A GALHOFA CONTINUA…

MP exige fim de regalias ou envio

de mensaleiros para um presídio federal

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O Ministério Público do Distrito Federal enviou um ofício à Vara de Execuções Penais da Capital da República. No texto, pede a adoção de providências para que o governo de Brasília, chefiado pelo petista Agnelo Queiroz, interrompa os privilégios concedidos aos presidiários ilustres do mensalão. Há três remanescentes em Brasília: Delúbio Soares, José Dirceu e João Paulo Cunha.

O documento anota que, na hipótese de ficar constatada a “impossibilidade de correção das irregularidades”, o Ministério Público “requer, desde já, que seja encaminhada representação ao Supremo Tribunal Federal”, para requisitar a “transferência” dos condenados “do sistema prisional do DF para um dos presídios federais.” São quatro as unidades do gênero. Localizam-se em Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Catanduvas (PR).

Endossado pelas seis promotoras de Justiça que fiscalizam o sistema prisional brasiliense, o ofício foi preparado nesta terça-feira (25). Pode ser lido aqui. Enumera episódios recolhidos do noticiário e constatações feitas pela Promotoria. Juntos, os fatos compõem um quadro que ofende os outros presos e seus familiares, além de desmoralizar as autoridades incumbidas de fiscalizar as cadeias.

Dirceu e João Paulo estão presos no Complexo Penitenciário da Papuda. Delúbio, que já recebeu autorização para trabalhar na CUT durante o dia, passa as noites e os finais de semana no Centro de Progressão Penitenciária, unidade reservada aos detentos do regime semiaberto. Os dois estabelecimentos estão submetidos à Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), órgão do governo petista do DF.

Contrariando decisão judicial do final do ano passado, os mensaleiros continuam recebendo visitas fora do horário regulamentar. Seus visitantes não pegam senha e não enfrentam fila. Tampouco são revistados. Parlamentares entram sem identificação. Alguns chegam a vestir coletes da Polícia Civil do DF.

Delúbio recebeu num final de semana a visita de Leandro Allan Vieira. Vem a ser presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do DF. É candidato a deputado distrital pelo PTC, partido que integra o bloco de apoio de Agnelo. O tema da conversa da dupla tornou-se objeto de uma sindicância interna da cadeia.

O vice-diretor do estabelecimento, Emerson Antonio Bernardes, foi afastado de suas funções depois de ter determinado duas providência antipáticas: mandou Delúbio raspar a barba e proibiu o automóvel da CUT de entrar no pátio da prisão. Numa evidência de seu prestígio, o ex-tersoureiro do PT revolucionou o cardápio da penitenciária ao degustar num final de semana uma feijoada.

“O bom funcionamento do sistema prisional fica comprometido em razão da instabilidade gerada pelo tratamento diferenciado que está sendo garantido a um pequeno grupo de presos”, anota o documento do Ministério Público. “A insatisfação dos demais detentos do sistema e o clima de revolta são fatores preponderantes para o desencadeamento de uma possível rebelião, comprometendo a segurança pública”.

As promotoras informam no texto que a presença dos mensaleiros nas cadeias de Brasília produziram outra excentricidade. A Sesipe, o órgão do GDF que administra as penitenciárias, criou um filtro para as informações requisitadas pelo Ministério Público. Antes, os ofícios da Promotoria eram respondidos diretamente pelos dirigentes das prisões. Depois da chegada dos mensaleiros, em novembro de 2013, tudo precisa passar pelo crivo do coordenador geral da Sesipe, João Feitosa.

“A Sesipe vem enfraquecendo a autonomia das unidades prisionais, como é exemplo a imposição de óbice ao cumprimento direto e imediato das requisições judiciais ou do Ministério Público, vinculando tais atos ao prévio controle do Subsecretário Substituto João Feitosa”, registra o documento do MP.

O texto acrescenta que as promotoras que cuidam do setor das execuções penais notaram as mudanças “no regular desempenho das atividades de fiscalização das unidades prisionais, já tendo experimentado entraves na pronta resposta a ofícios e indagações durante as visitas de inspeção”.

Os brasileiros do futuro talvez enxerguem como um momento especial a chegada dos condenados do mensalão ao sistema prisional brasiliense. Dirão que foi um instante histórico, porque nessa época o Brasil se deu conta de que suas cadeias, para dar certo, precisavam apenas de uma troca de presos.

Bastava substituir os detentos existentes —pobres e pretos— por presidiários mais bem-postos na vida. A curta permanência dos petistas mensaleiros atrás das grades demonstrou os efeitos benfazejos que a qualificação social da população carcerária exerce sobre a qualidade dos serviços. Até a feijoada já entrou no cardápio.

No final de novembro de 2013, apenas 13 dias depois da chegada dos primeiros mensaleiros à cadeia, os juízes responsáveis pela Vara de Execuções Penais de Brasília —Bruno André Silva Ribeiro, Ângelo Pinheiro Fernandes de Oliveira e Mário José de Assis Pegado— visitaram a Papuda. Eles entrevistaram servidores e presos. Ouviram queixas contra os privilégios concedidos aos detentos dos núcleos político, publicitário e financeiro do mensalão.

Em despacho datado de 28 de novembro, os doutores haviam determinado que os outros presos deveriam receber o mesmo tratamento dos hóspedes da Papuda’s Inn. Escreveram: “A Vara de Execuções Penais estenderá a todos os presos do sistema prisional local eventuais direitos, garantias ou regalias concedidas por ato administrativo, formal ou não, a determinado sentenciado ou grupo de apenados, especialmente no que se refere a regras de visitação e alimentação.”

O oficio do Ministério Público demostra que o horário diferenciado de visitas e a feijoada ainda não chegaram à periferia das cadeias brasilienses. Agora, a Promotoria acena com a hipótese de transferência para cadeias federais. A plateia se pergunta: afinal de contas, quando as autoridades se farão respeitar?*

(*) Blog do Josias de Souza.

MAMÃE, EU QUERO MAMAR…

Partidos do ‘centrão’ decidem apoiar investigação sobre Petrobrás

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Insatisfeito com tratamento do Planalto, bloco informal composto por oito legendas nega rebelião, mas diz querer ‘abrir os olhos’ do governo

Brasília – Deputados de oito partidos que passam a formar um bloco informal na Câmara, conhecido como “centrão”, decidiram nesta terça-feira, 25, apoiar o pedido da oposição de uma comissão externa para acompanhar as investigações na Holanda sobre um esquema de pagamento de subornos a empresas no qual a Petrobrás é mencionada. Os deputados decidiram ainda trabalhar nas próximas semanas pela aprovação de uma proposta que pode levar as distribuidoras de energia a ressarcir os consumidores por um erro na conta de luz entre 2002 e 2009.

Apesar do tom das propostas, os líderes sustentam que o bloco não pode ser visto como rebelião, mas como uma tentativa de influenciar os rumos do governo. “Nós não somos a cabeça central e é importante esse movimento para abrir os olhos do governo”, disse o líder do PROS, Givaldo Carimbão (AL), escolhido pelos colegas para ser porta-voz da reunião.

O encontro desta terça-feira aconteceu na residência do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Estiveram presentes também representantes de PP, PR, PTB, PDT, PSC, além do oposicionista SDD. O líder do PSD, Moreira Mendes (RO), passou rapidamente, apenas para avisar os colegas que não participará mais diretamente da articulação. “Nossa posição é de independência e como esse movimento pode parecer algo de troca de cargos decidimos não participar diretamente”, disse.

Na reunião, os parlamentares decidiram apoiar o pedido da oposição para investigar as denúncias sobre a Petrobras por meio de uma comissão externa. Investigação na Holanda apura se a empresa SBM pagou propina a funcionários da estatal brasileira em negócios envolvendo a compra de plataformas. A intenção dos deputados é encaminhar um grupo parlamentar àquele país para acompanhar a apuração e ter acesso a documentos em poder do Ministério Público.

O grupo decidiu ainda, segundo Carimbão, apoiar a proposta do líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), e do deputado Weliton Prado (PT-MG), que suspende uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que desobrigou distribuidoras de ressarcir consumidores por um erro nas contas de luz no período de 2002 a 2009. A conta é estimada em R$ 7 bilhões.

Os parlamentares discutiram ainda o Marco Civil da Internet. O líder do PMDB comanda a resistência ao eixo central do projeto, a chamada neutralidade da rede, que proíbe as empresas de depreciar conexões de acordo com conteúdo. A intenção dele é explicitar que as empresas poderão vender pacotes de dados e com velocidades diferentes. Parlamentares do bloco ainda discutirão o tema, mas já se mostraram mais sensíveis aos apelos de Eduardo Cunha. Temendo uma derrota, o governo também pretende reabrir o debate antes da votação. A proposta tranca a pauta da Câmara desde o ano passado e só deverá ser apreciada após o Carnaval.*

(*) EDUARDO BRESCIANI – Agência Estado

ACORDA, BRASIL!

Falar, sim; largar, não

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Observação de um arguto colunista carioca, Aziz Ahmed, de O Povo: o PT do Rio rompeu com o Governo do peemedebista Sérgio Cabral e prometeu entregar os cargos que ocupava. Dos 500 petistas lá empregados, nem 10% saíram. O PSB do candidato Eduardo Campos rompeu com o Governo Dilma e prometeu entregar os cargos. Nem 20% dos socialistas empregados no Governo Federal entregaram os cargos até agora.

Romper, sim; largar o osso, nem pensar.

O culpado é o leitor

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Sabe quem é o responsável pelas tentativas de invasão do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, no dia 12, por tropas de choque do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, MST? Sabe quem é o responsável pelo tumulto que provocou ferimentos em trinta PMs encarregados da segurança dos prédios públicos?

Pois olhe-se no espelho, caro leitor. O Incra, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, entrou com R$ 448 mil para o congresso do MST que redundou nos tumultos. A Caixa Econômica Federal economizou: deu só R$ 200 mil. E o BNDES contribuiu com R$ 350 mil para evento tão essencial aos objetivos do banco, a busca do desenvolvimento econômico e social. Tudo está devidamente documentado, publicado no Diário Oficial da União. Ao que se saiba, perto de um milhãozinho – fora o que ainda não apareceu.

E por que o caro leitor é o culpado? De onde é que sai o dinheiro do BNDES e do Incra?

Pagando a conta

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Mas não se diga que o MST não entregou nada em troca do generoso e gentil patrocínio oficial ao quebra-quebra que promoveu em Brasília. Depois de promover os tumultos, depois de ferir trinta policiais, depois de pregar o fim da Constituição e de chamar o Poder Judiciário de “assassino”, o MST foi recebido pela presidente Dilma Rousseff em Palácio. E deu de presente a Sua Excelência uma cestinha pequenina com produtos originados, dizem, de seus assentamentos.

Os números do problema

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Não é difícil entender os problemas da Petrobras. Dois deles: a) com a falta de chuvas, as usinas a diesel estão funcionando em plena capacidade. As importações de diesel cresceram 40% de dezembro para janeiro. E a Petrobras o vende abaixo do custo; b) o gás natural é importado a US$ 17 o milhão de BTU (unidade de medida) e vendido para usinas a preços que variam de quatro a dez dólares o milhão de BTU.

Um dia a Petrobras precisará de recursos para pagar a conta.*

(*) Coluna Carlos Brickmann, na Internet.

EM BRASÍLIA JÁ TEM DISTO HÁ ANOS…

Alemanha vive ‘boom’ de megabordéis

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Um grupo de homens vestido com roupões vermelhos e brancos caminha pela recepção. Inebriados pela fumaça dos cigarros, mulheres de salto alto e clientes conversam aos risos diante de um grande balcão de bar.

Essa atmosfera insólita faz parte do dia à dia do Paradise (ou “Paraíso”, em tradução livre), um dos maiores bordéis da Europa, localizado em Stuttgart, na Alemanha.

Ali tudo o que é feito entre quatro paredes tem o amparo da lei.

Construído a um custo de mais de 6 milhões de euros (R$ 19,3 milhões) e inaugurado em 2008, o local é um verdadeiro complexo de entretenimento, que abrange um restaurante, um cinema, um spa e 31 quartos privados para centenas de frequentadores.

A Alemanha legalizou a prostituição em 2002, trazendo à formalidade uma indústria que movimenta cerca de 16 bilhões de euros (R$ 52 bilhões) por ano.

Por trás da decisão, havia a intenção de evitar que as prostitutas terminassem nas mãos de cafetões.

Benefícios sociais

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A partir da legalização, as profissionais do sexo têm direito à aposentadoria e à saúde pública.

“Cabines de sexo” em Zurique ficaram abertas para visitação antes de sua inauguração. Alguns críticos expressaram preocupação que a fascinação de novidade com as cabines de sexo, que custaram aos contribuintes mais de 2 milhões de francos para construir, seja uma distração de questões mais sérias sobre exploração e tráfico humano. Leia mais Fabrice Coffrini/ AFP

“Agora, me sinto mais segura e tenho maior amparo (por parte do Estado). Depois da lei, não preciso mais sair às ruas para conseguir clientes e corro menos riscos”, diz à BBC Hannah, de 22 anos, que chegou a Stuttgart depois de dois anos trabalhando em um bordel de Berlim.

Mas os críticos da legalização afirmam que as novas leis fracassaram, transformando o país no que eles chamam de “o bordel da Europa”.

Nos últimos 20 anos, estima-se que o número de prostitutas na Alemanha tenha dobrado. Atualmente, cerca de 400 mil mulheres trabalham como profissionais do sexo no país.

O mercado, por outro lado, é hoje dominado por “megabordéis”, onde o sexo é oferecido em escala industrial, normalmente a turistas estrangeiros.

Muitas das mulheres que trabalham no Paradise vêm de países do leste europeu, como Romênia e Bulgária.

Modelo sueco

A feminista Alice Schwarzer lançou uma campanha para que o governo alemão reverta sua decisão sobre a prostituição e copie o modelo vigente na Suécia, onde é ilegal comprar serviços sexuais, mas não vendê-los.

Isso significa que um homem flagrado com uma prostituta pode ter de pagar uma multa pesada ou enfrentar um longo processo penal.

Em nenhum dos dois casos, a mulher é afetada.

Tal modelo vem ganhando força por toda a Europa e agora está sendo seriamente considerado em sete países, inclusive a França.

No mês que vem, um relatório baseado em uma investigação do Parlamento britânico sobre prostituição deve vir a público recomendando que a Inglaterra e o País de Gales adotem o modelo sueco, ainda que uma mudança na lei seja considerada extremamente pouco provável antes das eleições legislativas de 2015.

O problema, segundo especialistas, é que uma regulação mais rígida em um país europeu normalmente gera um revés em outra parte do continente.

Os donos dos bordéis próximos à fronteira da França já estão se preparando para um aumento no número de clientes assim que uma lei mais rígida entrar em vigor naquele país.

A Paradise Island Entertainment, empresa que é dona de cinco megabordéis na Europa Central, entre eles o de Stuttgart, está a ponto de inaugurar um novo empreendimento a poucos metros da fronteira entre a Alemanha e a França, na cidade alemã de Saarbrucken.

“Encaramos a mudança da lei na França, que criminalizará quem paga por sexo, como ganhar na loteria porque passaremos a receber muito mais clientes franceses. É por isso que o lugar que escolhemos é perfeito”, diz Michael Beretin, diretor de marketing da empresa.

Ativistas do grupo feminista Femen realizam neste domingo (10), protesto contra o fascismo da indústria do sexo, em frente a bordel no “distrito da luz vermelha” Reeperbahn, em Hamburgo, na Alemanha Patrick Lux/AFP

“Simplesmente não é possível proibir a prostituição. O que está acontecendo na França é de uma falta de senso tremenda – não se pode processar pessoas por algo que uma mulher quer deliberadamente fazer”, acrescenta ele.

‘Sem controle’

Em Saarbrucken, cresce a preocupação sobre o crescimento da prostituição. Críticos alegam que a atividade aumentou nas ruas da cidade, apesar da multiplicação dos bordéis regulados.

A prefeita de Saarbrucken, Charlotte Britz, uma antiga defensora das leis que legalizaram a prostituição, diz acreditar, agora, que a liberalização foi longe demais.

“A prostituição existe por muitos anos na Alemanha, e nós temos bordéis no centro da cidade que são mais ou menos aceitos, mas agora parece que essa atividade cresceu sem controle”, afirma Britz.

“Os países não deveriam oferecer individualmente soluções diferentes (para o problema da prostituição). Em vez disso, acredito que seria mais eficaz uma decisão no âmbito europeu, de forma a evitar o turismo sexual de um país para o outro”, acrescenta ela.

A proposta de uma solução mais ampla pode avançar nesta semana, quando o Parlamento Europeu votará se deve apoiar oficialmente o modelo sueco.

Mesmo assim, a decisão de legalizar ou não a prostituição ainda ficará a cargo dos governos locais.*

(*) BBC-UOL

SEGUNDA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO DE 2014

O Odorico Paraguaçu da Venezuela é

bem mais perigoso que o personagem

criado por Dias Gomes

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Odorico Paraguaçu, personagem imortal criado por Dias Gomes, foi uma perfeita caricatura do que seria um político sem moral e sem pudor.

Exagerado nos trejeitos e nas ações demagógicas, Odorico sobreviveu, como os grandes personagens, ao autor.

Dias Gomes não teria o mesmo sucesso hoje. A realidade ultrapassa a ficção.

O que separa Odorico do venezuelano Nicolás Maduro? Os assassinatos. As milícias armadas que defendem com métodos mafiosos um regime baseado na farsa.

Se Odorico era uma sátira a tiranetes de direita, Maduro é tão real quanto os demais déspotas de esquerda. Mesmo que não saiba definir o que seja esquerda.

Eleito com uma vantagem inferior a 1% dos votos de diferença ─ num sistema em que o número de votos não determina o vencedor ─, representa a continuidade do chavismo. Agora sem Chávez, o ídolo venerado numa urna de cristal.

Quem ─ no mundo civilizado ─ poderia afirmar que o “império do mal” havia criado um “raio da morte” que causaria câncer nos adversários políticos? Quem troca petróleo por nada, como no caso de Cuba? E paga também com petróleo uma dívida infindável com a China?

Mais de 70% dos recursos venezuelanos são pagos em dólar, com o petróleo comprado pelos Estados Unidos.

Antecipação do Natal. Dia Nacional de adoração ao Supremo Comandante. Milícias populares armadas e consentidas. Invasões de residências. Nenhuma investigação. Domínio pleno do Judiciário e de 98% doLegislativo. Decretos com força de lei não submetidos ao crivo da Assembleia. Obrigatoriedade de vender produtos de luxo pela metade do preço pago pelos lojistas. Calotes em investidores.

Voos para o exterior em avião de luxo com familiares. Corrupção desenfreada. Coleção de carros de luxo, como o famoso Bentley. Um ex-motorista de ônibus que se recusa a demonstrar um mínimo de sanidade. Discursos bolorentos como se o mundo se importasse com o que acontece na Venezuela bolivariana. Compra de refugo de guerra da Rússia. Financiamento das Farc.

E perseguição implacável a quem ouse fazer-lhe oposição.

A OEA e o falido Mercosul esquecem o povo venezuelano e apoiam o governo.

Mesmo os desvalidos ─ enganados por bolsas e atendidos por médicos cubanos ─ já não encontram sequer papel higiênico. E a moeda derrete como pedra de gelo ao sol.

A Venezuela é um alerta sobre onde podemos chegar. O Brasil ─ pelo que representou no passado e pelo que é hoje ─ é um desvario em mãos de desequilibrados.

Usa a Venezuela. Como o irmão mais novo, o caçula que é rebelde (sem nenhuma causa) e joga pedras nas vidraças dos vizinhos.

A Venezuela será uma Síria da América Latina? Apoiada por poucos países do mundo e agarrada ao poder por forças das baionetas?

É cedo para dizer. Mas o papel desempenhado pelo Brasil está claro. Afasta-nos dos conselhos da ONU e nos aproxima das reuniões da UNASUL.

O lulopetismo escolheu o caminho.

Nada de novo.*

(*) REYNALDO ROCHA, NO BLOG DO AUGUSTO NUNES.

A VIÚVA É RICA…

GDF compra R$ 1,5 mi em comida para Agnelo

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O governo do Distrito Federal gastará cerca de R$ 1,5 milhão em 2014 para encher a geladeira e a despensa de ‘Águas Claras’, a residência oficial do governador Agnelo Queiroz (PT). A lista de compras, disponível aqui, contém 464 itens. Só em peixes e carnes serão 21 toneladas. Coisa de R$ 500 mil.

Comparando-se com o custo do ano passado, o preço da comida da casa do governador subiu 20%. Ouvido pela repórter Roseann Kennedy, o GDF atribuiu a alta a dois fatores: a inflação e a Copa. Não a copa que fica ao lado da cozinha, mas a Copa do Mundo. Brasília é uma das cidades que receberão jogos da Copa. Alega-se que Agnelo recepcionará delegações estrangeiras em casa. E precisa dar de comer aos convidados.

Nos próximos dias, um estômago pobre de Brasília, desses que vivem na rua, enviará uma carta a Agnelo Queiroz. O blog teve acesso ao texto com exclusividade. Vai reproduzido abaixo:

Caro governador, sei que o senhor não me conhece. Pois permita que me apresente. Moro onde olho nenhum me alcança, no ermo das entranhas. Sou ferida exposta que não se vê. Sou espaço baldio entre o esôfago e o duodeno.
 Trago das origens uma certa vocação para a tragédia. Não deve ser por outra razão que venho do grego: stómachos. Se pudesse dar entrevista, resumiria assim o oco de minha existência: ‘É dura a vida de víscera.’

Às vezes, governador, invejo o coração que, quando sofre, é de amor. Eu, pobre tripa flagelada, jamais tive tempo para sentimentos abstratos. Perdoe-me o pragmatismo estomacal. Mas só tenho apreço pelo concreto: o feijão, o arroz, a carne… Meu projeto de vida sempre foi arranjar comida.

Às vezes, veja o senhor, cobiço a cabeça. Quisera me fosse dado revisitar glórias passadas ou, melhor ainda, idealizar um futuro promissor. Quisera não tivesse que dançar ao ritmo da emergência. 
Meu mundo cabe no intervalo entre uma refeição e outra. Meu relógio, caprichoso, só tem tempo para certas horas: a hora do café, a hora do almoço, a hora do jantar…

Sem comida, meu relógio ficou louco. Passou a anunciar a chegada de cada novo segundo aos gritos. 
Nunca tive grandes ambições. Não quero conhecer a Paola Oliveira. Não quero ganhar a Sena acumulada. Só queria a compaixão de um grão escorregando faringe abaixo. 
Ardem-me as paredes, bombardeadas por jatos de suco gástrico. Mas já não sofro, governador.

Sem alimento, encontrei a paz na melancolia da fome. Encontro-me na ante-sala de outra esfera. Escrevo para dizer-lhe obrigado. Estou prestes a trocar o inferno das ruas pelo paraíso. E, temente a Deus, sei que Ele não se atreverá a pôr em meu céu o descaso. Não, não. Meu céu há de ser uma cozinha como a da residência de Águas Claras, tão farta que me propicie uma fome de governador, dessas que a gente resolve simplesmente abrindo a geladeira.”*

(*) Blog do Josias de Souza

MUITO ESPERTO, É?

Para registro da História

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Aécio Neves (PSDB) já esteve mais próximo de se eleger presidente da República do que está.

No final de 2005, o escândalo do mensalão ameaçava derrubar o governo. Foi quando Aécio, governador de Minas, meteu-se em negociações para garantir que Lula completasse o mandato.

Aos íntimos, Lula confessou que seu Plano B seria montar uma coligação de partidos destinada a apoiar a candidatura de Aécio à sua vaga. Para isso Aécio teria que trocar o PSDB pelo PMDB.

Não precisou. Afinal, Lula recuperou-se. E reelegeu-se com folga no ano seguinte.*

(*) Blog do Noblat.

 

A PROPÓSITO

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O avô de Aécio Neves, Tancredo Neves, dizia:

– “Esperteza, quando é muita, come o dono.”*

(*) Acir Vidal, editor do blog.

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Expansão do PIB sob Dilma será um

terço do previsto no início do governo

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Dilma Rousseff se elegeu presidente com a expectativa de um mandato de forte crescimento econômico, de 5,9% na média anual.

Ao final do quadriênio, a expansão do PIB (Produto Interno Bruto, a renda do país) deve ficar em torno de 2% ao ano. Veja no infográfico abaixo como desabaram as previsões oficiais.

O PIB do ano passado, a ser divulgado na quinta-feira, deve ter crescido algo como 2,3%. A alta deste ano, que o governo agora estima em 2,5%, não deve passar de 1,8% para os analistas de mercado.

Em 2010, logo após as eleições presidenciais, a equipe da presidente acreditava que seu governo terminaria a um ritmo de crescimento de 6,5%.

A projeção se baseava nos resultados do final da administração de Lula, quando o PIB se expandia com o impulso da alta dos gastos públicos.

Com Dilma, as despesas federais, estaduais e municipais aumentaram ainda mais rapidamente, mas a economia ficou quase estagnada.

Trata-se de um erro recorrente na história nacional: imaginar que a expansão do poder público trará também a expansão da riqueza do país.*

(*) Folha de São Paulo

SÁBADO, 22 DE FEVEREIRO DE 2014

OS IRMÃOS METRALHA E OS EMBARGOS

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É preciso recorrer às histórias em quadrinhos do Pato Donald, com todo o respeito aos advogados dos condenados e a eventuais ministros do Supremo Tribunal Federal que venham a admitir embargos infringentes sustentando não terem os mensaleiros formado quadrilha. Porque naquela genial criação de Walt Disney sempre apareciam os Irmãos Metralha, criminosos abomináveis que, além de irmãos, eram um cópia dos outros. Será que eles constituíam uma quadrilha só porque usavam roupas e máscaras iguais, ou porque filhos do mesmo pai e da mesma mãe? Ou porque dedicavam-se a assaltar, sequestrar e assassinar?

Vale o mesmo para os defensores dos embargos: imaginam que quadrilha só se constituiria entre os mensaleiros caso usassem as mesmas roupas e fossem irmãos? Como nem primos longínquos são, ou muito menos usavam máscaras para gerir o mensalão, devem então ficar livres da condenação por formação de quadrilha?

Nada mais igual a uma quadrilha organizou-se à sombra do palácio do Planalto, com ramificações no Congresso, num banco e numa agência de publicidade com sede em Belo Horizonte e em diversos partidos políticos. Como um motor de diversas engrenagens, estavam todos mancomunados para obter dinheiro sujo e comprar votos de parlamentares em apoio ao governo. Claro que havia um chefe e diversos comandantes, cada um exercendo uma parte do plano comum que era corromper deputados.

Rejeitar a acusação de quadrilha é o mesmo que sustentar haver Al Capone atuado sozinho na extorsão, assassinato, contrabando, venda ilegal de bebidas, prostituição e demais crimes que cada integrante de seu bando também praticava isoladamente. Nada tinham um com o outro? Não era uma organização com a finalidade de cometer crimes? Ficou para quarta-feira a decisão, pelos onze ministros do Supremo Tribunal Federal, a respeito da condenação já expressa pela maioria deles. Seria cômico se não fosse trágico imaginar uma reviravolta e a conclusão de que os mensaleiros não formavam uma quadrilha, que agiam isoladamente…*

(*) Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa Online