“SE GRITAR, PEGA CENTRÃO”

Partidos mudam nome, mas mantêm governismo quem quer que esteja no Planalto

 

Oito anos depois das “jornadas de junho” e quase seis do epicentro da Lava Jato, partidos forçados pelo desgaste a trocar de nome e de logomarca confirmaram as suspeitas de muitos: na prática, nada mudou, o que continua imperando é o fisiologismo travestido de governismo. De 2017 para cá, ao menos 11 deles pediram autorização do TSE para trocar de nome. Na Câmara, antes do banho de loja, os antigos PRB, PEN e PTN, votaram majoritariamente com os governos Lula, Dilma e Temer. O comportamento governista se manteve com Jair Bolsonaro, chegando a um alinhamento de 93%, 95% e 81%, respectivamente, porém, agora, eles se autodenominam Republicanos, Patriota e Podemos.

LÁ E CÁ. Sem falar no PP, atual Progressistas, que foi linha auxiliar do governo Lula (PT) na operação do mensalão e hoje está entre os parceiros prioritários de Bolsonaro no orçamento secreto.*

(**) Coluna do Estadão