DANÇANDO NA PROA DO TITANIC

Candidato para que? Para nada

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Sergio Moro, Luciano Huck, João Doria, Eduardo Leite, Ciro Gomes, Lula (ou o genérico Haddad), Hamilton Mourão, todos são apontados como possíveis candidatos à sucessão do presidente Bolsonaro. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas para que querem ser presidentes? Que é que propõem?

O mais conhecido é Lula. Como pretende enfrentar problemas reais como a alta da dívida interna, estatais que vivem no prejuízo, Previdência drenando o Orçamento, indústria em queda? Que fará com os militares que gostaram de ocupar cargos no Governo e se entopem de picanha e cerveja importada?

Huck, que sugere? Não disse ainda. OK, Armínio Fraga é seu assessor de Economia – mas e daí? Guedes é o de Bolsonaro. Que pensa sobre a China e os Estados Unidos? Como vê as questões da Amazônia e do Pantanal?

Doria se apresenta como administrador. Mas o presidente tem de liderar o país. Que rumo quer seguir? O gaúcho Eduardo Leite, também tucano, que pensa de política internacional? E do papel da indústria?

Ciro é conhecido. Mas é estatizante ou não? Esquerda ou direita?

Moro gostaria de liderar uma cruzada contra a corrupção? Ótimo. E como lidar com pressões internacionais? Que sugere para o meio-ambiente?

Mourão, excetuando-se a educação mais aprimorada e o bom-senso, em que difere de Bolsonaro, de quem é vice? Manteria a pletora de militares no Governo ou se arriscaria a afastá-los, reduzindo seus rendimentos mensais?

São outros R$ 500

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Os cálculos mais apurados apontam que a argumentação do Governo para conquistar o apoio do Centrão girou por volta de R$ 3 bilhões – fora cargos e eventuais ministérios. O Centrão garantiu a vitória bolsonarista na escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, com a misteriosa parceria de partes do PSDB, DEM e PT. Mas outras votações, ao que parece, não fizeram parte das negociações comandadas pelo general Luiz Eduardo Ramos, secretário do Governo. Há fortes resistências no Centrão ao decreto de Sua Excelência que facilita o comércio de armas e dificulta a identificação da munição. De duas, uma: ou se abre nova negociação ou o Governo vai ficar a descoberto.

Mark Twain revisitado

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Samuel Langhorne Clemens, “Mark Twain”, grande escritor americano, disse certa vez: “Temos o melhor Congresso que o dinheiro pode comprar”. Jamais repetiria essa frase se fosse brasileiro. Mas talvez escrevesse algo parecido: “Temos o melhor Congresso que o dinheiro pode alugar”.*

(**) Coluna Carlos Brickmann