OU SERÁ QUE FOI ÁLCOOL?

Um acidente com cara de presságio:

no comício na Bahia, Lula caiu do palanque

Foto: Margarida Neide/Ag. A Tarde/Folhapress

Foto: Margarida Neide/Ag. A Tarde/Folhapress

Licenciado do emprego de camelô de empreiteiro para caprichar no papel de animador de comício, Lula aproveitou a escala em Salvador, nesta quarta-feira, para engordar o monumental acervo de bravatas, bazófias, vigarices e tapeações eleitoreiras. Primeiro, o Exterminador do Plural contou que escolheu Dilma Rousseff, em 2010, porque só o neurônio solitário conseguiria enfrentar a marolinha a que se referiu na Bahia como “uma crise econômica sem precedente na história mundial”. Em seguida, canonizou a sucessora pela consumação de dois milagres: “manter os emprego e estabilizar a inflação”.

“Ninguém está crescendo mais que o Brasil, a não ser quatro países e que pertencem ao G20″”, mentiu o fabricante de postes antes de recomeçar a guerra do eu contra eles.  ”Tudo que eles têm medo é saber que, a Dilma eleita, eles fica dizendo: ‘Dilma vai ser reeleita para ficar mais quatro ano e depois vem um tal de Lula e vai ficar mais quatro?’ Uma coisa eu digo para vocês: em 2018, eu vou estar com 72 anos. Enquanto eu tiver força para brigar por esse país, eu não vou permitir que aqueles que não fizeram nada pelo Brasil em 500 anos voltem”.

Zanzando pelo palco, ocorreu-lhe a má ideia de cumprimentar a turma na fila do gargarejo. Ao curvar-se, escorregou e caiu do palanque. A crescente repulsa ao PT, captada por todas as pesquisas eleitorais, avisa que a queda de Lula foi mais que um acidente. Foi um presságio.*

(*) Blog do Augusto Nunes

VAI VIRAR PÓ

  • O PT vive maus bocados. Como se não bastasse Marina (PSB) dando um calor na nuca de Dilma (PT), na corrida presidencial, as pesquisas mostram chances modestas para candidatos petistas nos estados. Há o risco de o PT ser “varrido” de quase todos os governos estaduais que o partido conquistou. Dos cinco governadores eleitos pelo PT em 2010, apenas Tião Viana, do Acre, tem chances reais de vitória no 1º turno.

  • Estão atrás nas pesquisas os candidatos à reeleição Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, e Agnelo Queiroz (DF), no Distrito Federal.

  • Na Bahia, governada pelo PT, o petista Rui Costa tem 15%, segundo o último Ibope, contra eloquentes 44% do adversário Paulo Souto (DEM).

  • Em Sergipe, com o falecimento de Marcelo Deda, o PT nem disputa o governo. Jackson Barreto (PMDB), atual governador, tenta a reeleição.

  • Grandes apostas do PT, os ex-ministros Alexandre Padilha, em São Paulo, e Gleisi Hoffman, no Paraná, patinam em 3º lugar.*

    (*) Diário do Poder

FIM DE LINHA

O dedo na ferida

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O ex-presidente Lula vai trabalhar até o último dia, mas já sabe que seu candidato Alexandre Padilha (SP) não vai a lugar nenhum. Lula responsabiliza pela derrota as gestões mal avaliadas dos prefeitos Fernando Haddad (SP), Luiz Marinho (São Bernardo), na foto, Carlos Grana (Santo André) e Donisete Braga (Mauá). Aliado que conversou esses dias com Lula resumiu: “O cinturão vermelho amarelou”.*

(*) Ilimar Franco, O Globo

POSTES DO LULA

Lula roga ao PT-SP que

ajude Dilma e Padilha

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Entre os problemas que estão sobre a mesa do PT, a fragilidade do partido em São Paulo é um dos que mais inquietam Lula. Medida pela trena do Datafolha, Dilma Rousseff (23%) está 19 pontos atrás de Marina Silva (42%). E Alexandre Padilha coleciona mixurucas 7% numa corrida pelo governo estadual que pode ser vencida no primeiro turno pelo tucano Geraldo Alckmin (53%).

O cenário aproxima o partido de uma espécie de Waterloo político no maior colégio eleitoral do país. Por isso, Lula resolveu agir. A um mês da eleição, convocou para as 17h desta sexta-feira uma reunião com os candidatos do PT paulista aos legislativos estadual e federal. Deve pedir o envolvimento de todos nas campanhas de Dilma e de Padilha. Talvez não obtenha.

O blog ouviu na noite passada dois dos petistas que Lula chamou para conversar. Ambos insinuaram que darão prioridade às suas próprias campanhas. Um deles comentou que há um grau inédito de aversão ao PT junto a parcela expressiva do eleitorado paulista. O que obrigada os candidatos molhar a camisa.

De resto, Padilha já é visto por uma parte da legenda como uma derrota esperando para acontecer. Quanto a Dilma, os quase quatro anos de Planalto fizeram dela uma personagem muito impopular dentro de sua própria coligação. Lula terá de gastar a muita saliva para mobilizar a falange petista.*

A PROPÓSITO

Dilma soa como Luís 14 num comício de Recife

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As sinapses de Dilma Rousseff estão sobrecarregadas. Aos momentos de impaciência e mau humor, somam-se surtos de absolutismo à Luís 14. Discursando num comício em Recife, na noite passada, a candidata afirmou: “Quero ser eleita sabe pra quê? Quero vir aqui no ano que vem pra ver a água chegar em Pernambuco. Quero vir aqui pra ver a adutora do Pajeú na sua segunda fase, porque a primeira eu já fiz.” Eu quem, vossa alteza?

Como o monarca francês, Dilma acha que é o Estado. A primeira etapa da adutora do Pajeú mede 198 km. Leva água a sete municípios pernambucanos. Custou algo como R$ 200 milhões. Não consta que Sua Majestade tenha subtraído um centavo da conta bancária pessoal ou dos R$ 152 mil que diz guardar em casa. Assim, Dilma talvez devesse dizer que a primeira fase da adutora do Pajeú “o governo já fez”.

(*) Blog do Josias de Souza

ELEIÇÕES 2014

Marina tem 42% em SP,

aponta Datafolha

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Se apenas os eleitores de São Paulo pudessem votar para presidente, Marina Silva (PSB) estaria a um passo de vencer no primeiro tuno.

Entre os paulistas (22% do eleitorado), ela tem 42% das intenções de voto. Próximo da soma de seus rivais, 45%, esse total é quase o dobro dos 23% obtidos pela presidente Dilma Rousseff no Estado.

Os dados são da última rodada da pesquisa Datafolha para governador em seis Estados e no Distrito Federal.

O instituto aproveitou a “carona” dos levantamentos regionais para investigar as intenções de voto para presidente em cada local.

Também há informações de Minas, Rio, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará. Juntas, essas localidades abrigam 58% do eleitorado.

No conjunto, os resultados são heterogêneos. Peculiaridades de cada local ajudam a explicar as diferenças.

Marina também lidera o primeiro turno de forma isolada em Pernambuco e no Distrito Federal (confira nos gráficos do quadro abaixo).

A comoção pela morte do ex-governador Eduardo Campos, candidato original do PSB à Presidência, certamente impulsionam a ex-ministra do Meio Ambiente entre os pernambucanos.

Como Dilma não vai mal por lá (bem avaliada em todo o Nordeste, a petista tem 37% entre os pernambucanos, dois pontos acima de sua média), o tucano Aécio Neves acabou esmagado: tem 2% das intenções de voto locais.

No caso do Distrito Federal, o enredo passa por outros caminhos. Com um eleitorado mais rico e escolarizado que a média, o que destoa é a alta taxa de rejeição a Dilma, 44%. Trata-se de um padrão mais parecido com o de São Paulo, onde 45% dizem que não votam na petista de jeito nenhum.

REELEIÇÃO

Os celeiros de Dilma são, pela ordem de vantagem, Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, a base de Aécio.

No Ceará, Dilma tem 57%, o dobro da soma de seus adversários. É um Estado muitas vezes apresentado como rival regional de Pernambuco –menos influenciável pela comoção gerada pela morte de Campos, portanto.

Além disso, o Ceará é palco de uma disputa pelo governo local entre dois apoiadores de Dilma: Eunício Oliveira (PMDB) e Camilo (PT), este com a ajuda do governador dilmista Cid Gomes (Pros).

O bom desempenho de Dilma no Rio Grande do Sul repete o padrão de 2010, quando ela terminou o primeiro turno na frente do então rival José Serra (no segundo turno, ela perdeu para o tucano por estreita margem).

Dilma tem forte ligação com o Estado. Foi em Porto Alegre, seu domicílio eleitoral, que ela recomeçou sua carreira política após a ditadura. Com 38%, tem um desempenho melhor que o do próprio governador petista Tarso Genro, que está em segundo lugar na disputa pela reeleição, com 31%.

Em Minas, Aécio esperava vencer por larga margem. Mas a entrada de Marina na disputa o jogou para a terceira colocação. Como Marina não abalou o desempenho local de Dilma, a petista restou isolada na liderança.

Das sete pesquisas regionais, a que apresenta maior equilíbrio é a do Rio. Marina tem 37%, em situação de empate técnico com os 31% de Dilma (a margem de erro, nesse caso, é de três pontos).

No cômputo nacional, Dilma e Marina também estão empatadas: 35% a 34%. Até nisso, portanto, o Rio confirma sua fama de síntese do Brasil.

  (*) RICARDO MENDONÇA – FOLHA DE SÃO APAULO

PERDERAM AS ESTRIBEIRAS…

SUPLICY PEDE QUE PT INTERROMPA ‘DISCURSO DO MEDO’ CONTRA MARINA

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Aliado da presidente Dilma Rousseff, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) recomendou nesta quarta-feira (3) que a campanha da petista à reeleição não adote o discurso do “medo” contra a candidata Marina Silva (PSB). No plenário do Senado, Suplicy disse ser contrário ao que chama de “apresentação crítica” aos adversários do PT na corrida presidencial.

“Eu quero fazer uma recomendação ao meu partido, à presidenta Dilma, ao meu presidente Rui Falcão – e eu quero a reeleição da Presidenta Dilma – de que o melhor não é estar apresentando críticas aos nossos adversários. O melhor será mostrar aquilo que temos feito de melhor e aquilo que vamos fazer ainda melhor”, afirmou.

A campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff repaginou a “estratégia do medo”–condenada pelo próprio partido em outras disputas eleitorais– para tentar desconstruir a imagem de Marina, que se tornou a principal adversária da petista na disputa pelo Planalto.

Suplicy falouno plenário numa intervenção ao discurso do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que subiu à tribuna para fazer duras críticas à campanha de Dilma. Jarbas disse que o PT deu início a uma “campanha de desqualificação” de Marina depois que as pesquisas de intenção de votos mostraram a candidata do PSB empatada numericamente com a presidente.

COLLOR E JÂNIO

Jarbas mencionou o fato de Dilma ter mostrado, no horário eleitoral, uma comparação de Marina com os ex-presidentes Fernando Collor e Jânio Quadros.

“Em épocas de desespero, o PT não poupa nem seus aliados. O Collor é aliado de primeira hora dos governos petistas, de Lula e Dilma. Não deixa de ser uma lorota e uma atitude de ingratidão e autofagia na medida em que, com o intuito de ganhar a eleição presidencial a todo custo, sacrifica um aliado que é candidato à reeleição para o Senado Federal”, afirmou o senador.

Segundo Jarbas, Dilma faz “papel de diabo” no exercício do poder usando dinheiro público para fazer sua campanha à reeleição. “Nada, absolutamente nada, vai fazer o povo brasileiro deixar de votar pelas mudanças. Nada, absolutamente nada, vai impedir os brasileiros e brasileiras de mandarem Dilma, o PT e seus aliados para a oposição nas eleições de 5 de outubro próximo”, disse o peemedebista.

“FHC DE SAIAS”

A troca de farpas entre aliados do PT e de Marina começou nesta terça-feira (2) no Senado, quando o líder petista na Casa, Humberto Costa (PE), subiu à tribuna para acusar a candidata do PSB de ser o “FHC de saias”, em referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Costa disse que Marina é candidata “sem posição” e vai “baixar a cabeça” ao mercado financeiro e retomar a política neoliberal do governo FHC, caso eleita. “Será uma FHC de saias. A proposta de Marina é deixar que a mão do mercado regule tudo. É dar autonomia total ao Banco Central, coisa que nem o Fernando Henrique deu.”

Em resposta ao petista, o líder do PSB, senador Rodrigo Rollemberg (DF), disse que o discurso do “medo” foi adotado contra o PT antes do ex-presidente Lula ser eleito. “O presidente Lula foi vítima desse tipo de ameaça. A esperança vai vencer o medo. O que a ex-ministra representa para a população é um desejo de mudança, de transformação. Querer tratar candidaturas como ameaça, não cola”, afirmou.*

(*) Gabriela Guerreiro Folha de São Paulo

BAIXARIAS MAIS BAIXARIAS…

UMA ARMADILHA PARA MARINA

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Como estava previsto para o último mês de campanha, está aberta a temporada das baixarias. Dilma compara Marina a Jânio Quadros e a Fernando Collor. Aécio acusa Marina de plagiar o Plano de Direitos Humanos de Fernando Henrique. Marina reage, lembrando que Dilma jamais disputou uma eleição, excetuada a que a levou ao palácio do Planalto.

O problema é que os três grandes candidatos, sem esquecer os oito pequenos, afastam-se cada vez mais do que seria fundamental para a decisão do eleitorado. Porque o vazio permanece quando se indaga de todos quais as medidas que adotarão para garantir segurança ao cidadão comum, levar todas as crianças para a escola, acabar com as filas nos hospitais, recuperar ferrovias, rodovias e portos – e quanta coisa a mais? Não vale ficar nas generalidades onde eles se encontram, ou seja, é pouco dizer que vão investir na segurança, na educação, na saúde e na infraestrutura. É preciso anunciar como, apontar de onde virão os recursos.

Jânio Quadros elegeu-se vereador, deputado estadual, prefeito, governador, deputado federal e presidente da República. Renunciou porque era meio doido e porque pretendeu dar o golpe, tornando-se ditador. Fernando Collor também cumpriu etapas eleitorais, abandonando o governo para não ser cassado pelo Congresso. Marina jamais deu sinais de querer sobrepor-se ao regime democrático, assim como não há, a seu lado, nenhum PC Farias. Se for para comparar programas e lições, todos os candidatos a postos eletivos copiam a Bíblia e a Constituição. Será plágio?

Pelo jeito, Marina começa a cair na armadilha, pois não deixa passar as referências de seus adversários. Replica, ensejando as tréplicas e as seguintes. Deixa de atentar para o fato de que quando lançada candidata, após a tragédia que levou Eduardo Campos, não havia divulgado plano algum, ganhando o favoritismo pela sua imagem e seu passado. Se agora não resiste e entra na arena preparada pelos outros candidatos para enfraquecê-la, perde tempo e oportunidade de crescer ainda mais nas preferências populares.

SÓ O DEVER DE CASA NÃO BASTA

O Lula vem acompanhando Dilma em sua campanha pela reeleição, participando de comícios e carretas. Aparece com frequência na televisão, nos programas de propaganda eleitoral gratuita, mas para virar o jogo, não basta. Os números continuam confirmando e aumentando a vitória de Marina. Nos conciliábulos do PT prevalece o raciocínio de que o ex-presidente necessita produzir algum fato espetacular. O diabo é imaginar qual…*

(*) Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa Online

NA POEIRA DO TEMPO…

Lula, gigolô do passado

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Em carreata ao lado de Dilma, em São Bernardo do Campo, São Paulo, Lula pregou enfático:

– [O eleitor] não tem duas escolhas nem uma e meia para fazer o país continuar avançando econômica… e socialmente, sem ser subordinado ao sistema financeiro.

E encaixou:

– Eu tenho fé nesse povo, em Deus, que no dia 5 de outubro valerá a razão, o coração e reconhecimento do povo brasileiro a uma mulher que apanhou, foi torturada, foi massacrada por um setor da imprensa desse país e nem assim essa mulher se curvou.

Lula é gigolô do seu passado de retirante nordestino que levou uma vida de pobreza em São Paulo enquanto era jovem. Sempre que pode ele lembra disso. Como se lhe devêssemos algo.

Lula virou também gigolô do passado de Dilma, uma adversária da ditadura militar que pegou em armas. E que por isso foi presa e torturada.

Arrogância! É o que transpira Lula desde que chegou ao poder pela primeira vez em 2002.

A democracia é o regime que permite ao cidadão escolher com liberdade seus governantes. Não haverá liberdade de escolha se o cidadão não puder optar entre vários nomes.

Marina foi ministra de Lula. Exaltada por ele como administradora competente e uma política capaz e honesta.

Os bancos jamais ganharam tanto dinheiro como no governo Lula. E ele já falou sobre isso.

Na verdade, o discurso de Lula envelheceu. E ele não se deu conta.*

(*) Blog do Ricardo Noblat

 

GERENTONA INCOMPETENTA

Onde Dilma falhou

Há razões de todo tipo para explicar Dilma Rousseff correndo o risco de não passar pelo “quebra mola” da reeleição e ficar sem um segundo mandato, fato raro na política.

Entre as relevantes estariam sua incapacidade de comunicação combinada a um semblante de mau humor e antipatia. Isso não é pouco em uma era midiática.

Outra seriam as manifestações de junho.13. Nada de relevante foi entregue aos milhões que foram às ruas, que agora estariam desaguando seu descontentamento em Dilma e apoiando Marina Silva.

Mas o que dá as cartas mesmo é a percepção que temos de nossas vidas, se estamos melhorando ou piorando.

O gráfico abaixo mostra uma estagnação sob Dilma, justamente depois da forte curva ascendente durante os dois governos do presidente Lula.

Estávamos acostumados a um período relativamente longo de melhora, que terminou.

Os números são uma combinação da evolução do PIB per capita do país e do Coeficiente de Gini, medida clássica para calcular a desigualdade na distribuição de renda.

Tomando o primeiro ano do governo FHC como base, esse índice disparou nos anos Lula, coincidindo com um crescimento econômico médio de 4% ao ano no período.

Mais crédito e espaço no orçamento familiar para dívidas e cenário internacional favorável foram as bases para a melhora rápida. Com Dilma, isso parou.

Não é só fantasia de horário eleitoral as obras e realizações que Dilma tem mostrado na televisão. Embora atrasadas e exageradas, elas existem.

Mas para que a curva ascendente dos anos Lula continuasse em seu governo, o Brasil deveria ter entrado em um ritmo de crescimento muito mais acelerado. Bem acima da média inferior a 2% ao ano que ela vai deixar.

Nesse fundamental, Dilma falhou.

A percepção negativa recorde do empresariado a seu respeito tem tudo a ver com isso. *

(*)  Fernando Canzian – Folha de São Paulo