UM MANDA E O OUTRO OBEDECE?

Bolsonaro responde Mourão sobre compra de vacina: “A caneta Bic é minha”

O vice-presidente disse em entrevista que o governo não deixaria de comprar o imunizante apesar da resistência do presidente

Aroeira - Canetada - Brasil 247

Opresidente Jair Bolsonaro (sem partido) rebateu as informações dadas pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) de que o governo vai sim efetuar a compra de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 que está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan e pela empresa chinesa Sinovac

“A caneta Bic é minha”, disse o presidente ao portal R7, em uma clara resposta ao seu vice.*

(*) Luciana LIMA – METROPOLIS

OS REJEITADOS

‘Vamos ganhar nos dois municípios’, diz Bolsonaro sobre eleições no RJ e em SP

O presidente Jair Bolsonaro (foto) mostrou-se confiante nesta sexta-feira, 30, quanto à vitória de Marcelo Crivella e Celso Russomanno na disputa pelas prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente. Na véspera, o chefe do Planalto pediu votos para os dois candidatos durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

“Prefeitura do Rio, São Paulo…Acabei com conversar com Celso Russomanno agora. Há interesse para um projeto, além de atender ao município, obviamente, da gente se cercar cada vez mais com boas células, preocupadas com os valores familiares, com a família, com a fé, respeitando a religião de cada um. Além de, obviamente, fazer um bom trabalho”, disse Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

Mais cedo, o presidente recebeu Crivella para um café da manhã. Os dois gravaram um vídeo que deve ir ao ar na propaganda eleitoral do candidato à reeleição.

“O Crivella pegou o município cheio de problemas. E com ele, a dívida foi diminuída bastante, não é fácil”, considerou. “Ele está em segundo lugar nas pesquisas, lá. Mas a gente vai…Eu acho que vai ter segundo turno no Rio, como em São Paulo. A gente vai ganhar nos dois municípios”, completou.*

 

A PROPÓSITO

(…) “Na capital paulista, o PT é o retrato do seu principal líder: fora de forma política e dono de um discurso tão surrado quanto ultrapassado. Quatro anos após a saída de Fernando Haddad, derrotado por João Doria no primeiro turno de 2016, as chances de vitória da sigla na capital paulista são próximas de zero. Segundo levantamento do Datafolha divulgado na semana passada, Jilmar Tatto tem apenas 4% das intenções de voto e está em sexto lugar, 10 pontos percentuais atrás de Guilherme Boulos, do PSOL, o candidato de esquerda mais bem posicionado. Mantido esse percentual após a votação, esse será o pior desempenho do PT na eleição municipal de São Paulo desde a redemocratização – até hoje, Haddad teve a menor votação percentual da história do partido na capital, com apenas 16,7% na disputa passada. Lula, que negou apoio a Boulos e apostou as fichas na candidatura própria de Tatto, tenta aos 45 do segundo tempo se afastar do correligionário para escapar do desgaste de uma derrota acachapante. Não será possível, no entanto, dissociá-lo da débâcle eleitoral na principal capital do país, apesar dos comoventes esforços. “Quem tem que ganhar as eleições é o Jilmar”, disse o ex-presidente, em entrevista ao jornal El País, como se esquivasse da responsabilidade sobre o fiasco petista. Um fiasco com repercussão que vai muito além das fronteiras do município. “A eleição para a prefeitura de São Paulo é importantíssima porque tem um debate muito mais nacionalizado. Boa parte do que se discute nas eleições para prefeito da capital paulista aparece nas disputas nacionais, dois anos depois”, avalia Glauco Peres, cientista político e professor da USP.” *

(*) Redação – Crusoé

ZONA TOTAL!!!

Desemprego e inflação sobem, mas governo prioriza balbúrdia

Nos últimos dias, não faltaram notícias preocupantes na economia. Hoje, o IBGE divulgou o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), que aponta que a taxa de desemprego alcançou 14,4% no trimestre terminado em agosto. É a maior taxa já registrada pela série histórica da pesquisa, desde que ela foi iniciada em 2012.

Na semana passada, o IPCA-15 registrou um aumento de 0,94% no mês de outubro no índice de preços, puxado pelo aumento do custo dos alimentos. É a maior taxa desde dezembro e a maior para o mês de outubro desde que o levantamento começou.

Apesar de desemprego e inflação apresentarem esses dados preocupantes, o governo parece estar mais envolvido com disputas internas e com as balbúrdias de sempre, como as polêmicas sobre “privatização do SUS”, guerra da vacina contra a covid-19 e até mesmo com o Guaraná Jesus, símbolo maranhense.

Enquanto isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, expõe publicamente sua visão de que há, dentro do governo, um “ministro gastador”, que seria Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, contra um “que quer acabar com privilégios”, que é ele mesmo. Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reage contra os inacreditáveis cortes de recursos para o Ibama e ICMBio indo para cima do ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Ramos, a quem chamou de “Maria Fofoca”.

E que não se espere ajuda vinda dos lados do Congresso, onde as discussões de pautas fundamentais para a retomada da economia estão travadas pelo processo de disputa interna no Centrão pelo comando da Câmara. Nisso se incluem as reformas. O governo, que poderia tentar interromper a paralisia pressionando sua base, dá de ombros e deixa o pau cantar, enquanto as discussões vão sendo postergadas – entre elas, as medidas provisórias editadas pelo próprio Planalto.

Enquanto isso, os números mostram o tamanho do problema que representa o desemprego. Segundo o IBGE, “o número de desempregados atingiu 13,8 milhões, aumento de 8,5% frente ao trimestre anterior. São cerca de 1,1 milhão de pessoas a mais à procura de emprego frente ao trimestre encerrado em maio”.*

(*) Marcelo Moraes – Editor do BR Politico – Estadão

NEPOTISMO É PARA OS FRACOS

Filho de ministro indicado a vaga de R$ 37 mil no CNJ só obteve carteira da OAB em 2019

Mário Nunes Maia, filho de Napoleão Nunes Maia, do STJ, teve o nome aprovado pela Câmara para o Conselho Nacional de Justiça; ao ‘Estadão’, o advogado de 44 anos se recusou a detalhar experiência acadêmica e profissional

nepotismo « Se Liga Barreiras - Compartilhando a notícia até você!

BRASÍLIA – Indicado para uma vaga de conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de cúpula da administração do Judiciário, o advogado Mário Nunes Maia, de 44 anos, filho do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Napoleão Nunes Maia, se nega a detalhar a pouca experiência que possui no mundo do Direito. Segundo um documento obtido no site da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mário Nunes Maia foi aprovado no exame da ordem somente no ano passado. A obtenção da carteira da OAB é requisito indispensável para a atuação em processos como advogado.

Por meio de uma articulação iniciada em julho, com apoio direto de seu próprio pai, Mário Nunes Maia teve seu nome aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira, 27. O indicado ainda precisa ser aprovado no Senado. Se confirmado, assumirá o posto de conselheiro do CNJ por dois anos, com remuneração mensal de R$ 37,3 mil, quase o teto do Judiciário.

Questionado por telefone pelo Estadão sobre algumas informações de seu currículo de uma única página entregue à Câmara, o advogado encerrou a chamada abruptamente e não atendeu às novas ligações. A reportagem, então, enviou perguntas por escrito, por meio de um aplicativo de mensagens, mas o advogado não respondeu.

A despeito dos elogios dos líderes partidários que referendaram sua indicação, o currículo de Mário Nunes Maia, nas poucas linhas que possui, traz informações incompletas, que não permitem concluir se ele tem o notável saber jurídico exigido pela Constituição para a vaga de conselheiro do CNJ. O conselho é responsável por fiscalizar a conduta de juízes no País e formular resoluções para pautar a atuação dos magistrados. A reportagem pediu a confirmação a Mário Nunes Maia sobre a data de obtenção da OAB, mas não houve resposta.

No campo “atividades”, o advogado listou duas informações: “secretário da câmara cível do Tribunal de Justiça do Ceará” e “escritório de advocacia em Fortaleza e Brasília”. Ele não informa, porém, o período de cada uma dessas atividades, o nome dos escritórios, nem as funções desempenhadas. Em pesquisa feita pela reportagem na base de processos do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional Federal da 1ª e da 5ª Região, além do Tribunal de Justiça do Ceará, foram encontrados apenas três processos em que Mário Nunes Maia consta como advogado.

Mário informou à Câmara que está cursando mestrado na Universidade de Lisboa e, ao mesmo tempo, três pós-graduações na PUC Minas. A instituição mineira confirmou a informação. A portuguesa não respondeu.

O filho do ministro menciona cinco livros em seu currículo que têm sua participação. Destes, três foram escritos em coautoria com o pai, Napoleão, conforme constatou a reportagem. Quanto aos outros dois livros, “As origens das leis escritas e do método de sua aplicação literal” e “Direito Fundamental de Acesso à Justiça”, não foram encontrados registros na internet.

Idiomas
Seu currículo, atualizado pela última vez em 2016, informa que ele era advogado desde 2010 e, no campo “Idiomas”, lista apenas o português, com a descrição de que “Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem”.

O currículo entregue à Câmara nem sequer informa a instituição de ensino e o ano em que concluiu o curso de Direito. Há um registro, no entanto, na plataforma Lattes, de um currículo acadêmico em seu nome, que aponta a graduação na Faculdade Faria Brito, em Fortaleza, concluída em 2012, quando Mário Nunes Maia tinha 36 anos. Entre a graduação e uma cadeira no CNJ, portanto, são apenas oito anos de experiência.

A reportagem pediu a Mário Nunes Maia esclarecimento sobre algumas das informações do currículo. “Só vou me manifestar após a sabatina do Senado”, disse ele. A reportagem insistiu. “Vou aguardar, porque ainda tem a sabatina do Senado e prefiro não me pronunciar”, manteve a posição, desligando o telefone logo em seguida.

Em um comunicado do Ministério Público do Estado de Goiás, em 2012, é informado que Mário Nunes Maia teve inscrição indeferida em um concurso para ingresso na carreira do MP estadual. Em outro concurso público, desta vez para a Defensoria Pública do Estado do Paraná, também em 2012, o nome de Mário aparece como inscrito na primeira fase. Depois, não aparece entre os classificados para a segunda.

Deputado diz que recebeu pedido do ministro Napoleão: “Você pode conversar com ele?”
Um deputado federal de um partido com bancada relevante na Câmara disse à reportagem que o ministro Napoleão Nunes Maia lhe fez um pedido, para que conversasse com o filho sobre a indicação ao CNJ. “Meu filho é candidato ao CNJ e estava querendo falar com você. Você pode conversar com ele?”, contou o deputado, ao relatar o que teria ouvido do ministro Napoleão Nunes Maia, a quem conhece há bastante tempo. Essa conversa ocorreu em julho, segundo o parlamentar, que falou sob condição de anonimato.

Napoleão Nunes Maia é conhecido no Superior Tribunal de Justiça pela posição firme, sempre em defesa dos políticos. É comum que, em julgamentos no tribunal, ele se posicione a favor dos advogados de defesa em ações de improbidade, por não identificar dolo (intenção) na atuação de agentes públicos.

Às vezes, é o único voto vencido, como ocorreu no julgamento em que a Corte Especial do STJ – integrada pelos 15 ministros mais antigos no tribunal– decidiu manter o afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em setembro.

A reportagem questionou Napoleão, por meio da assessoria de imprensa do STJ, se conversou com parlamentares para ajudar na indicação do filho. O STJ afirmou que o ministro não foi localizado.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) disse que alguns parlamentares de sua bancada tinham sugerido a indicação de Mário Nunes Maia, devido à boa relação com o próprio advogado e com a família dele. Questionada se essa boa relação incluía o pai dele, a deputada disse que havia uma “relação dele (Mário Nunes Maia) e da família dele com parlamentares nossos”, mas negou que tenha havido influência de Napoleão Nunes Maia na escolha.

Outros deputados ouvidos pela reportagem disseram que foram procurados diretamente pelo advogado. Um deles, Gutemberg Reis, do MDB-RJ, disse que um conhecido em comum lhe apresentou Mário Nunes Maia no Salão Verde da Câmara dos Deputados, alguns meses atrás, e optou pelo nome quando viu os demais candidatos à vaga, pois era o único que conhecia.

O deputado Denis Bezerra (PSB-CE) chegou a estudar com Mário Nunes Maia em uma disciplina do curso de Direito no Ceará e disse que optou pelo advogado porque já tinha com ele uma relação pessoal. Denis elogiou o currículo de Maia, dizendo que ele tinha especializações, mas a reportagem apontou que essa informação não consta no currículo. O deputado então disse: “Se a gente for analisar essas questões curriculares dos três que estavam concorrendo (à vaga no CNJ), eu acredito que tenham pessoas ainda muito mais qualificadas (do que eles) que poderiam ser avaliadas, mas eram os que estavam inscritos e a gente acabou fazendo opção enquanto bancada, apenas no dia”, disse.

Entre os outros dois candidatos à vaga no conselho que participaram da votação, a advogada Janaína Lima Penalva, indicada pelo PSOL, é doutora em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), onde também é professora, e já trabalhou como diretora do próprio CNJ. O advogado Cesar Augusto Wolff, indicado pelo Novo, é professor universitário e mestre em Ciências Jurídicas. Mario Maia teve 364 votos. Cesar Wolff, 40. Janaína Penalva, 35.

Reação
Após a publicação desta reportagem, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) disse ser “lamentável que essa decisão tenha sido feita assim de última hora” pela Câmara. “Todas as decisões da Câmara que são feitas dessa maneira são, normalmente, em virtude de acordos feitos de bastidor, que a maior parte dos deputados não conhece. E tudo indica que tenha sido a mesma coisa nesse caso. É triste que a gente veja, no Brasil, órgãos importantes como o CNJ, que foi criados justamente para ser um conselho e supervisionar o trabalho nas nossas cortes, sendo aparelhados por familiares de outros membros de tribunais, por exemplo, sem que tenham a devida qualificação.”

Na avaliação do parlamentar, o fato de ser um familiar não deveria ser um problema, “se a pessoa tivesse um currículo, uma trajetória que justificasse, e que não dependesse de lobby justamente de familiares para que fosse indicado, o que, inclusive, qualifica-se como nepotismo”. Hattem diz esperar que o Senado reverta a decisão da Câmara.*

(*) Breno Pires, O Estado de S.Paulo

O PRESImente SOCIOPATA DISCORDA

Brasil ainda está longe de superar 1ª onda da covid-19, dizem analistas

Enquanto a Europa volta a se fechar para conter a segunda onda da covid-19, o Brasil continua estável na primeira, sem previsão de queda ou aumento significativo do número de casos a curto prazo.

O caso do Brasil é único no mundo e intriga infectologistas, epidemiologistas e estatísticos. Segundo os especialistas, o País ainda está longe de debelar a primeira onda.

A segunda onda só ocorre depois de um primeiro pico infeccioso agudo, seguido de uma queda considerável no número de casos e mortes, chegando praticamente a zero. Subitamente, há um aumento importante dos registros, superior a 50%.

É o que está acontecendo em vários países da Europa, como França, Espanha e Alemanha, que voltaram a anunciar medidas de lockdown para conter a disseminação do vírus.

O padrão brasileiro é bem diferente. Houve um pico epidemiológico entre junho e julho, seguido de uma ligeira queda e de uma estabilização no número de casos e mortes. Durante alguns meses, o número de mortos girou em torno de mil por dia. Nas últimas semanas está próximo dos 500, patamar considerado ainda muito alto.

“No Brasil todo estamos na primeira onda ainda; tivemos uma queda, mas estabilizamos em níveis muito altos e não conseguimos baixar”, explicou o coordenador do projeto Covid-19 Analytics, da PUC-Rio, Marcelo Medeiros, especialista em estatísticas. “Ou seja, seguimos em mar revolto, mas nada indica que teremos uma segunda onda por enquanto.”

Na análise de especialistas, o lockdown implementado por diversos países da Europa durante a primeira onda da epidemia foi muito mais radical do que o imposto no Brasil. Essa seria uma explicação para a queda abrupta do número de casos europeus e, agora, para o seu aumento, após um período de flexibilização das medidas de isolamento.

No Brasil, além de o lockdown não ter sido tão rigoroso, ele não teria sido eficiente em comunidades de grande densidade populacional, caso das favelas e periferias. A dificuldade de controle passa, também, pela baixa testagem dos casos.

Ápice longo
“No Brasil, não tivemos propriamente um pico, tivemos um ápice longo e uma descida muito lenta”, explica Alexandre Naime, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp. “Nossa taxa de transmissão continua alta, nosso R é menor do que 1 (ideal), mas ainda está muito próximo de 1, por isso o decréscimo é tão lento.”

Para os cientistas, o importante agora seria ampliar consideravelmente a testagem, para localizar as cadeias de transmissão.

“Devemos nos preocupar em controlar o que está acontecendo hoje”, disse a pneumologista Margareth Dalcolmo, da Fiocruz. “As medidas foram muito relaxadas. Será que precisávamos abrir cinemas, quando se sabe que a transmissão ambiental é crucial?”

O epidemiologista Amílcar Tanuri, do Instituto de Biologia da UFRJ, concorda com a colega. “Temos de monitorar mais os casos e chegar a uma taxa de incidência segura para, por exemplo, liberar as crianças para a escola”, disse. “Para podermos voltar com coisas importantes e sacrificar outras, como ficar em bares até a madrugada.”

Especialista em gestão de saúde da UFRJ, Chrystina Barros frisa que cada um deve cumprir o seu papel. “A doença continua se disseminando, precisamos manter os cuidados”, afirmou.

“Os governos precisam ser coerentes, dar o exemplo e mandar mensagens claras, e a população precisa fazer sua parte, manter o distanciamento, higienizar as mãos e usar máscara.” *

(*) As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

QUINTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2020

Dudu Lima Trio | Vera Cruz (Milton Nascimento e Márcio Borges) | Instrumental Sesc Brasil

Dudu Lima – baixo elétrico

Ricardo Itaborahy – teclados

Leandro Scio – bateria

Show que ocorreu no Teatro Anchieta do Sesc Consolação dia 13/05/2013

UMA LÍDER DE VERDADE

Angela Merkel: “Este inverno será duro, serão quatro meses longos e difíceis”

Merkel volta a defender uso da máscara para conter covid-19 - Notícias - R7 Internacional

Em discurso no Bundestag, o parlamento alemão, Angela Merkel chamou de irresponsáveis populistas que propagam mentiras sobre a Covid-19.

Ela previu um “inverno duro” no país e pediu solidariedade e empatia.

“Essa dinâmica vai sobrecarregar nossas unidades de terapia intensiva daqui a algumas semanas. Tudo isso nos mostra que no início da estação fria estamos em uma situação dramática. Afeta a todos nós, sem exceção.”

A chanceler afirmou que entende “a frustração e o desespero”, mas acrescentou que não há outra saída que não seja reduzir o contato entre as pessoas.

“No momento, não podemos rastrear a origem de 75% das infecções e precisamos sair dessa situação o mais rápido possível. A situação é preocupante e não pode ser desfeita.”

Merkel emendou:

“Pensamentos ilusórios ou trivializações populistas não são apenas mentirosos, são irresponsáveis. Não podemos permitir que a linha entre o verdadeiro e o falso, o certo e o errado seja borrado. Quando a ciência provou que algo é falso, isso deve ser claramente declarado.”

A chanceler disse, ainda, que “valores democráticos estão sendo testados na pandemia” e voltou a pedir “que todos sejamos solidários e empáticos”.

“Este inverno será duro, serão quatro meses longos e difíceis, mas vai passar.” *

(*) Redação – O Antagonista

LUGAR DE MILICO É NA CASERNA

Com artigo “Memento mori”, general Rego Barros se transforma em porta-voz dos militares

O recado do general Otávio do Rego Barros, ex-porta-voz do Planalto, foi elogiado nos meios militares e, embora seja lido como um recado direto ao presidente Jair Bolsonaro, não foi visto com deslealdade. O objetivo, avaliam amigos do general, jamais foi criar celeuma. E sim alertar sobre o perigo de não se dar espaço ao que ele chama de “discordância leal”.

É isso que hoje mais incomoda grande parte dos generais e de antigos apoiadores do presidente, que, diante dos novos amigos do Centrão, deixa de lado aqueles que o ajudaram a chegar ao Planalto e apostaram num projeto.

INTRIGAS PALACIANAS – “Alguns deixam de ser respeitados. Outros, abandonados ao longo do caminho, feridos pelas intrigas palacianas. O restante, por sobrevivência, assume uma confortável mudez. São esses, seguidores subservientes que não praticam, por interesses pessoais, a discordância leal”, escreveu o general no artigo “Memento mori”, publicado nesta quarta-feira no Correio Braziliense.

Rego Barros, que foi porta-voz da Presidência, mas acabou isolado após um tempo, traduziu no artigo o sentimento que perpassa os militares, de que hoje o presidente confunde discordância leal com oposição e é preciso ter clareza de que nem toda discordância é deslealdade.

O artigo, aliás, fez com que muitos saíssem da “toca”, em solidariedade ao general. Alguns, inclusive que se veem hoje quase que atirados à oposição, embora não tenham essa intenção.

REVOLTA DOS GENERAIS – “Barbara Tuchman tinha razão: ‘A Marcha da Insensatez’ parece se repetir. Toda a minha solidariedade ao General Rêgo Barros pela atitude. Leitura precisa de um sombrio cenário. O mesmo cenário já repudiado por General Santos Cruz, Sérgio Moro e outros atentos defensores da moralidade”, escreveu em seu Twitter o general Francisco Brito, numa referência aos ex-ministros de Bolsonaro e à historiadora, jornalista e escritora estadunidense, ganhadora de dois prêmios Pulitzer.

O que o general Brito menciona de público corre a caserna nas conversas reservadas. O artigo “Memento mori” vale para todos aqueles que, ao alcançar o coração do poder, terminam deixando de lado os projetos iniciais pactuados e se acham acima do bem e do mal, sem levar em conta que a próxima eleição está logo ali e que é preciso manter firme a conexão com a realidade e não apenas com a bolha de seguidores nas redes sociais.

CASO DE PAZUELLO – O artigo de Rego Barros foi escrito logo depois do pito público que o presidente Jair Bolsonaro passou no ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o general que se viu no constrangimento de ter um protocolo de intenções assinado por sua pasta desautorizado pelo presidente da República, num tema tão caro à sociedade como a vacina contra a covid-19.

Já estava escrito, vale dizer, quando a revista Época trouxe reportagem de Guilherme Amado, contando os bastidores dos encontros do presidente com advogadas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, e autoridades da área de inteligência do governo. Portanto, avisam alguns, quem tentar levar para esse lado estará num terreno que o general não pisou.

SEM ASSESSORIA – Na falta de alguém que discorde do presidente e lhe alerte sobre determinadas atitudes, a lição deixa clara ainda a necessidade de que o funcionamento de todas as instituições tem de ser fundamental.

“As demais instituições dessa república — parte da tríade do poder — precisarão, então, blindar-se contra os atos indecorosos, desalinhados dos interesses da sociedade, que advirão como decisões do “imperador imortal”. Deverão ser firmes, não recuar diante de pressões”, escreveu Rêgo Barros.

No Supremo Tribunal Federal (STF) e na cúpula do Congresso ficou a sensação de que as críticas às instituições não terão eco na caserna. Até aqui, o Planalto fez “cara de paisagem”. E diz o ditado que “quem cala, consente”.*

(*) Denise Rothenburg – Correio Braziliense

NOTÍCIAS DO CARLUXO?

Bolsonaro ironiza cor de refrigerante no Maranhão e faz piada :
“Agora eu virei boiola igual maranhense, é isso?”

Bolsonaro tenta ser engraçado ao provar o famoso guaraná Jesus

Deputado Bolsonaro | Picada de Cobra

Em parada não programada na pequena cidade de Bacabeira (MA), durante viagem ao Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro tomou refrigerante Guaraná Jesus, cor de rosa, tradicional do estado, e questionou se teria virado “boiola”, devido à cor da bebida. A declaração foi dada em vídeo publicado nas redes sociais do presidente.

“Agora eu virei boiola igual maranhense, é isso? Olha o guaraná cor de rosa do Maranhão ai ó. Quem toma esse guaraná vira maranhense”, disse, rindo, enquanto mostrava o copo com a bebida. Cerca de um minuto depois, Bolsonaro volta a falar de “boiolagem” ao citar a cor do refrigerante. “Guaraná cor de rosa do Maranhão, fudeu, fudeu. É boiolagem isso aqui”, afirma.

“DE GRAÇA” – As piadas com a cor do refrigerante foram feitas em um bar da cidade, enquanto o presidente posava para fotos com apoiadores. Durante a visita, Bolsonaro conheceu o dono do estabelecimento e perguntou se “tudo é de graça”. “Pode ser”, respondeu o homem, sem convicção.

A passagem da comitiva presidencial provocou aglomerações na cidade — uma multidão de pessoas seguiu Bolsonaro durante o trajeto dele até o bar. Assim como na chegada a São Luís (MA) mais cedo, Bolsonaro não usava máscara.

Depois da breve visita, o presidente seguiu para Imperatiz (MA), onde participa de cerimônia de entregas do governo federal para o estado. Mais cedo, participou de inauguração de trecho da BR-135.*

(*) Victor Farias – O Globo