SALVE SUCUPIRA!

QUASE PARECIDO…

“ (…) Igualzinho à briga política pela vacina contra a Covid-19 quase 50 anos depois, não é? Até nos trechos do “e daí?” e do “genocídio”. Só que o Brasil — que sempre foi, debaixo de uma casquinha de civilização e no fundo da sua alma, a Sucupira de Dias Gomes — hoje é ainda pior: Odorico, afinal, não era um negacionista de epidemias como Jair Bolsonaro. E Dirceu Borboleta, embora fiel ao prefeito, de vez em quando conseguia dizer a ele verdades desagradáveis. Isso jamais acontecerá com o entorno do presidente, composto exclusivamente de pessoas escolhidas pela capacidade de dobrar a espinha e puxar abjetamente o seu saco: o “capitão”, esse homúnculo, não suporta nada que não seja claque”. *

(**) Ruy Goiaba – Crusoé

MAIS DIAS MENOS DIAS…

Bolsonaro “terá de responder perante a Justiça”

“O tempo vai dizer se um dos mais perigosos, desbocados e vulgares presidentes da história do País será destituído do cargo pela via constitucional”, diz o Estadão, em editorial.

“Razões para que isso aconteça não faltam. A cafajestagem que ele protagonizou anteontem prova isso. A portentosa ficha de crimes de responsabilidade cometidos pelo Sr. Jair Messias Bolsonaro já foi desfiada nesta página e em tantas outras das mais de cinco dezenas de pedidos de impeachment já apresentados ao presidente da Câmara dos Deputados. A bem da verdade, tal desgoverno é um crime continuado (…)

Porém, uma coisa é certa: a destituição política de Bolsonaro, no momento, pode não passar de uma possibilidade remota, mas, se esta é uma República que se pretende séria, mais cedo ou mais tarde, o presidente terá de responder perante a Justiça por suas ações e omissões durante a pandemia de covid-19, que até agora matou mais de 220 mil brasileiros.”

A “NOVA POLÍTICA”

Não importa quem ganhe: Centrão vai seguir dando as cartas

Com qualquer resultado nas eleições para o comando do Congresso, na segunda-feira, 1º, restará uma certeza: o Centrão vai continuar sendo a força política mais poderosa do País. Com o poder de quem controla a maioria dos votos no Congresso, seguirá determinando o que pode ou não pode ser votado. E, mais importante, se o presidente da República da vez poderá continuar ocupando o comando do governo.

JOSÉ PEDRIALI: Centrão entra na Saúde e militares terão mais 20 cargos

Para quem acha exagero: o Centrão ganhou forma e vida na eleição de Eduardo Cunha (MDB-RJ) para comandar a Câmara, em fevereiro de 2015. Sob sua influência, a então presidente Dilma Rousseff, com quem Cunha trombava de frente, sofreu impeachment. Seu sucessor no posto, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ajudou na articulação política que evitou o impedimento de Michel Temer. Muito bem articulado com o Centrão, Temer teve os votos que precisava para preservar o mandato presidencial.

Ainda com Maia no comando, Jair Bolsonaro viu o deputado deixar adormecer nas suas gavetas mais de 50 pedidos de impeachment. Dessa vez, não foi o bom trânsito político de Bolsonaro que garantiu sua preservação – até porque nunca soube se articular politicamente. O impeachment não foi cogitado porque Maia e outros líderes do Centrão tinham interesse em manter o foco do Congresso na votação de uma agenda liberal e sabiam que o presidente ainda tinha força popular para rechaçar um impeachment.

Agora, não haverá Maia e a possibilidade de impeachment ficará nas mãos de Arthur Lira (PP-AL), representante do Centrão raiz, ou Baleia Rossi (MDB-SP), que representa uma espécie de Centrão light e é apoiado por Maia. E o que acontecerá nos próximos dois anos dependerá do humor do grupo.

Para se blindar politicamente, Bolsonaro abraçou a candidatura de Lira, que representa o núcleo duro do Centrão. Com isso, o presidente acena com o loteamento de ministérios e cargos importantes, além da liberação milionária de emendas. É uma opção de risco, já que se Lira vencer, dependerá sempre desse processo para garantir o apoio dos aliados. Com Baleia, o risco também existe, já que ele está aliado aos partidos de esquerda, que defendem o impeachment. E o deputado do MDB tem condição de reagrupar o Centrão em torno de si, reorganizando a turma.*

(**) Marcelo de Moraes – Estadão

UM HOMEM DE PALAVRA, PARA O CENTRÃO

Bolsonaro admite recriar Ministério do Esporte para acomodar o Centrão

A generosidade do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão nesta fase de campanha pelo comando das duas Casas Legislativas do Congresso foi amplamente exposta nesta sexta, 29, com a promessa de recriar o Ministério do Esporte, entre outras pastas, o que fere sua promessa de campanha de enxugar a máquina administrativa estatal.

“Se tiver o clima no parlamento, ao que tudo indica as duas pessoas que nós temos simpatia devem se eleger, não vamos ter mais uma pauta travada. A gente pode levar muita coisa avante e quem sabe até ressurgir ministérios”, disse o presidente na cerimônia dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s), em referência aos candidatos Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que disputam o comando da Câmara e do Senado, respectivamente.

Para atender aos interesses dos novos aliados do Centrão, com os quais têm contado para emplacar Lira e Pacheco no Congresso, há ainda a possibilidade de dividir o Ministério da Economia e recriar as pastas de Planejamento e de Indústria, Comércio Exterior e Serviços, além de mudanças na Secretaria de Governo e na Secretaria-Geral da Presidência.

Bolsonaro cumpriu sua promessa de reduzir o número de ministérios, o que foi feito por meio de medida provisória, passando de 29 para 22, mas parece ter se arrependido. Se ele pudesse voltar atrás, conforme afirmou hoje, teria tornado ministros os secretários especiais Mario Frias, de Cultura, Marcelo Magalhães, do Esporte, e Jorge Seif, da Pesca. “Eu queria que hoje eu tivesse sido eleito presidente porque algumas coisas a mais eu faria, outras eu não faria. Como, por exemplo, eu tenho três secretários que, seu eu soubesse do potencial de vocês e tivesse mais conhecimento com profundidade da importância, seria um ministério”. *

(**) Equipe BR Político – Estadão

ELE SÃO IMPAGÁVEIS…

Lira ‘garante’ que será independente de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro admitiu, sem nenhum constrangimento, que influenciará na eleição às presidências do Congresso. E o Estadão revelou que o governo destinou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores em emendas para obras em seus redutos eleitorais. Mesmo assim, Arthur Lira (PP-AL) “garante” que será um presidente da Câmara “independente, altivo, autônomo e harmônico”. E que “ninguém” vai influir no comando da Casa Baixa.

“Eu não ouvi ninguém dizer que vai influir na presidência da Câmara. Influir na presidência da Câmara é diferente do que ele pode ter dito. Porque na presidência da Câmara ninguém influi”, disse. “Eu não vou procurar briga ou insuflar qualquer tipo de discussão que não sejam as propostas deste período de eleição”.*

(**) Equipe BR Político –  Estadão

AMINIMIGOS NO BORDEL

Bolsonaro recomenda a Mourão ‘se candidatar em 2022’ para trocar ministros

O clima entre Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão não está lá dos melhores. Nesta quinta-feira, 28, o presidente da República respondeu ao seu vice, que levantou a possibilidade de exonerar o chanceler Ernesto Araújo, último exemplar olavista no primeiro escalão do governo. “Se alguém quiser escolher ministro, se candidate em 22 e boa sorte em 23”, disse para apoiadores na porta do Palácio da Alvorada.

“O vice falou que eu estou para trocar o chefe do Itamaraty. Quero deixar uma coisa bem clara. Tenho  22 ministros efetivos e um que é interino. Aí que nós podemos ter realmente um nome diferente ou a efetivação do atual. Nada mais além disso”, explicou para sua militância. “O que nós menos precisamos é de palpiteiro no tocante a formação do meu ministério. Deixo bem claro: todos os 23 ministros eu que escolho e mais ninguém e ponto final”, afirmou Bolsonaro.*

(**) Equipe BR Político – Estadão

TRAGÉDIA

Brasil é o pior país do mundo na gestão da pandemia, aponta estudo

Nenhum país do mundo gerenciou tão mal a pandemia do novo coronavírus como o Brasil. Essa é uma das conclusões de um estudo publicado nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Lowy, da Austrália. O País é o terceiro do mundo em número de casos confirmados, atrás de Estados Unidos e Índia, e o segundo em número de mortos, segundo a plataforma de monitoramento da universidade americana Johns Hopkins.

Eles analisaram as respostas de 98 países à pandemia a partir de seis critérios: mortes confirmadas; casos confirmados; casos por cada milhão de habitantes; mortes por milhão de habitantes; casos em proporção à testagem; testes por cada mil habitantes.

Dentro desses critérios, a Nova Zelândia foi eleita o país que deu a melhor resposta à covid-19. O país de cerca de 5 milhões de habitantes soma 2.299 casos do novo coronavírus e 25 mortes desde o início da pandemia. Por lá, medidas como o fechamento de fronteiras, lockdowns e testagem em massa fazem parte da política de enfrentamento ao novo coronavírus.

Na ponta superior da tabela também estão Taiwan, Tailândia, Chipre, Ruanda, Islândia, Austrália, Letônia e Sri Lanka entre os dez principais países que melhor responderam à pandemia.

No final da lista, além do Brasil, estão México, Colômbia, Irã, Estados Unidos e Bolívia.

O país latino-americano melhor ranqueado é o Uruguai, em 12º.

A China não foi incluída no ranking por, segundo o instituto, não disponibilizar dados sobre testes.*

(**) Equipe BR Político – Estadão