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QUEM ACREDITA NESSE PILANTRA?

A investidores, Guedes prevê “imunização de rebanho” em até 4 meses

O ministro também admitiu que lockdowns desaceleram contágio, em live com a XP Investimentos transmitida nesta segunda-feira (5/4)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, revelou, em live com a XP Investimentos, nesta segunda-feira (5/4), suas expectativas em relação ao programa de vacinação brasileiro: afirmou que espera ver em até quatro meses uma “imunização de rebanho” – hipótese de que, atingido um determinado patamar elevado de vacinação, o contágio da doença seria controlado.

“Espero que em três ou quatro meses a gente atinja um ponto crítico de imunização de rebanho. Os prefeitos e governadores precisam olhar com muita atenção para o transporte público. O lockdown reduz a velocidade de contágio, é verdade, mas temos que ter protocolos em transporte público”, afirmou.

Apesar de dizer que não faria previsões durante a live, Guedes arriscou-se a avaliar que o impacto do recrudescimento da pandemia neste ano será menor e mais curto do que o baque visto em 2020. Ele vendeu, mais uma vez, a tese de que o país está no “caminho da prosperidade”, com o Produto Interno Bruto (PIB) retornando em V (alta elevada depois de queda brusca).

Reconheceu, entretanto, que a inflação subiu, mas lembrou que o Banco Central atua para que esses aumentos de preços setoriais não se tornem permanentes e generalizados.

“Estamos no nosso programa. Esta semana temos R$ 10 bilhões em concessões de aeroportos, terminais portuários e mais uma ferrovia. O Brasil vai enfrentar a guerra nos dois frontes, na saúde e na economia. Precisamos de vacinação em massa e rápida, para garantir o retorno seguro ao trabalho. O PIB já voltou em V. O que se discute hoje é se taxa de crescimento vai ser 3% ou 3,5%, ou se, com o recrudescimento da pandemia, nós seremos abatidos novamente”, afirmou o chefe da pasta econômica à XP Investimentos.*

(**) Talita Laurino Metrópoles

NÃO FOI 1º DE ABRIL

Férias de Bolsonaro, em plena pandemia, custaram R$ 2,4 milhões. Nós pagamos

Pode ser uma ilustração de texto que diz "JOTACAMELO LOGÍSTICA VOCÊS PORRA! MARCARAM 0 GOLPE PRO PRIMEIRO DE ABRIL DE NOVO? ABRIL T"

As férias de fim de ano de Jair Bolsonaro em Santa Catarina e no Guarujá custaram aos cofres públicos R$ 2.452.586,11.

As informações estão em ofícios recebidos pelo deputado federal Elias Vaz (PSB), que havia provocado a Presidência da República.

“É um tapa na cara do brasileiro”, disse o parlamentar. “Em plena pandemia, quando o Brasil registrava quase 200 mil mortes, o presidente torrava o dinheiro do povo com passeios. Enquanto isso, falta comida no prato de milhares de cidadãos atingidos em cheio pela crise”, acrescentou.

Os dados só chegaram ao deputado quase três meses depois da apresentação dos requerimentos. Os gastos, detalhados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), incluem, por exemplo, locomoção terrestre, aquática e aérea do presidente, da família, de convidados e da equipe de profissionais que os acompanharam. Também englobam passagens áreas, diárias e despesas com cartão corporativo.

As férias de fim de ano de Jair Bolsonaro em Santa Catarina e no Guarujá custaram aos cofres públicos R$ 2.452.586,11.

As informações estão em ofícios recebidos pelo deputado federal Elias Vaz (PSB), que havia provocado a Presidência da República.

“É um tapa na cara do brasileiro”, disse o parlamentar. “Em plena pandemia, quando o Brasil registrava quase 200 mil mortes, o presidente torrava o dinheiro do povo com passeios. Enquanto isso, falta comida no prato de milhares de cidadãos atingidos em cheio pela crise”, acrescentou.

Os dados só chegaram ao deputado quase três meses depois da apresentação dos requerimentos. Os gastos, detalhados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), incluem, por exemplo, locomoção terrestre, aquática e aérea do presidente, da família, de convidados e da equipe de profissionais que os acompanharam. Também englobam passagens áreas, diárias e despesas com cartão corporativo.*

(**) O Antagonista

GENTE FAMIGLIA

Presidentes do Legislativo e do STF torram R$ 640 mil em voos de jatinho para casa

Por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

Sai presidente, entra presidente, e as mordomias continuam as mesmas. Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), gastaram juntos R$ 386 mil nos dois primeiros meses de mandato com voos para casa em jatinhos da FAB. Somando com as despesas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, com deslocamentos para a sua residência neste ano, a gastança chega a R$ 642 mil.

Além dos custos com as aeronaves da Aeronáutica, há também as despesas com diárias e passagens de seguranças que acompanham os presidentes. No caso do presidente do Senado, as seis viagens para Belo Horizonte, com 12 voos, custaram R$ 37 mil em diárias e R$ 6,7 mil com passagens aéreas para policiais legislativos. Alguns dos seguranças viajam em voo comercial. O custo total ficou em R$ 180 mil. Pacheco costuma viajar na sexta para Minas e retornar no domingo para Brasília.

O presidente da Câmara fez quatro viagens para Maceió desde a sua posse. Os deslocamentos dos seus seguranças custaram R$ 9 mil em diárias e R$ 20 mil em passagens aéreas. No feriado de Carnaval, por exemplo, Lira viajou para Maceió às 8h da manhã de sábado (13) e retornou na quarta-feira de cinzas (17). Dois policiais legislativos foram no dia 12 e retornaram dia 18. Cada um recebeu 5,5 diárias no valor total de R$ 2 mil. A passagem de cada um custou R$ 4 mil. Com as despesas dos jatinhos, a conta de Lira fechou em R$ 207 mil.

Fux já torrou R$ 650 mil

Desde a sua posse, em 11 de setembro do ano passado, o ministro Luiz Fux já gastou R$ 650 mil com viagens para a sua residência no Rio de Janeiro. Foram 65 horas de voo. Ele pega o jatinho normalmente na sexta-feira, às vezes na quinta, e retorna na segunda-feira ou na terça. No caso do presidente do Supremo, os custos com diárias e passagens de seguranças não estão disponíveis na página de “transparência” do STF, por motivos de segurança.

Nas duas primeiras semanas do ano, Fux deslocou-se do Rio para Brasília na segunda-feira e retornou na sexta. Na sua agenda, foram registrados apenas “despachos”. Em fevereiro, participou na Sessão de Abertura do Ano Legislativo no Congresso Nacional, no dia 3, quarta-feira, e voou para o Rio no dia seguinte. Na sexta, prestigiou a posse da nova administração do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), onde foi desembargador.

Nas semanas seguintes, presidiu sessões do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por videoconferências, e recebeu no tribunal autoridades como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes da Câmara e do Senado. Nos finais de semana, voava para o Rio de Janeiro.

 

“Para garantir a segurança”, diz o STF

O blog questionou os presidentes do Supremo, Câmara e Senado se as viagens de jatinho para casa não seriam um privilégio demasiado, principalmente neste momento de pandemia, que gera pesadas despesas extras aos cofres públicos. A Câmara e o Senado não responderam.

O STF afirmou que o Decreto Presidencial n° 10.267, de 5 de março de 2020, que dispõe sobre o transporte aéreo das autoridades, “prevê a autorização do presidente do Supremo para viajar nos aviões da FAB, de forma a garantir a segurança dele”.

O Decreto explicita os casos em que autoridades podem usar os jatinhos da FAB – emergência médica, motivo de segurança e viagem de serviço. Mas o parágrafo 5º do artigo 6º abre a exceção para os presidentes do Legislativo e do Judiciário: “Presume-se motivo de segurança na utilização de aeronaves da Aeronáutica o deslocamento ao local de residência permanente das autoridades de que trata o inciso II do caput do art. 2º”. Essas autoridades são justamente os presidentes da Câmara, do Senado e do STF.

O mesmo artigo, no seu parágrafo 4º, abre a exceção também para o vice-presidente: “Presume-se em situação de risco permanente o vice-presidente da República”. Isso deixa claro que o general Hamilton Mourão também pode viajar para casa de jatinho. Mas não há registro desses deslocamentos nos relatórios de voos da FAB. Os gastos do presidente da República e do vice-presidente são considerados como reservados. Serão divulgados somente após o final dos seus mandatos.*

(**) Lúcio Vaz – Gazeta do Povo

GENOCIDA, MENTIROSO…

Bolsonaro usa vídeo de junho de 2020 para minimizar gravidade da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou hoje um vídeo de junho de 2020 como forma de tentar minimizar a gravidade da pandemia de covid-19, que vive seu pior momento no país, com novo recorde de mortes diárias registrado ontem. Bolsonaro compartilhou um trecho do Jornal da Band em que o programa jornalístico faz uma ponderação sobre os números do coronavírus em relação à quantidade de habitantes do país.

O programa foi ao ar na TV Bandeirantes em 10 de junho do ano passado. À época, o Brasil vivia ainda o início do momento mais crítico da primeira onda da pandemia, que duraria até agosto. Naquele dia, morreram 1.300 pessoas por covid-19 segundo dados do consórcio de mídia do qual o UOL faz parte. Ontem, foram 3.950 óbitos registrados em 24 horas.

No vídeo, que foi publicado no YouTube pelo vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, e compartilhado por Bolsonaro em seu canal no Telegram, o Jornal da Band mostra que o Brasil era o terceiro país em um ranking com números absolutos de mortes, e o segundo em casos confirmados da covid-19 .

Logo depois, o programa pondera que, se considerados os números divididos por cada milhão de habitantes, ou seja, contando o tamanho da população brasileira, a situação seria bem diferente. O país estaria em 19º no ranking de mortes e em 32º lugar em casos confirmados. A emissora, porém, não divulga qual foi a fonte dos dados.

O vídeo publicado por Carlos Bolsonaro é intitulado como: “Mais alguns segundos de verdades que você não verá em certa emissora de TV”.

Dados relativizam momento crítico

Tanto em junho do ano passado como agora, a mera comparação dos números da covid-19 em relação à população de cada país esconde o momento de avanço da pandemia no Brasil, que tem seu número de habitantes estimado em 212 milhões.

post - Reprodução/Telegram - Reprodução/Telegram
https://www.youtube.com/watch?v=wo8Ou5TBvOs
Post de Bolsonaro no Telegram sobre vídeo de junho de 2020

Imagem: Reprodução/Telegram

UOL fez um levantamento sobre os dois momentos usando dados da plataforma Our World In Data, que usa informações fornecidas pela Universidade Johns Hopkins, referência em números da covid-19 no mundo.

Atualmente, nossa situação pouco mudou em relação aos números totais divididos pela população, com o país na 18ª colocação no ranking de mortes (1.512,59 óbitos) e na 34ª posição em casos confirmados (59.977,34).

No entanto, os números de mortes e casos diários por cada milhão de habitantes mostram melhor o momento crítico, tanto agora como na primeira onda da doença.

Em 10 de junho, o Brasil era o terceiro país com mais mortes diárias (5,99), atrás apenas de Suécia (7,72) e Chile (10,04). Agora, segundo dados de ontem, o país é a sexta nação com mais óbitos registrados nas últimas 24 horas, com 18,2 pessoas morrendo diariamente por cada milhão de habitantes.

À época do vídeo, o Brasil também estava entre os países com mais casos diários confirmados em relação à população, aparecendo em sexto no ranking. Agora, a nação fica apenas na 29ª posição, o que pode indicar subnotificação, já que os hospitais lotados levam pessoas a não procurarem atendimento em casos leves, ficando assim sem um diagnóstico da doença.

De “gripezinha” a “mimimi”

Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem adotado como estratégia minimizar a gravidade da covid-19. Ainda em março do ano passado, ele se referiu à doença como “gripezinha” e afirmou que não teria problemas ao contrair o novo coronavírus pelo seu “histórico de atleta”.

Desde então, o presidente colecionou momentos em que relativizou as mortes, com o pretexto de salvar a economia. Mais recentemente, no início do mês passado, falou em parar de “frescura e mimimi”. “Vão ficar chorando até quando?”, afirmou.

Enquanto isso, segue pregando contra as medidas de isolamento social e desafiando governadores e prefeitos que tentam adotar lockdowns para conter a circulação do vírus e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde.

No seu último pronunciamento em rede nacional, há pouco mais de semana, mentiu ao falar sobre suas ações na pandemia e mudou de tom sobre a importância da vacinação contra a covid-19, após demorar para buscar acordos por imunizantes e chegar a desdenhar da CoronaVac, a vacina de origem chinesa do Instituto Butantan que fornece a grande maioria das doses ao PNI (Programa Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde.*

(**) Do UOL, em São Paulo