPISTAS!

Eliziane: ‘Não se adquire governabilidade mudando a Constituição ao bel-prazer de circunstâncias políticas’

A senadora Eliziane Gama (MA), líder do Cidadania, rechaçou a possibilidade de o Congresso seguir o exemplo do Chile e elaborar uma nova Constituição. A ideia foi defendida pelo líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), que acha que a atual Carta estabelece direitos demais e deveres de menos.

“Qualquer solução fora do respeito à Constituição não tem outro nome senão ilegalidade. Temos leis construídas dentro da democracia e assim deve continuar. Não se adquire governabilidade mudando a Constituição ao bel-prazer de circunstâncias políticas e de governos”, afirmou a senadora nas suas redes sociais.*

(*) Marcelo de Moraes – BR Politico – Estadão

VAI DAR RUIM

Lula pede ao Supremo para paralisar caso do triplex no STJ

A defesa de Lula acionou mais uma vez o Supremo para paralisar o andamento do processo do triplex no Superior Tribunal de Justiça, que julgará amanhã recurso contra a condenação.

Lula, que amanhã completa 75 anos de idade, pediu para reduzir a pena, fixada em 8 anos e 10 meses, em abril do ano passado, pela Quinta Turma do STJ.

A defesa argumenta que o processo no STJ deve ser suspenso até que a Segunda Turma do STF julgue a suspeição de Sergio Moro, o que pode anular as condenações do triplex e do sítio.

A decisão cabe a Edson Fachin.

SAUDOSO DA DITADURA MILITAR

“Estudar história seria útil”, diz Bruno Dantas, sobre nova Constituinte

Bruno Dantas, do TCU, sugeriu aos defensores de uma nova Constituinte no Brasil que estudem “um pouco de história”.

O comentário, no Twitter, foi feito após o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, afirmar que a Constituição de 1988 tornou o Brasil “ingovernável” e defender um plebiscito para uma nova Constituição.

“Tenho visto gente no Brasil tentando pegar carona no plebiscito chileno para reabrir o debate sobre uma nova Constituição por aqui. Estudar um pouco de história e entender a transição democrática deles e a nossa seria útil. Só para começar.”

ARAUTO DO GOLPE DE ESTADO

Juízes e procuradores reagem a críticas de Barros

As principais associações de juízes e procuradores reagiram às declarações de Ricardo Barros (PP-PR), que, ao defender uma nova Constituição, criticou “o poder fiscalizador” da Justiça, Ministério Público e outros órgãos de controle.

“Os juízes, promotores, fiscais da Receita, agentes do TCU, da CGU, provocam enormes danos com acusações infundadas e nada respondem por isso, nunca respondem por nada, e o ativismo político do judiciário está muito intenso, muito mais do que jamais poderíamos imaginar, então é preciso sim que nós possamos rever o nosso sistema”, disse mais cedo o líder do governo.

Em nota, a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público afirmou que a declaração “denota a intenção de cercear a autonomia e a independência dos membros do Judiciário para a fiscalização e a aplicação da lei”.

“Em momentos de crise, os princípios fundamentais da República devem ser preservados, como a pluralidade política, a separação harmônica entre os Poderes e as prerrogativas dos integrantes do sistema de Justiça. Não há solução para crises fora da ordem constitucional.

Assinam a nota os presidentes da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM) e Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis- DF).