ENQUADRANDO O CELERADO

Moraes suspende portarias de Bolsonaro e mantém rastreamento de armas e munições

Decisão é liminar e ainda tem de passar pelo plenário do STF; PGR e AGU alegam que, com novas portarias editadas pelo governo, processo ‘perdeu o objeto’
TRIBUNA DA INTERNET | Assessorado pelo major-jurista, Bolsonaro erra de  novo o decreto do porte de armas

Alexandre de Moraes suspendeu a eficácia da portaria de Jair Bolsonaro revogando as normas que instituíram o Sistema Nacional de Rastreamento de Produtos Controlados pelo Exército. A decisão, que é liminar, ainda tem de ser confirmada pelo plenário do STF.

Editada pelo Comando Logístico do Exército, a medida descartou, na prática, regras anteriores que permitiam um controle mais rígido sobre a circulação de armas e munições.

Moraes, que decidiu em ações levadas aos Supremo por PT e PSOL, disse que não existe “motivação válida” para o governo federal se “recusar a adotar critérios e procedimentos necessários” para o controle de armas e dos seus insumos.

O entendimento do ministro do STF vai contra o posicionamento da PGR. Para Augusto Aras, os processos devem ser arquivados porque “perderam o objeto” com a edição de novas portarias para regulamentar o tema, publicadas hoje no Diário Oficial.

As novas portarias disciplinam a identificação e marcação de armas de fogo e o monitoramento das ocorrências envolvendo produtos controlados.

Em manifestação enviada ao gabinete de Moraes, a AGU também defendeu que as novas medidas editadas “esvaziam o interesse jurídico” no prosseguimento das ações. *

(**) Redação O Antagonista

ENTÃO, VAI FICAR EM CASA

Bretas nega domiciliar, mas transfere Cabral de prisão

Ex-governador do Rio estava sob risco na Seap, segundo a defesa

O Juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, negou há pouco pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

O magistrado determinou, contudo, que Cabral seja transferido de Bangu 8, onde se encontra preso, para o batalhão prisional da PM, em Niterói.

A decisão leva em conta a alegação da defesa de que Cabral poderia estar em risco cumprindo pena em uma unidade da Seap, a secretária de administração penitenciária do Estado, próximo a pessoas que são citadas por ele em termo de delação premiada em negociação.

Bretas enviou o político para o batalhão militar por entender que seria um local mais seguro do que o Complexo de Bangu. *

(**) Lucas Vettorazzo – VEJA 

VANGUARDA DA BOÇALIDADE EM AÇÃO

Queiroga orientou suspender vacinação em adolescentes sem ouvir Anvisa e técnicos da Saúde

 

Discursos afinados | A Gazeta

O Ministério da Saúde orientou suspender a vacinação em adolescentes de 12 a 17 anos sem ouvir Anvisa e técnicos da pasta. A paralisação da imunização foi sugerida em nota técnica publicada ontem (15). Há pouco, ao conceder coletiva para tentar explicar a decisão, Marcelo Queiroga confundiu a plateia, misturou fatos com ilações – e disseminou ampla e instantaneamente desconfiança sobre as vacinas entre pais e gestores de saúde.

Antes, a vacinação do grupo havia sido permitida pela Agência de Vigilância Sanitária com o imunizante da Pfizer. A decisão repentina de Queiroga é considerada temerária por gestores estaduais, municipais e técnicos da Saúde. “O ministro acaba de instalar o caos no país”, disse ao Bastidor uma alta autoridade sanitária.

Hoje, Queiroga não explicou devidamente os motivos da sugestão pela suspensão. Em coletiva de imprensa, o ministro não justificou devidamente as razões que embasaram a nota técnica e ainda criticou estados e municípios por usarem vacinas não autorizadas nos adolescentes.

“O governo não pode se responsabilizar por esses riscos”, disse o ministro sobre a aplicação de vacinas não autorizadas pela Anvisa. Queiroga também pediu às mães desses adolescentes que não os imunizem. Misturou a aplicação de vacinas não aprovadas para adolescentes com possíveis eventos adversos decorrentes de todos os imunizantes.

Chamou a atenção de especialistas o fato de o ministro citar como entraves a questão logística e eventos adversos que são estatisticamente irrelevantes. À imprensa, Queiroga afirmou que 1,5 mil adolescentes, num universo de 3, 5 milhões de pessoas entre 12 e 17 anos, apresentaram efeitos adversos. Frisou que houve uma morte, mas, sem fornecer detalhes ou maiores explicações, causou pânico imediato em pais.*

(**) Diego Escosteguy

E VIVA O BRASILQUISTÃO!

Tente convencer Temer que ele não tem chances de voltar… Difícil!

Bolsonaro, o ressuscitador de homens

Temer em charges desde os anos 90 | Acervo
Definitivamente, a mosca azul picou o ex-presidente Michel Temer, aspirante a candidato da chamada terceira via, seja isso lá o que for, à sucessão de Jair Bolsonaro.A partir de amanhã, Temer será a estrela mais reluzente de um fórum em defesa da democracia que reunirá também os ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.

Temer está com tudo e não está prosa. De certa forma, foi ressuscitado Jair Bolsonaro, que cometeu a proeza de ressuscitar Lula e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Quem mais? *

(**) Ricardo Noblat – Metrópoles

E NA PROA DO TITANIC…

Guedes faz “pedido desesperado de socorro” a Fux e Pacheco para resolver precatórios

O ministro da Economia atribuiu o problema dos precatórios a fatores vindos do exterior e negou que o Executivo seja responsável pela crise

Paulo Guedes também comanda o genocídio. Por Renato Aroeira

247 – O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um “pedido desesperado de socorro” aos chefes do Judiciário, Luiz Fux, e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, para solucionar o problema dos precatórios. O governo busca o parcelamento das dívidas para permitir o pagamento de benefícios sociais durante a campanha eleitoral.

“Meu pedido de socorro, muito mais do que qualquer outra coisa, é só um pedido desesperado de socorro. Quando a gente está desesperado, a gente corre pedindo proteção aos presidentes dos Poderes. De vez em quando eu peço ao presidente da República, da Câmara, do Senado e de vez em quando ao Supremo. Na plena confiança do amor ao Brasil, na capacidade intelectual e política no desempenho de cada um desses poderes”, declarou.

Guedes atribuiu o problema dos precatórios a fatores vindos do exterior e negou que o Executivo seja responsável pela crise. “Precisamos de compreensão e ajuda para resolvermos um problema que eu chamei de meteoro, pois vem do exterior, não foi criado dentro do Executivo. O Executivo está tentando fazer seu trabalho com respeito, colaboração e união”, declarou, em live transmitida pela Internet.

Os precatórios são dívidas da União com pessoas físicas, jurídicas, estados e municípios reconhecidas em decisões judiciais definitivas. Um efeito do parcelamento seria a aparência de que as contas do governo se enquadram na Lei de Responsabilidade Fiscal, um dos principais pilares da política econômica de Guedes. (Com informações do G1).

AMEAÇA AUTORITÁRIA

Brincando de cubo na 3ª Via

Fracasso das manifestações contra Bolsonaro é pedagógico

 

O fracasso das manifestações de domingo contra Bolsonaro ensina que brincando de cubo não se elege presidente. Se elegesse, Geraldo Alckmin estaria no Planalto. Em 2018 ele tinha cinco minutos e meio no horário gratuito de televisão, contra poucos segundos de Bolsonaro. Tinha também os blindados do PSDB contra o estilingue do PSL.

Em 1989, Ulysses Guimarães já havia sido humilhado por Fernando Collor. Tinha biografia, tempo de televisão, apoio de partidos e não chegou ao segundo turno.

O pessoal que brinca de cubo soma fatores como notoriedade, grana de todas as caixas, tempo de TV e apoios partidários. De vez em quando, tentam alavancar uma celebridade da telinha. Contudo, Collor elegeu-se porque apresentou-se como o “Caçador de Marajás”, e Bolsonaro com uma mistura de antipetismo com “nova política” (ninguém sabia o que era isso, mas foi-se em frente).

Brincar de cubo, como jogar gamão, é um hábito do andar de cima. Na essência, a brincadeira considera irrelevante a vontade popular. Assim, tanto no caso de Collor como no de Bolsonaro, deu no que deu: ambos aninharam-se no centrão.

O que há de surpreendente nesse delírio é que ele persiste no país que em 1984 elegeu Tancredo Neves, quando quase todo o andar de cima achava que, pelas leis da física, a Presidência estava entre o ministro Mário Andreazza e o ex-governador paulista Paulo Maluf.

Tancredo Neves encarnava uma ideia civilizadora para enterrar uma ditadura falida. Era um político experimentado, tolerante, sábio mesmo.

Uma parte das pessoas dispostas a votar em Bolsonaro fazem isso porque têm horror a Lula e ao PT. Na outra ponta há gente que vota em Lula porque não quer mais ouvir falar em Bolsonaro.

O peronismo, assim como o antiperonismo arruínam a política argentina há mais de meio século. No Brasil, o bolsonarismo é uma espécie de doença infantil do antipetismo. Pelo visto, felizmente, saiu dos trilhos em pouco tempo. Na Argentina essa radicalização levou à mais sangrenta e imbecil das ditaduras latino-americanas.

Bolsonaro tornou-se um fenômeno inédito na política da República brasileira. Nela já apareceram conservadores, até reacionários, mas nunca surgiu um governante com os dois pés no atraso.

Ganha um fim de de semana em Budapeste quem for capaz de citar uma iniciativa relevante de seu governo que tenha dado certo. As duas ditaduras do século 20 tinham compromissos com o progresso. Basta lembrar a Consolidação da Leis do Trabalho de Getúlio Vargas e o Funrural do governo de Emílio Médici.

O Brasil só ficou com os dois pés no atraso na década de 40 do século 19, mas ainda assim saiu do atoleiro em 1850, quando dissociou-se do contrabando e passou a reprimir o tráfico de escravizados.

Naquele tempo, brincou-se de cubo até a hora em que a Marinha inglesa bloqueou a navegação negreira.

Brincando de cubo não se vai conseguir uma alternativa ao dilema Lula-Bolsonaro. Se essa alternativa aparecer, terá que vir montada em ideias e, sobretudo, num clima de tolerância generalizada. A ideia do “esse não” funciona um ano antes da eleição, mas, como diria o general Pazuello, na hora H do Dia D, eleição presidencial não é à la carte. O freguês tem que escolher o que está sobre o bufê.*

(**) Elio Gaspari – Folha de São Paulo

É SÓ TROCAR O GENERAL DA PETROBRAS…

Gasolina a 7 reais já afeta humor de eleitores em redutos bolsonaristas

Combustível mais caro desperta humor e revolta nas redes sociais. Veja os  memes que viralizaram - Fotos - R7 Carros

 

Na última semana, a popularidade de Jair Bolsonaro sofreu abalos em duas regiões consideradas fortalezas eleitorais do presidente.

No Sul, cresceu a parte da população que considera o governo do ex-capitão ruim ou péssimo. No Centro-Oeste, esse segmento chegou praticamente a dobrar.

A “coincidência” do adiamento do julgamento de Flávio Bolsonaro no STF

Pesquisas qualitativas apontam a escalada no preço da gasolina como a causa da mudança de humor nos redutos bolsonaristas. Ontem, a Agência Nacional do Petróleo divulgou levantamento mostrando que o preço médio do combustível subiu nos postos pela sexta semana consecutiva. Em algumas cidades, o litro da gasolina já passa dos 7 reais.

O Sul e o Centro-Oeste, juntamente com o Norte, são as regiões em que Bolsonaro costuma ser mais bem avaliado nas pesquisas.

O Sul, terceiro colégio eleitoral do país, atravessou os dois anos e meio de governo como a região mais fiel ao ex-capitão. No Centro-Oeste, de intensa atividade agropecuária, a alta das commodities vinha rendendo a Bolsonaro índices de popularidade acima da média. Agora, a alta da inflação ameaça corroer esse patrimônio eleitoral.

Para o pesquisador Mauricio Moura, CEO do instituto Ideia, até o final do ano, as perspectivas do presidente num cenário de instabilidade política e alta da inflação são de uma “popularidade estagnada com lenta piora”.

O único segmento em que Bolsonaro ainda tem chances de crescer é naquele formado pelas classes D e E que hoje consideram seu governo regular e podem ser beneficiadas caso o governo consiga recursos para aumentar o valor do Bolsa Família e criar o Auxílio Brasil — recursos que, não por acaso, vêm sendo ironicamente chamado por aliados do presidente de “orçamento da eleição”.*

(**) Thaís Oyama
Colunista do UOL

TERÇA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2021

“Salute to Cedar I” – Evan Sherman Big Band

Saxofones: Julian Lee Immanuel; Wilkins Ruben; Fox Jerry, Weldon Patience Higgins.

Trompetes: Brian Pareschi; Pete DeSiena; James Zollar; Bruce Harris.

Trombones: Frank Lacy; Mariel Bildsten; Eric Miller;  Ben Wolfe .

 Vibrafone: Joel Ross.

Baixo: Joel Wenhardt.

Piano  : Evan Sherman .

Bateria/Arranjo: Evan Sherman.