AÍ TEM…

EM BOCA ABERTA…

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Alberto Youssef, acusado pela Polícia Federal de comandar amplo esquema de lavagem de dinheiro, está mudo. Consta que nada falou. Continua preso.

…não entra mosca

000 - é verdade

Paulo Roberto Costa, que foi importante executivo da Petrobras, considerava-se abandonado por seus companheiros. Consta que, abalado, não resistiria por muito tempo aos insistentes pedidos de depoimento. Foi o único a ser solto.

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet.

DURA LEX SED LEX NO CABELO SÓ GUMEX

O erro, quando é Supremo, pede correção divina

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Sentados ao lado de Deus, os ministros do STF exercem o seu poder supremo. Deus existe, não há dúvida. Mas a onipresença é uma fábula celestial. Deus não dá expediente em tempo integral. É evidente que Ele foi tratar de outra coisa quando o ministro Teori Zavascki, em plena noite de domingo, subscreveu o despacho que mandou soltar os 12 presos da Lava Jato, trancou os oito inquéritos nascidos da operação e avocou tudo para a Suprema Corte.

Abalroado pela decisão, o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, agiu com extrema prudência. Soltou apenas Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, cuja defesa recorrera ao Supremo. E enviou um ofício para Teori Zavascki. O doutor esclareceu à suprema autoridade que os acusados poderiam dar no pé.

Alguns, como o doleiro Alberto Youssef, dispõem de conta no estrangeiro. Uma, Nelma Kodama, foi presa no instante em que batia em retirada no aeroporto de Guarulhos, com 200 mil euros acondicionados na calcinha. Com outras palavras, o juiz Moro perguntou ao ministro Zavascki: É isso mesmo, Excelência? Tem certeza?

Ainda não se sabe onde diabos estava Deus entre domingo ã noite e segunda-feira. Mas sabe-se que Ele passou pelo STF nesta terça. Zavascki reviu parcialmente sua decisão. Manteve na cadeia os 11 presos e presas que o juiz Moro, por prudência, se abstivera de enviar ao meio-fio. Os crentes da República perguntam de si para si: e se o magistrado tivesse cumprido cegamente a ordem original?

Pois bem. Reduzidos os danos, resta um impasse que só Deus —ou um de seus supremos prepostos— pode dissolver. Afora os 11 acusados, continuam trancados os oito inquéritos da Lava Jato. As prisões são provisórias. Para que se tornem definitivas —ou não— é imperioso que o juiz, o Ministério Público e a Polícia sejam autorizados a fazer o seu trabalho.

Ao STF cabe cuidar dos indícios recolhidos contra os deputados que cruzaram o caminho do doleiro Youssef. O juiz Sérgio Moro enviou esses achados a Brasília. Mas Teori Zavascki sustenta que cabe ao Supremo, não ao magistrado de primeiro grau, deliberar sobre o desmembramento. Prevalecendo esse entendimento, o STF terá de chafurdar nos meandros dos inquéritos para checar se a Vara de Curitiba portou-se com acerto. Por ora, a competência do magistrado, auxiliar da ministra Rosa Weber no julgamento do mensalão, não mereceu do Supremo nem o benefício da dúvida.

Há oito meses, numa entrevista ao site Conjur, o ministro Teori Zavascki queixou-se da quantidade de ações penais que chegam ao STF. “Esse é o principal problema”, disse ele. “Hoje, qualquer tema criminal chega ao Supremo, seja constitucional ou não.”

O ministro prosseguiu: “O STF dedica um tempo muito grande a questões penais não constitucionais. E isso tem o custo da demora e de travar processos. Sou partidário de que o Supremo, para se viabilizar institucionalmente, tenha sua competência reduzida no futuro.”

Ao enviar a Brasília apenas os trechos da Operação Lava Jato que envolvem deputados, o juiz Sérgio Moro ofereceu ao STF a oportunidade de organizar “sua competência”, cuidando só do que lhe cabe.

Porém, ao ordenar que lhe sejam remetidos todos os inquéritos da operação, Zavascki informa que faz questão de dedicar “um tempo muito grande a questões penais não constitucionais.” Mesmo que ao “custo da demora e de travar processos.” Quer dizer: além de ser uma espécie de loteria de toga, a Justiça também perde o nexo de vez em quando.

Na entrevista de setembro, o ministro Zavascki dizia que, “só de Direito Tributário, temos mais de 120 processos esperando julgamento” no STF. Que Deus nos acuda. O erro, quando é Supremo, exige correção divina.*

(*) Blog do Josias de Souza

“SE GRITAR, PEGA, LADRÃO”…

A cara de pau do ex-presidente da Petrobras

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Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 20 de abril último, José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras quando a empresa comprou a refinaria de Passadena, nos Estados Unidos, e amargou um prejuízo de 530 milhões de dólares, dividiu com Dilma a responsabilidade pelo polêmico negócio feito em 2006.

Na época do negócio, Dilma era ministra-chefe da Casa Civil da presidência da República e presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

– Eu sou responsável. Eu era o presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho – disse Gabrielli ao jornal.

Esta tarde, em depoimento na CPI da Petrobras formada apenas por senadores, Gabrielli teve a cara de pau de dar o dito pelo não dito. E não foi contestado por nenhum dos quatro membros da CPI que o ouviram – todos eles da base de apoio ao governo. Ao todo, a CPI é formada por 11 senadores, apenas um da oposição.

– Não considero a presidente Dilma responsável pela compra de Pasadena. A responsabilidade é da diretoria administrativa. Essa é a chave do negócio, a decisão foi colegiada – disse Gabrielli.

A oposição está empenhada em instalar uma CPI da Petrobras que reúna senadores e deputados. Imagina que ali terá condições de apurar denúncias contra a Petrobras porque parte do PMDB parece disposta a contrariar as vontades do governo.

O mais provável é que nada se apure. Nada de relevante.

Lula orientou Dilma a fazer de tudo para sufocar qualquer CPI logo de saída. E ela está seguindo a orientação obedientemente.*

(*) Blog do Noblat

PORQUE ME UFANO “DEÇEPAÍZ”

O complexo do mega-Brasil

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Por que prometer a “Copa das Copas”?

Por que não só uma Copinha alegre e hospitaleira?

O problema do Brasil não é ter complexo de vira-lata, mas cultivar a obsessão do “mega”. Uma obsessão cafona e perniciosa. Tudo precisa ser o “maior do mundo”. E assim foi o Maracanã em 1950, construído em apenas dois anos. Que inveja de nós mesmos. Por que prometer a “Copa das Copas”? Por que não se conformar com uma Copinha alegre e hospitaleira, organizada e bem planejada, com dignidade? Não está no DNA tupiniquim? A ostentação é coisa nossa. A construção de Brasília é um dos exemplos do megadesperdício – seu estádio, agora, é uma continuação da megaincompetência na gestão de quase tudo. Só um país sem noção como o nosso, com tantos problemas sérios e crônicos de prazos, infraestrutura, internet e transporte, numa área continental, resolve submeter estrangeiros e brasileiros a uma Copa em 12 sedes. O Brasil populista é mais megalomaníaco. As promessas ufanistas são típicas do populismo, de direita ou esquerda. Conclamar as massas ao patriotismo e a cerrar fileiras contra inimigos internos ou externos é um recurso primário, que já deu muito errado na história da humanidade. A Copa mais bilionária das Copas passa a atrair, no gramado esburacado das ruas, a ira de uma população descontente e dos vândalos de ocasião. As cenas em Pernambuco, de saques de multidões, durante a greve da PM, são assustadoras, pela anarquia e pelos risos dos assaltantes, muitos menores de idade ou pais e mães. É essa a população que se beneficia das bolsas do governo do PT? Imagens e relatos de um país lúmpen rodam o mundo. As fezes, lixos e pneus no mar, lagos e baías. Os ônibus depredados e incendiados. As lojas e escolas fechadas por medo de violência. As filas da vergonha nos hospitais públicos. Os confrontos sangrentos nas favelas. O vaso sanitário arremessado em pleno estádio, que matou um torcedor. Não foi uma banana, foi uma privada. Por enquanto, a Copa das Copas se traduz pelo lado negativo. O maior atraso do mundo nas obras de estádios e aeroportos. A maior desorganização e falta de planejamento. O maior número de operários mortos. As maiores manifestações contra a Copa. Os maiores problemas nos aeroportos inacabados. Os custos mais altos. Os maiores preços nos hotéis. É o mega-Brasil em ação. Pra frente Brasil, salve a Seleção. O grau de frustração segue o grau de promessas não cumpridas. Não fique de queixo caído, pessoal do Planalto. É só puxar pela memória e ler. A Refinaria Premium 1, no Maranhão, anunciada com estardalhaço por Lula e Dilma em 2010, deveria ser “a maior do país”. Uma megarrefinaria. Deveria gerar 25 mil empregos. Está parada. Foi orçada em R$ 38 bilhões pela Petrobras. O mesmo aconteceu com muitas obras. Uma sondagem da Fundação Getulio Vargas revelou que o Brasil terá o terceiro pior PIB da América Latina neste ano. É a pior avaliação desde 1999, segundo a FGV. A coisa está tão feia que a presidente Dilma Rousseff, gerentona do caos, fez um apelo na quinta-feira, para que os brasileiros recebam bem os torcedores nacionais e estrangeiros durante a competição. “Ninguém que vem aqui leva consigo, na sua mala, aeroporto, porto, obras de mobilidade urbana e estádios. Eles podem levar na mala a garantia de que este é um povo alegre e hospitaleiro.” Dilma disse que o Brasil não vai explodir, mas sim bombar em 2015. Já está bombando, mas o cheiro é de gás lacrimogêneo. O Brasil é a terra do improviso, segundo a imprensa estrangeira. Alguém discorda? Já se prevê um festival de vaias. Dilma é vaiada. Pelé é vaiado. Bem capaz que Lula também seja. Ler que o governo Dilma prepara um Centro Integrado para proteger os turistas na Copa faz pensar no que o brasileiro enfrenta todos os dias, sem megaevento. Enfrenta uma megazona. O Brasil sempre será assim? Só 41% das 167 intervenções prometidas para a Copa estão prontas, a 30 dias da competição. Precisamos enfeitar o passe e dar toque de calcanhar, mesmo com a meia puída. A criatividade, para ser eficaz, exige enorme disciplina. Caso contrário, até o futebol vira caricatura de nós mesmos. Pela primeira vez em 23 anos, os clubes brasileiros estão ausentes das semifinais da Libertadores. O período de treino da Seleção para a Copa é o mais curto desde 1930 – apenas 18 dias. Só quatro dos 23 convocados por Felipão jogam no Brasil. Sete jogadores brasileiros lutarão contra os canarinhos, com uniformes de seleções estrangeiras. Há um descrédito profundo no jeitinho verde-amarelo. Não precisamos virar alemães ou japoneses. Eles não são ideais de nada se contemplarmos a História. Podemos ser melhores se reivindicarmos com firmeza e serenidade nossos direitos. Sem cair na lorota de políticos caras de pau. Porque pernas de pau não somos. Quem sabe será esse o verdadeiro legado da Copa?*

(*) Blog da Ruth de Aquino

REBOBINANDO

O suspeito otimismo de Luiza Trajano

000 - acorda - abaca

A entrevista da empresária Luiza Trajano no Manhattan Conection caiu nas graças da esquerda nacional (eles assistem Globo News e Diogo Mainardi, que fique para os registros). O que celebram é uma suposta detonada que a varejista teria dado nos pessimistas do grupo, especialmente no próprio Diogo Mainardi. Trajano teria mostrado a metade cheia do copo, enquanto a imprensa prefere focar na metade vazia.

E quando um terço apenas está cheio? Como fica? E quando um quarto somente está cheio? Sim, a empresária tentou argumentar com estatísticas, que podem ser a arte de torturar números até que eles confessem qualquer coisa. Mas cá entre nós: chega a ser constrangedora a empolgação dos esquerdistas, quando lembramos que Trajano tem que ser otimista e expressar isso aos quatro ventos!

Ora bolas, não foi ela que foi cotada para integrar até ministério do governo Dilma? Não foi ela a grande beneficiada com o programa assistencialista que distribui recursos para as classes mais baixas comprarem produtos no varejo? Regina Casé foi à televisão divulgar a compra de votos, digo, o programa social do governo Dilma, que inclui até tablet. Alguém quer saber a “opinião isenta” da apresentadora do “Esquenta!” também? Aposto duas mariolas mordidas como já sei a resposta…*

(*) Blog do Rodrigo Constantino, em janeiro de 2014

 

A PROPÓSITO

Lojas Marisa reduz seu manequim

000 - mico de lata - trofeu

Para alguns, a Marisa está se precavendo contra um possível inverno no varejo – as previsões para o setor em 2015 não são das mais alvissareiras. No entanto, dentro da própria empresa há quem diga, ironicamente, que a profilaxia só veio depois da doença. Por doença entenda-se a perda de rentabilidade verificada em 2013. O lucro do ano passado, em torno de R$ 85 milhões, representou uma queda de 62% em relação ao ano anterior. Vá lá que não foi um período dos mais prósperos para o setor – as vendas no varejo cresceram apenas 4%. Mas a Marisa conseguiu ser ainda pior. Considerando- se as mesmas lojas, a receita recuou 8%.*

(*) Relatório Reservado de hoje

CULPADO FOI O LOXA, PRIMO DO XUNDA…

Ex-presidente da Petrobras isenta Dilma

de responsabilidade por Pasadena

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Em depoimento na CPI da Petrobras no Senado, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli saiu nesta segunda-feira (20) em defesa da presidente Dilma Rousseff e disse que não é dela a responsabilidade da compra da refinaria de Pasadena, investigada sob suspeita de ter representado prejuízo milionário.

À época da aquisição, Dilma era ministra da Casa Civil e presidia o Conselho de Administração da estatal. Segundo ele, a decisão foi colegiada.

“Não considero a presidente [Dilma] responsável pela compra de Pasadena. A responsabilidade é da diretoria da Petrobras e do Conselho de Administração, que passou por todos os procedimentos internos da Petrobras. Então, essa que é a questão chave. É um processo de decisão que não é individualizado, é um processo de decisão coletivo”, disse a parlamentares da CPI. Gabrielli foi a primeira pessoa a prestar depoimento na comissão, controlado por governistas.

O tom de Gabrielli é bem mais ameno do que a sua entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo” há um mês, quando disse que Dilma não podia “fugir da responsabilidade dela”.

“A presidente Dilma é uma profissional de extrema competência, gerente de extrema competência, pessoa de opiniões muito firmes, portanto, tem posições muito firmes. Porém, as decisões do conselho são colegiadas”, afirmou hoje o ex-presidente da estatal.

Ao justificar o seu aval à compra, a presidente Dilma disse que o relatório apresentado aos conselheiros era “falho e incompleto” e que, se ela tivesse ciência das cláusulas do contrato que acabaram elevando o custo da compra pela Petrobras, teria vetado o negócio.

Gabrielli ressaltou que, mesmo que em 2006 Dilma se mostrasse contrária à compra, haveria debate no conselho.

CPI do PC Farias

Em maio de 1992, a revista “Veja” publicou uma entrevista com Pedro Collor de Mello, irmão do então presidente da República, Fernando Collor de Mello, em que ele aponta o tesoureiro de campanha do chefe do Executivo como o “testa de ferro” de um esquema de corrupção que ficou conhecido como Esquema PC. As acusações geraram a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que tinha como relator o senador Amir Lando (PMDB-RO), cujo relatório serviu de fundamento para o processo de impeachment contra Fernando Collor de Mello, o primeiro caso do gênero na América Latina Leia mais Luiz Carlos Murauskas / Folhapress
“Se ela [Dilma] colocasse essa posição [contrária] em 2006, eu não posso dizer qual seria a posição do conselho, porque haveria debate. (…) Evidente que ela, como presidente do conselho, tem um papel importantíssimo, mas o conselho debate. Não posso estimar qual seria posição do conselho se na hipótese a presidente demonstrasse a posição que ela está legitimamente defendendo hoje. Sei apenas que a decisão do conselho é colegiada.”

Gabrielli também afirmou que a refinaria de Pasadena estava “barata” quando foi comprada. “Era também uma refinaria que estava barata, porque foram comprados os primeiros 50% equivalentes a menos da metade do preço médio das refinarias por barril de destilação na época”, declarou.*

(*) Fernanda Calgaro – UOL

IRMÃOS SIAMESES

Cartão vermelho

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O ex-presidente Lula enquadrou o PT do Amapá. Os petistas querem lançar a vice-governadora, Dora Nascimento, para o Senado. Lula avisou que vai apoiar e fazer campanha para a reeleição do ex-presidente do Senado José Sarney (PMDB).*

(*) Blog do Ilimar Franco.

E NA CASA DA MÃE JOANA…

Ministro do STF reconsidera decisão e

mantém doleiro da Lava Jato na prisão

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki reconsiderou decisão divulgada nesta segunda-feira (19) e manteve 11 presos pela PF na Operação Lava Jato que mandara soltar.

Com a mudança, segue preso o doleiro Alberto Youssef, acusado pela Polícia Federal de comandar um esquema de lavagem que movimentou R$ 10 bilhões e teria ramificações em partidos como o PT, PP, PMDB e SDD.

O ministro mandou que as oito ações penais que resultaram da Operação Lava Jato sejam enviadas para o Supremo.

A Folha obteve a decisão de Zavascki na manhã desta terça-feira (20).

O único preso que foi liberado pelo ministro foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele deixou a superintendência da PF em Curitiba na tarde desta segunda-feira (19).

O ministro decidira soltar todos os 12 presos da operação em despacho deste domingo à noite (18) por considerar que o juiz federal Sérgio Moro havia invadido a competência do Supremo ao manter a investigação após aparecerem nas interceptações deputados federais como André Vargas (ex-PT) e Luiz Argôlo (SDD-BA).

Como deputados gozam de foro privilegiado, só o Supremo tem o poder de conduzir investigações criminais contra eles.

Moro, no entanto, mandou soltar só o ex-diretor da Petrobras e pediu explicações sobre o alcance da decisão, em despacho que enviou na tarde desta segunda-feira (19) ao Supremo.

No pedido, Moro fez duas ponderações: 1) Disse que os investigados poderiam fugir para o exterior onde tinham recursos para se sustentar por serem doleiros ou trabalharem para eles; e 2) Afirmou que alguns doleiros presos estava envolvido com tráfico internacional de drogas.

Um dos presos citados pelo juiz, Rene Luiz Pereira, é acusado de envolvimento com o tráfico de 750 quilos de cocaína para a Espanha e a lavagem do dinheiro resultante desse crime.

Youssef também é acusado de ter participado, indiretamente, dessa remessa de cocaína para a Espanha.

Moro é um dos juízes federais com melhor trânsito e prestígio dentro do Supremo Tribunal Federal por ter auxiliado no julgamento do mensalão, em 2012. Ele trabalhou com a ministra Rosa Weber, especialista em direito trabalhista e com pouca familiarizada com lavagem de dinheiro. A ministra convidou o juiz porque uma das questões centrais do mensalão era lavagem de dinheiro, tema sobre a qual Moro é considerado uma autoridade no país.

Um livro do juiz, “Crime de Lavagem de Dinheiro”, é um dos mais citados no acórdão do mensalão, tanto por ministros quanto pelos advogados de defesa.

O ministro, numa decisão raríssima, reviu a ordem de soltura que expedira na noite do último domingo (18): “Em face das razões e fatos destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se mantenham os atos decisórios, inclusive ao que se refere aos decretos de prisão”, escreveu o ministro na explicação que manteve as prisões.

Continuam presos, entre outros, a doleira Nelma Kodama, que tentou fugir para a Itália no meio de março com 200 mil euros escondidos na calcinha, e Carlos Habib Chater, que atuava em Brasília e mantinha negócios com Youssef.*

(*) MARIO CESAR CARVALHO – FOLHA DE SÃO PAULO

 

A PROPÓSITO

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 É muita impunidade pra apenas um país.*

(*) Acir Vidal, editor do blog.