ELE AINDA TEM “SACO”?

Major Olimpio sobre novo emprego de Sergio Moro: “Deu tiro no próprio saco”

Bandidos no governo. Por Jota Camelo

Políticos de diferentes partidos que apoiam a Operação Lava Jato foram surpreendidos com a decisão do ex-juiz Sergio Moro de aceitar o convite para atuar como sócio-diretor da consultoria norte-americana Alvarez & Marsal. Trata-se da empresa que atua como administradora judicial do Grupo Odebrecht, empreiteira que em várias ações foi condenada por Moro com base nas acusações da força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná.

A reação mais enfática foi do senador Major Olimpio (PSL-SP) que por várias vezes fez discursos e publicações defendendo o ex-juiz em seus embates contra o PT e, posteriormente, contra o presidente Jair Bolsonaro. Ele reagiu sem meias palavras ao ser perguntado pela coluna se via conduta antiética ou inadequada do ex-magistrado em aceitar o cargo

“Não conheço os termos, mas acho que ele deu um tiro no próprio saco e não no pé”, disse Olimpio. “As sequelas são piores.”

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também critica a decisão. “Hoje, o maior algoz da Lava Jato chama-se Sergio Moro”, acredita.

Rodrigues tem várias críticas à condução das investigações pela força-tarefa do Ministério Público Federal e a decisões judiciais do caso, mas reconhece a importância de a Lava Jato ter desvendado grandes esquemas de corrupção.

“A contratação de Moro por essa empresa é um pouco mais grave do que simplesmente lamentável”, argumenta o senador amapaense. “O doutor Sergio Moro entrou em rota descendente desde que aceitou ser ministro do governo Bolsonaro e essa é só mais uma contradição gravíssima com a trajetória que ele tinha construído”.

Apoiador inflamado a ponto de ter oferecido a Moro a legenda do Podemos para que ele se candidate à Presidência da República em 2022, o senador paranaense Álvaro Dias preferiu conceder o benefício da dúvida.

“Não sei qual será o trabalho, se haverá alguma relação com o interesse da empresa referida”, opinou. “Segundo soube, ele prestará serviço em outra área da empresa que não terá relação com o caso.”*

(*) Chico Alves
Colunista do UOL

PARA QUEM ACREDITA EM PAPAI NOEL…

Erra quem acha que o bolsonarismo não vai tentar reagir

Depois do mau desempenho nas eleições municipais, Jair Bolsonaro e seus principais aliados vão buscar uma reorganização de suas estratégias políticas. Internamente, alguns deles admitem que faltou uma base partidária orgânica para o grupo, o que impediu a vitória de candidatos identificados com a política do presidente.

Além disso, a aposta em alguns candidatos como Celso Russomanno, em São Paulo, e no super desgastado prefeito do Rio, Marcelo Crivella, foi considerado um passo mal calculado.

Mas, mesmo acumulando derrotas nas eleições municipais, erra quem imagina que Bolsonaro não vai tentar se fortalecer outra vez. Como presidente, Bolsonaro ainda dispõe de muitos instrumentos para organizar uma reação e o apoio do Centrão será o caminho natural para buscar sua reeleição.

O problema é que há muitos desafios para cumprir essa tarefa. O primeiro é o desgaste provocado pelo seu negacionismo à pandemia do coronavírus, que segue fazendo muitas vítimas e ampliando seu desgaste. O segundo é a economia capenga, que coloca desemprego, inflação e recessão como fantasmas a assombrar o governo.

Outro desafio será entender que o radicalismo foi rejeitado pela imensa maioria dos eleitores. E, mesmo criticado, Bolsonaro nunca abriu mão desse estilo de fazer política. Ainda mais insuflado pela ala mais ideológica que o cerca.

Bolsonaro também viu fracassar o projeto de construir seu próprio partido. Vai precisar, portanto, repetir a estratégia que o levou para o PSL. E isso sempre gera a necessidade de acertos políticos complicados.

Para não dizer que tudo é problema, os bolsonaristas comemoraram o mau desempenho do PT, que não elegeu nenhum prefeito de capital. Mas existe a percepção entre os aliados do presidente que o espaço de vencedor nessa disputa escapou das mãos do grupo. Ou seja, quem quis votar contra a esquerda não precisou votar em candidatos apoiados por Bolsonaro. Para esse desafio político, o grupo ainda não tem uma resposta para dar.

Se escutar o recado que as urnas mandaram, Bolsonaro terá dois anos para arrumar seu rumo. Se insistir no modelo atual, poderá ver acontecer com ele o mesmo insucesso que barrou a reeleição do seu modelo Donald Trump, nos Estados Unidos.*

(*) Marcelo de Moraes – BR Politico – Estadão

CADÁVER INSEPULTO

Lula prendeu o PT e jogou a chave da cadeia fora

Pedido de prisão de Lula rende memes nas redes sociais - Viral - Extra  Online

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tentou relativizar a derrota acachapante do partido nas eleições municipais. Ela disse: “O PT venceu em 4 de 15 cidades no 2º turno (Contagem, Juiz de Fora, Diadema e Mauá) e teve mais de 40% dos votos em 9. Vencemos com o PSOL em Belém, lutamos ao lado de Boulos e Manuela. E o Brasil viu o que fizeram para barrar Marília em Recife. O PT segue junto com o povo”. E continuou: “O 2º turno mostrou que a esquerda sabe lutar. Nosso desempenho nas grandes cidades e a unidade q construímos em tantas delas confirma q temos uma alternativa para o Brasil. Parabéns à militância pela garra, num cenário tão difícil”.

A decadência do PT, que pela primeira vez não elegeu um prefeito de capital, deve-se a uma escolha: entre defender princípios e defender Lula, optou pelo segundo. Aliás, é de se duvidar até mesmo da possibilidade de escolha, uma vez que o condenado por corrupção e lavagem de dinheiro se comporta como dono do partido. E proprietários costumam colocar gente de confiança para administrar o que é seu, caso de Gleisi Hoffmann.

Lula e os seus seguidores acreditam que, se o Supremo Tribunal Federal declarar Sergio Moro suspeito e livrar o chefão petista das condenações que lhe foram impostas no âmbito da Lava Jato, o PT voltará a ser do mesmo tamanho da época em venceu as eleições presidenciais. É muito mais fantasia do que realidade. Se vier a ser absolvido pelo STF, isso não significa que Lula deixará de ser culpado aos olhos da nação. A maior parte dos brasileiros poderá vê-lo apenas como mais um integrante da elite política que contou com o beneplácito de ministros de um tribunal superior.

Há ainda o escândalo do mensalão. Lula escapou de ser punido nas urnas quando a maracutaia veio à tona, mas a roubança na Petrobras ressuscitou a memória do escândalo anterior. É preciso levar em conta também que Dilma Rousseff foi alvo de impeachment, por maquiar as contas do governo federal com as pedaladas fiscais e, assim, conseguir reeleger-se. Pedaladas fiscais são de difícil entendimento, mas recessão e baixo crescimento são facílimos de entender. Ninguém jamais perdeu dinheiro subestimando a capacidade de esquecimento dos brasileiros, mas como a crise iniciada por Dilma Rousseff continua pesada nas costas dos cidadãos, e infelizmente os seus reflexos deverão durar por longo tempo, fica mais difícil contar com a amnésia coletiva.

A idade também pesa. Lula terá 77 anos em 2022, e num país como o Brasil ele dificilmente será capaz de mobilizar o eleitorado jovem de esquerda, para o qual o PT é apenas sinônimo de corrupção e que se entusiasma mesmo é com figuras como a de Guilherme Boulos, um socialista mais raiz — e que talvez tivesse obtido melhor votação em São Paulo se não tivesse participado daquela palhaçada em São Bernardo, no dia da prisão de Lula. Sem novos nomes, com um Fernando Haddad se prestando ao triste papel de poste em 2018, os petistas perderam a hegemonia no seu campo político.

Para fugir da Justiça, Lula colocou os petistas naquele quarto da Superintendência Federal de Curitiba. A esta altura, um improvável mea culpa dos companheiros pelos crimes cometidos por seu líder soará como desespero — e desespero inconvincente. Lula prendeu o PT e jogou fora a chave da prisão. Com Gleisi Hoffmann na presidência do partido, a chance de alguém abrir a porta da cadeia é ainda mais remota. Na verdade, é nula.*

(*) Mário Sabino – O Antagonista

“VAQUINHA” PARA O ENTERRO

O enfraquecimento do PT enfraquece o bolsonarismo

O PT tomou a maior surra eleitoral da sua história.

O partido que ganhou quatro eleições presidenciais e governou o país por 14 anos saiu das urnas aos farrapos: sem uma única capital, com 71 prefeituras a menos e, pela primeira vez, fora do

segundo turno em São Paulo, onde teve menos de 10% dos votos. Do ponto de vista da sigla, é uma situação calamitosa.

Do ponto de vista do bolsonarismo, é uma notícia alarmante.

Dado que o fenômeno Bolsonaro sempre teve no PT o seu contraponto, ver o arquiinimigo praticamente reduzido a um leão sem dentes enfraquece a polarização e deixa o bolsonarismo sem a sua principal mola propulsora.

É certo que muitas das causas petistas constam do cardápio de outras siglas da esquerda, como o PSB, o PDT e o ascendente PSOL.

Era o PT, porém, que encapsulava a aversão da direita a elas.

Por isso, até agora a estrela vermelha foi para o bolsonarismo o melhor e mais vistoso alvo. Difícil substituir inimigo tão bom.

“2018 não vai se repetir”
Mas estrategistas do Palácio do Planalto já planejam os próximos rounds.

Na visão de um deles, a ascensão fulminante de Bolsonaro em 2018 foi uma “revolução”. Ocorre que ninguém vive em estado de revolução. Movimentos agudos tendem à acomodação —e é isso que mostra a pífia performance do presidente como cabo eleitoral nessas eleições.

Se o PT se esborrachou, o bolsonarismo murchou.

“O que aconteceu em 2018 não vai mais se repetir”, diz o estrategista. Mas se a explosão do bolsonarismo não se repetirá em intensidade, não quer dizer que não se aproveite do fenômeno a sua dinâmica.

Em outras palavras: se a esquerda não produzir um novo Satã, o bolsonarismo cuidará de eleger um nome de centro ou centro-direita para ele mesmo “satanizar”.

“Rabo bem botado é melhor que rabo nascido”, resume o estrategista palaciano. Da perspectiva bolsonarista, nomes como João Doria, Luciano Huck e Sergio Moro estarão sempre à esquerda.

O PT sai mutilado das urnas. E o bolsonarismo, a partir de hoje, procura o próximo dono do rabo.*

(*) Thaís Oyama
Colunista do UOL

A RESSACA SERÁ BRAVA

Segundona braba

Pós-eleições, decisões amargas sobre pandemia e economia aguardam governos

Ninguém estava muito aí para as eleições municipais pelo menos até outubro. Pouco se ouvia falar em propostas, mal se sabia quem eram os candidatos. Mas, ao fim e ao cabo, elas foram um breve momento de vigor cívico e esperança num ano marcado por mortes, renúncias e retrocessos.

Ao fim do dia deste domingo, se o supercomputador do TSE ajudar, já serão conhecidos os prefeitos em todo o Brasil, menos em Macapá, que recebeu uma dose extra e absurda de infortúnio no 2020 distópico.

O balanço dos ganhadores e perdedores finais ainda será feito, mas uma conclusão inequívoca é de que a democracia sai robustecida. Dito isso, há tarefas urgentes nesta segundona braba que bate à porta.

Jair Bolsonaro viveu a ilusão de que seria um sucesso eleitoral à base de auxílio emergencial e lives com uso de recursos públicos. Foi um retumbante fracasso. O presidente não entendeu algo que poderia ser compreendido com uma metáfora simples: o auxílio emergencial era aquela gasolina que você compra num saquinho e joga no tanque de combustível do carro para ele chegar até o posto. Mas o capitão usou a reserva, continuou rodando e a popularidade acabou antes de a eleição ou o posto chegarem.

Iludido com a possibilidade de eleger prefeitos aliados sem ter sequer um partido, o presidente mandou parar todas as decisões amargas. Paulo Guedes ficou de stand-by nas últimas semanas, vivendo de outra crença: a de que, passado o pleito, vai se abrir finalmente o caminho para o imposto sobre transações eletrônicas, que parece ser a única ideia na cabeça do ministro para financiar uma versão perene da transferência de renda que seja maior e mais potente eleitoralmente que o Bolsa Família.

Acontece que os fundamentos da economia, que Guedes disse que se recuperariam em “V”, estão em frangalhos. A inflação é um dragão que estava adormecido e acordou com fome, os empregos sumiram e a dívida pública explode, como o próprio Guedes já alertou. Bolsonaro tem asco dessa agenda, gostaria de passar batido por ela, e não tem nenhuma vocação para entender do que se trata ou decidir que caminho tomar.

O agravante é que a tempestade perfeita da economia vem conjugada com um previsível recrudescimento da pandemia, depois de um “libera geral” prematuro, quando não se tem ainda vacina aprovada para o novo coronavírus.

A segunda-feira será pródiga em anúncios de governadores e prefeitos de novas medidas restritivas, que foram irresponsavelmente seguradas por eles até que as urnas fossem fechadas.

Qual será a reação de empresários caso haja novo fechamento do comércio em diferentes lugares do Brasil às vésperas do Natal, chance de recuperação de vendas num ano praticamente perdido?

Para evitar uma onda de protestos que poderia ganhar contornos similares a 2013 é necessário que cessem as escaramuças políticas que nos levaram a uma das mais deploráveis respostas globais à pandemia e os diferentes níveis de governo articulem suas ações.

Plano de contingência para evitar uma nova onda, plano de logística para usar os recursos orçamentários para a calamidade que o governo Bolsonaro ainda não liberou, blitz antiburocracia para destinar os testes estocados que estão prestes a vencer, divulgação urgente de um Plano Nacional de Imunização que preveja insumos, gastos e procedimentos necessários para quando uma ou mais vacina vierem e adoção de medidas que contenham o avanço do vírus.

Esses são alguns passos fundamentais para que dezembro transcorra dentro de um mínimo de normalidade e com menor dose de sofrimento de um país que teve um breve respiro com a lembrança da normalidade trazida pelas eleições, mas que ainda não completou suas provações.*

(*) Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

“DEMORÔ”

Dois anos depois de triunfo, Bolsonaro fracassa como cabo eleitoral

As eleições municipais deram um duro recado político para Jair Bolsonaro. Apenas dois anos depois de se eleger presidente, a imensa maioria de suas apostas já fracassaram ou vão ser derrotadas no segundo turno. Por mais que eleições locais sejam diferentes de uma disputa nacional, um desempenho tão ruim em cidades importantes mostra a perda de capital político. E num ritmo muito rápido.

Nas três maiores cidades do País, Bolsonaro pôs suas fichas em candidatos que se saíram mal. Em São Paulo, Celso Russomanno terminou em quarto, derretendo nas pesquisas assim que passou a associar sua campanha com Bolsonaro. Em Belo Horizonte, Bruno Engler terminou longe do vencedor Alexandre Kalil. E, no Rio, Marcelo Crivella ainda conseguiu chegar ao segundo turno. Mas as pesquisas apontam que deverá ser derrotado por larga margem por Eduardo Paes. E o Rio é justamente o território político do presidente.

Além desses resultados, Bolsonaro precisa se preocupar com o desgaste de sua imagem nas capitais. Em São Paulo, maior cidade do País, sua rejeição já supera a marca dos 50%. Em outras praças importantes não está muito longe disso. O recado das urnas em 2020 não é bom para o presidente. Além de derrotar seus candidatos, os eleitores deram um claro voto na direção da moderação, rejeitando o radicalismo tão presente no bolsonarismo.

Até 2022, há tempo para o presidente rever suas estratégias e se reorganizar politicamente. Mas, até agora, não há sinais de mudanças à vista. Pelo contrário. E com a pandemia do coronavírus ainda forte e a economia mal das pernas, o desgaste do governo pode aumentar ainda mais.*

(*) Marcelo de Moraes – Estadão

É UM PÉ DE CHINELO VAGABUNDO

Bolsonaro faz sete gols nas urnas, todos contra

alsorsa.news: Militantes da Esquerda fazem meme com Navio de Bolsonaro afundando, mas esquecem que os que ficaram na água quando o Titanic afundou morreram afogados

Jair Bolsonaro declarou apoio nas redes sociais a sete candidatos a prefeito. Assim que as urnas do primeiro turno começaram a ser abertas, apagou o post no Facebook. Mas não conseguiu passar uma borracha no vexame. Fez sete gols, todos contra.

No primeiro tempo, os preferidos de Bolsonaro naufragaram em cinco municípios: São Paulo (Celso Russomanno), Belo Horizonte (Bruno Engler), Manaus (Coronel Menezes), Santos (Ivan Sartori), Recife (Delegada Patrícia).

Neste segundo turno, o presidente deve amargar as duas derrotas que faltavam para que o seu desaproveitamento fosse de 100%. No Rio de Janeiro, Bolsonaro afunda abraçado a Marcelo Crivella (Republicanos). Em Fortaleza, naufraga junto com o Capitão Wagner (Pros).

Ibope e Datafolha apresentaram números idênticos na última rodada de pesquisas sobre o Rio. Em votos válidos, Eduardo Paes (DEM) prevalece sobre Crivella por um placar elástico: 68% a 32%. Em Fortaleza, o Ibope atribuiu a José Sarto (PDT) 61% das intenções de votos válidos, ante 32% amealhados pelo Capitão Wagner.

O envolvimento de Bolsonaro na refrega municipal expôs uma incongruência: o capitão acha que é uma coisa. Mas seu desempenho como cabo eleitoral indica que ele vai virando outra coisa. A popularidade do presidente caiu em 23 das 26 capitais onde houve eleição.*

(*) Josias de Souza
Colunista do UOL

HAJA PÓLVORA…

Ministro da Logística

Tribuna do Norte - Ministro interino ignorando alertas de falta de  medicamentos é tema da charge de Brum
Se o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, conseguiu deixar estocado, sem uso, mais de seis milhões de testes de coronavírus em plena pandemia, imagina o que ele seria capaz de fazer se fosse general e cuidasse da logística de uma Força Armada durante uma guerra.

Aliás
A ampliação por mais 12 meses do prazo de validade dos testes esquecidos por Pazuello num galpão em São Paulo levantam uma lebre. Será que os laboratórios não estão estabelecendo validades muito curtas para seus medicamentos de maneira que eles vençam e o consumidor os descarte e compre um frasco novo? Tem alguma esperteza aí ou se trata do exclusivo cuidado com a saúde humana? Pelo preço dos remédios, é melhor que esta história seja muito bem explicada.

Boa surpresa
O ministro Luiz Fux devolveu grandeza ao posto de presidente do Poder Judiciário. Ao mandar para o plenário todas as ações penais e inquéritos, Fux resolveu que os casos da Lava-Jato voltarão a ser julgados e não apenas descartados sumariamente pela turminha. Boa também sua recomendação aos larápios de dinheiro público. Não adianta tentar esconder, “se tiver mala de dinheiro a imprensa vai descobrir”.*

(*) Ascânio Seleme – O Globo