“Oh, Minas Gerais!”

Carlos Viana não decola e aliados de Bolsonaro temem falta de palanque em Minas

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Aliados de Jair Bolsonaro estão preocupados com a campanha do presidente no segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais. Há muita descrença sobre a real capacidade de Carlos Viana (PL) tomar votos de Romeu Zema (Novo) a ponto de se tornar um candidato competitivo. Bolsonaro decidiu lançá-lo como resposta à hesitação de Zema em apoiá-lo no Estado. Mas até agora quem está ganhando com isso é Alexandre Kalil (PSD), que já ofereceu palanque a Luiz Inácio Lula da Silva. Esse grupo de bolsonaristas, que reúne também políticos do PL, insiste na aliança com Zema e vai usar como argumento as pesquisas de intenção de voto que vão sair ao longo do próximo mês.

LIÇÃO. Desde a redemocratização, o presidenciável que vence em Minas leva também a eleição nacional. Os analistas políticos costumam lembrar 2014, quando até o mineiro Aécio Neves (PSDB) perdeu para Dilma Rousseff (PT) no Estado.

NEM VEM. No Partido Novo, por sua vez, aliados de Zema dizem que apenas uma mudança brusca nas pesquisas, mostrando forte crescimento do presidente, poderia abrir uma janela para a conciliação.*

(**) Mariana Carneiro, Camila Turtelli, Matheus Lara e Gustavo Côrtes – Coluna Estadão

“ISTO A GLOBO NÃO MOSTRA”

MILAGRES ACONTECEM

Inédito: indulto fez Bolsonaro trabalhar no feriado

GABINETE DO ÓCIO – A condenação do deputado Daniel Silveira pelo STF fez o que uma pandemia global, enchentes e a crise econômica e social que o país vive não conseguiram: colocou Jair Bolsonaro para trabalhar em um feriado.

Uma visita a parque temático, um passeio de jet ski, dois churrascos, três motociatas e duas idas a barracas de pastel e cachorro quente. Esses foram os eventos que tiveram que ser cancelados pelo presidente durante o feriado de Tiradentes.

A rotina mansa de Bolsonaro foi trocada por um expediente de intensas duas horas de trabalho, algo inédito na história dessa administração. Fontes próximas indicam que o presidente agora deve tirar pelo menos três semanas de férias para se recuperar da maratona de trabalho.*

(**) The piauí Herald

O MAIS PURO AMOR

Namorada de Del Nero revela por que posta poucas fotos com ele

Clara Brasil, namorada do ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero, revelou o motivo de postar poucas fotos com o cartola no Instagram.

A atriz e apresentadora abriu caixa de perguntas nos stories e foi questionada por um seguidor: “Por que você não posta stories com o Marco?”.

Clara Brasil se declara para Del Nero em aniversário de 81 anos: ‘Meu amor’
“Porque ele não gosta muito”, respondeu Clara Brasil.

Ela e Del Nero namoram desde 2019, mas a apresentadora só começou a postar imagens do ex-presidente da CBF no fim do ano passado.

Além de atriz e apresentadora, Clara também é cantora, já apareceu no Zorra Total, da Globo, e foi musa no Carnaval do Rio. No futebol, é torcedora do Atlético-MG.*

(**) Do UOL, em São Paulo

E NUM PAÍS DE TERRA ARRASADA…

Chiclete com banana

Pesquisa eleitoral

Lula, dizem as pesquisas, tem ampla vantagem sobre Bolsonaro, até com a possibilidade, na margem de erro, de ganhar em primeiro turno. Dúvida: como é que um candidato em primeiro lugar nas pesquisas tem a campanha em crise? E a crise é séria: Franklin Martins, amigo de fé e irmão camarada de Lula, pai do Controle Social da Mídia (nome que os petistas dão à Censura e que o candidato já anunciou que irá implantar), foi varrido: a Comunicação da campanha fica nas mãos de Jilmar Tatto e Gleisi Hoffmann, que entendem do tema tanto quanto de física quântica. A coordenação do setor deve ficar com o prefeito de Araraquara, Edinho Silva – amável, articulado, simpático. E tem alguma experiência na área: foi ministro da Comunicação de Dilma, no mandato em que as manifestações antipetistas se avolumaram e Dilma foi impedida. O fato é que, na hora de agir, o PT optou pela disputa interna.

O marqueteiro escolhido é Sidônio Palmeira, o mesmo que cuidou da campanha derrotada de Fernando Haddad, em 2018. É a chance de devolver a Jair Bolsonaro a surra que o PT levou nas últimas eleições.

E Lula? Está estranho. Um amigo pessoal de mais de 40 anos, o jornalista Ricardo Kotscho, que foi seu primeiro secretário de Imprensa na Presidência, não consegue falar com Lula nem com ninguém do comando do PT há uns bons seis meses. Por que? Boa pergunta. Kotscho nota também a diferença na organização da campanha: em outras épocas, já estaria tudo pronto.

Banana com chiclete

SEIS POR MEIA DÚZIA – Contra o Vento

Decisões simples estão atrasadas. O lançamento da pré-candidatura foi adiado quatro vezes. Agora está marcado para 7 de maio. Até lá alguém terá de convencer Geraldo Alckmin, o candidato a vice, de que seu papel não é fingir-se de petista, o que fica ridículo. O papel do vice é repetir José Alencar: mostrar que Lula tem apoio fora da esquerda. E aí mobilizar a militância petista, que sempre ocupou as ruas, para mostrar que o candidato a entusiasma. Hoje parece que o menos entusiasmado é Lula.

Leite Moça na picanha

Bolsonaro repete sua tática: escolhe um tema que não tem nada com nada e o discute como se importante fosse. Como o voto impresso: até hoje ninguém se queixou de perder por fraude nas urnas. Mas Bolsonaro se queixa e chegou a dizer que sua própria eleição foi fraudada. Na verdade, teria ganho no primeiro turno.

A tática é descrita num livro interessantíssimo, “Os Engenheiros do Caos”, de Giuliano Da Empoli, sobre o estilo de campanhas eleitorais dos fascistóides que venceram poder na Hungria, na Itália (governo anterior), na Polônia. Crie sua pauta, por ridícula que pareça, e a divulgue ao máximo, usando os que mugem em uníssono e os robôs. Esses temas dominam o debate e coisas incômodas para os engenheiros do caos são esquecidas; rachadinhas, funcionários fantasmas, cheques de R$ 89 mil, milicianos. Criando caso sobre o deputado Daniel Silveira, evitou-se a discussão sobre compras maciças de Viagra, Cialis, próteses penianas. A campanha vai por aí. O chefe é o filho 02. E que equipe ele tem!

Goiaba com ketchup

Campanha eleições 2018

Teremos de torcer muito para surgir um candidato mais aproveitável à Presidência. Em compensação, temos boa chance de votar em candidatos de qualidade para deputado estadual, deputado federal e, talvez, até em um ou outro pretendente ao Senado. Mas é preciso tomar cuidado: avaliar bem para não votar em algum maluco ou em pessoas que já demonstraram ser incapazes.

A ex-ministra da Mulher, Damares Alves, quer ser candidata ao Senado, por Brasília – concorrendo com a também ex-ministra Flávia Arruda, ambas, uma em cada partido, com Bolsonaro. Sejam bolsonaristas ou petistas, verifique o passado do candidato: se não se livrou do Petrolão ou coisa parecida apenas por procedimento processual, não por inocência; se não está envolvido em rachadinhas – contratar, com dinheiro público, assessores desnecessários, e obrigá-los a devolver a maior parte do salário ao parlamentar que o contratou – nem com atividades de milicianos.

O rei do gado

Charges: 12/09/20

Lembra do general Pazuello, que ocupou o Ministério da Saúde? Num dia ele assinou um compromisso de compra de vacinas e no dia seguinte desistiu, porque Bolsonaro mandou (e ainda explicou: “um manda, outro obedece”).

Bolsonaro é ótimo para descobrir esse tipo de gente: agora, no Rio Grande do Sul, estava no palanque e determinou ao ex-ministro Tarcísio de Freitas que subisse. Tarcísio não queria, Bolsonaro foi terminante: “Eu estou mandando”. Tarcísio subiu na hora. Um detalhe: Bolsonaro não é mais seu chefe. Mas ele obedeceu.

Uma dúvida: Tarcísio foi também alto funcionário de Dilma Rousseff. Se ela lhe desse a ordem, ele cumpriria? Tarcísio é o candidato de Bolsonaro ao Governo paulista. Entende-se: se ambos fossem eleitos, Bolsonaro teria um governador bem obediente. E o lema de São Paulo, “não sou conduzido, conduzo” (Non Ducor Duco), onde ficaria?*

(**) Coluna Carlos Brickmann

 

OS SALVADORES DA PÁTRIA

Oposição aciona o TCU contra troca eleitoreira dos cartões do Bolsa Família

Opções de voto

O Tribunal de Conta da União recebeu nesta quinta-feira (18) representação de um grupo de parlamentares de oposição contra a pretensão do governo de trocar cartões do programa Bolsa Família por modelos novos do Auxílio Brasil. O documento contém um pedido de liminar. Deseja-se que o TCU se mova rapidamente, para impedir que o Tesouro Nacional gaste R$ 650 milhões numa providência de contornos meramente eleitoreiros.

Deve-se a iniciativa ao senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) e aos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Felipe Rigoni (União Brasil-ES). Os três operam em regime de “gabinete compartilhado”. Associou-se também à representação o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha (PSD-RJ). Além da suspensão da despesa, o grupo pede a devolução de verbas que já tenham sido gastas e a imposição de sanções aos envolvidos na operação.

Conforme já comentado aqui, o Ministério da Cidadania, chefiado por Ronaldo Vieira Bento, corre contra o relógio para trocar parte dos 18 milhões de cartões do Bolsa Família. A logomarca é associada a Lula e aos governos do PT. Bolsonaro deseja distribuir cartões com a inscrição do Auxílio Brasil, programa lançado na sua gestão. A troca é desnecessária, pois os cartões antigos operam normalmente. Não há vestígio de dificuldades para que os beneficiários realizem os saques.

“Não dá para aceitar o uso de recursos públicos para tentar criar uma marca personalista em programa tão importante”, disse Alessandro Vieira. O deputado Felipe Rigone recorda que “há pessoas passando fome, sem água tratada, sem esgoto.” Afirma que “gastar R$ 650 milhões só por causa de um nome é inadmissível.”

Tabata Amaral ecoa os colegas: “O mesmo governo que dizia não ter dinheiro para fornecer internet a alunos de escola pública ou para comprar absorventes para nossas meninas, agora abre o caixa para ações eleitoreiras. As prioridades estão claras: a educação e o combate às desigualdades ficam abandonados, enquanto o dinheiro para propaganda e politicagem dá e sobra.”

Redigida pelo advogado Caio Chaves Morau, a representação anota que “a troca do nome ‘Bolsa Família’ para ‘Auxílio Brasil’ importa em grave ofensa aos princípios da moralidade e da economicidade, que devem reger a Administração Pública na escolha dos gastos que pretende assumir com importantes recursos do erário.”

O advogado acrescenta que “a medida, com viés eleitoral, é ainda mais escandalosa quando se considera que o valor a ser empregado seria suficiente para pagar mais de 1,6 milhão de benefícios de R$ 400,00 às famílias que dele verdadeiramente necessitam.”

Ironicamente, quando era apenas um deputado federal do baixo clero da Câmara, Bolsonaro se referia ao Bolsa Família como um “cabresto eleitoral” do PT. Agora, às voltas com uma campanha à reeleição em que Lula emerge nas pesquisas como seu principal rival, Bolsonaro opera para converter o Auxílio Brasil em sua própria coleira.*

(**) Josias de Souza
Colunista do UOL

 

A CORDA JÁ ESTÁ ESTICADA, E AGORA?

O STF na mira

Num momento perigoso, bolsonarismo encontrou no Supremo um alvo fácil

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Não é surpresa o regozijo com que muitos setores da política registraram o mais recente ataque de Jair Bolsonaro ao STF. A “Schadenfreude” (alegria pelas dificuldades alheias) se espalhou também pelo Centrão, esse amplo grupo unido pelo interesse nos cofres públicos e desinteresse em bagunça institucional.

A afronta de Bolsonaro aos tribunais superiores é pura tática político-eleitoral motivada pelo desprezo que ele nutre por instituições e limites ao que considera ser sua “missão divina”. O grave problema para o STF, explorado pelo bolsonarismo, é a percepção em parcela crescente do público segundo a qual a Suprema Corte se transformou há tempos numa instância política que só toma decisões idem.

Essas decisões não são percebidas como dirigidas apenas contra Bolsonaro, apesar do que dizem os seguidores dele. É pior: são vistas como desvinculadas do interesse público, contraditórias e têm como denominador comum a defesa de privilégios de uma casta no topo de um Poder que gera insegurança – o Judiciário.

Repete-se em alguma medida o ocorrido por ocasião da Lava Jato. O “garantismo” no STF, isto é, a defesa das garantias constitucionais, era pintado como “defesa dos corruptos” diante dos horrores do sistema de roubalheira administrado pelo lulopetismo. No momento, o papel que o STF cumpre de defender instituições da democracia contra ataques travestidos de “liberdade de expressão” é pintado como “usurpação e interferência nos Poderes”.

O que torna o momento político atual perigoso, do ponto de vista das instituições, a começar pela da Justiça Eleitoral (alvo preferencial do bolsonarismo), é o fato de a “politização” do STF ou o “ativismo judicial” não serem “culpa” de um ou outro indivíduo. São fenômenos que vêm se acentuando ao longo de décadas, e exacerbados num ambiente político geral de demolição de princípios e valores éticos, morais e sociais.

Algum alívio parece vir do espírito de corpo de Congresso e Judiciário, que é coisa diferente do que defender princípios, mas acaba funcionando nesse sentido. Assim, os presidentes das Casas Legislativas reafirmam que só o Congresso tira mandato de quem foi eleito. E o Judiciário reitera que cabe a ele estabelecer quem se torna inelegível.

Quanto ao “golaço” de Bolsonaro contra o STF, gera picos nas redes sociais, mas está distante da realidade da grande massa de eleitores brigando com inflação. Ou seja, de escasso efeito eleitoral amplo. Nas parcelas “pensantes” das elites consumindo política até ajuda o adversário direto de Bolsonaro na difícil busca da respeitabilidade perdida.*

(**) William Waack, O Estado de S.Paulo

CORRIDA PRESIDENCIAL

Pesquisa Modal/Futura: Lula lidera com 41%; Bolsonaro tem 35%

De acordo com a nova rodada da pesquisa para presidente da República encomendada pelo banco Modal, Ciro Gomes estaria na terceira posição com 7%, seguido de João Doria, com 3%, e André Janones, com 2%

TSE não consegue comprar novas urnas e seções eleitorais terão mais  eleitores - Flávio Chaves

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança pelo Palácio do Planalto com 41,1% das intenções de voto, mostra pesquisa da Modalmais/Futura Inteligência, divulgada nesta quinta-feira, 25. A segunda posição é ocupada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 35,3%.

Nesse cenário estimulado, aquele em que é apresentado antecipadamente uma lista de opções aos entrevistados, todos os outros presidenciáveis considerados no levantamento somam 13,2% das intenções de votos, menos de um quinto do total.

O terceiro lugar é de Ciro Gomes, do PDT (6,8%), seguido de João Doria, do PSDB (2,7%), André Janones, do Avante (1,9%) e Simone Tebet, do MDB (0,9%). Os pré-candidatos Vera Lucia, do PSTU, Luciano Bivar, do União Brasil, Leonardo Péricles, da UP e Felipe D’Ávila, do Novo, aparecem com 0,2%, Sofia Manzano, do PCB (0,1%) e Eymael, da DC (0,0%) completam a lista. O ex-juiz Sérgio Moro não foi citado no levantamento após migrar do Podemos para o União Brasil e “suspender” a pré-candidatura.

A distância entre Lula e Bolsonaro cai na pesquisa espontânea, aquela em que os eleitores expressam sua preferência sem que sejam apresentadas antecipadamente opções. Nesse cenário, o petista tem 36,3% e o atual presidente, 33,1%.

A pesquisa foi realizada pela Futura para o Banco Modal S/A e entrevistou 2.000 entrevistados durante os dias 20 a 25 de abril de 2022, por meio da técnica de entrevista telefônica assistida por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08858/2022.*

(**) Natália Santos, O Estado de S.Paulo