QUE CACHAÇA É ESSA?

Lula volta a constranger PT

Petistas voltaram a criticar internamente o ex-presidente Lula. Desta vez, por sua declaração ao El País comparando Daniel Ortega, ditador da Nicarágua, à chanceler alemã Angela Merkel.

Apesar do constrangimento interno no PT, que contou com comentários em grupos de WhatsApp de dirigentes, o partido emitiu nota em apoio a Lula, chamando de fake news a comparação feita pelo ex-presidente, apesar das imagens gravadas com a declaração do petista.

Disse Lula ao jornal espanhol: “Todo político que começa a se achar imprescindível ou insubstituível começa a virar um pequeno ditador. Por isso, eu sou favorável à alternância de poder.”

Em seguida, na mesma resposta, completou: “Posso ser contra [a permanência de um mesmo líder no poder], mas não posso ficar interferindo nas decisões de um povo. Nós temos que defender a autodeterminação dos povos. Por que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e o Daniel Ortega não?”

Para parte dos petistas, Lula deveria ter parado na defesa à alternância de poder. “Ele estava bem demais com sua viagem pela Europa, tinha de falar demais”, reclamou um aliado.

A Alemanha, ao contrário da Nicarágua, é parlamentarista. Além das limitações inerentes à função, o primeiro-ministro pode deixar a função a qualquer momento. Basta a perda de confiança do Parlamento, num processo mais simples e rápido que um impeachment.

Também Merkel, ao contrário de Ortega, não atuou institucionalmente, porque seu cargo sequer permitia tamanho poder, para perseguir e prender seus adversários políticos, controlando outros poderes, principalmente, a Justiça.

Integrantes de correntes mais moderadas do PT consideram que a Nicarágua está com sua democracia extremamente frágil e que o governo de Daniel Ortega é autoritário, apesar da realização de eleições.

Petistas lembram que Lula resistiu a tentação de tentar um terceiro mandato apesar da popularidade, abrindo espaço para Dilma Rousseff em 2010. “Mas, mais uma vez, perdeu o tato”, reclamou um petista.

Integrantes da legenda também criticam Lula quando ele trouxe o tema “regulação da mídia”, dizendo que havia projeto pronto, quando na verdade nada havia de discussão interna a respeito, menos ainda um “projeto pronto”. *

(**) Nonato Viegas

CADÊ O VAR, ARNALDO?

Moro vence Bolsonaro no segundo turno mas não ganha de Lula, diz pesquisa
Pesquisa Modalmais em parceira com Futura Inteligência foi divulgada nesta quarta-feira

Rosana Hessel – Correio Braziliense

 

 

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, recém-filiado ao Podemos e eventual pré-candidato da legenda, está se consolidando como o nome mais forte da terceira via para as eleições presidenciais de 2022, e ameaça o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um eventual segundo turno, de acordo com dados da 5ª pesquisa do banco digital Modalmais em parceira com Futura Inteligência. Contudo, Moro não consegue bater o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se mantém na liderança das intenções de voto.

STJ tranca ação contra Paes por fraude em obras das Olimpíadas Rio 2016

O levantamento mostra que, se as eleições fossem hoje, a preferência do eleitor pelo petista aumentou de 42,5% para 43,7% em relação à pesquisa anterior, de outubro. Já a opção por Bolsonaro passou de 33,2% para 33,7%.

A pesquisa trabalhou com sete cenários prováveis e Lula vence em todos nos quais é mencionado. Em um eventual segundo turno, Lula manteve a liderança sobre Bolsonaro, com 49,2%, contra 38,4%. Contra Moro, o petista venceria com 46,6% dos votos enquanto o ex-juiz teria 33,6%.

Em um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Moro, o presidente teria 35,7% dos votos e o ex-ministro, 38,8%. Já contra Ciro Gomes (PDT), Bolsonaro venceria em um possível segundo turno, com 40,9% contra 39,9%.

Foram entrevistadas 2 mil pessoas por telefone assistida por computador. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

“A ECONOMIA BRASILEIRA ESTÁ BOMBANDO”

O que derrubou a ação da Magalu para cotação mínima de 12 meses?

Relatório sobre vendas do e-commerce em agosto leva analistas a ver tendência de desaceleração da varejista, segundo uma fonte do setor

 

Offshore de Guedes em paraíso fiscal vira meme nas redes sociais | Poder360

 

São Paulo — A ação da varejista Magazine Luiza cravou uma nova cotação mínima de 12 meses nesta sexta-feira (10). O papel chegou a tocar os R$ 17,46 na mínima do dia, uma queda de 7,37%. Por volta das 16h, MGLU3 recuava 6,31%, a R$ 17,65.

Um relatório da consultoria americana YipitData sobre vendas de e-commerce em agosto é apontado por uma fonte do setor, que preferiu não ser identificada, como o principal motivo para a forte desvalorização.

Veja mais: Com ação na cotação mínima de 12 meses, abaixo de R$ 19, Magalu anuncia novo programa de recompra

No Brasil, essa consultoria, sediada em Nova York, capta dados da operação online de duas varejistas, Magalu e Mercado Livre. O acesso a seus relatórios é restrito a clientes, como bancos, corretoras e assets estrangeiras.

Conforme a fonte, houve um crescimento mais lento das vendas da Magalu em agosto na comparação com julho, e o mercado está tomando isso como uma tendência para o resultado do terceiro trimestre, que sai só em outubro, uma interpretação dos dados do relatório de que a Magalu discorda.

Procurada, a companhia não quis comentar o assunto publicamente.

Nas mesas de operações, JP Morgan, BGC Liquidez, Bradesco BBI e Itaú BBA são os principais vendedores dos papéis nesta sexta-feira, segundo uma fonte do mercado.

(**) Sérgio Ripardo
Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.

GADO BOLSONARISTA

Comissão da prefeitura decide que touro de ouro da B3 deve ser removido

Bolsa de valores também será multada pela escultura no centro da cidade de São Paulo

André Jankavski, do Estadão Conteúdo

 

A escultura de um touro dourado precisará ser retirada da frente da B3, a bolsa de valores de São Paulo, localizada no centro da capital paulista. Foi o que decidiu a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), que é o órgão ligado à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo.

Após uma reunião realizada nesta terça-feira (23), os integrantes da comissão decidiram que a peça não tem licença para estar lá e ainda tem caráter de peça publicitária. A Bolsa ainda receberá uma multa por infringir os artigos 39 e 40 da Lei Cidade Limpa, já que os responsáveis não consultaram a CPPU para realizar a instalação.

Em reunião extraordinária, a CPPU decidiu por 5 votos a 4, além de uma abstenção, enviar a deliberação para a Suprefeitura da Sé para que a peça seja retirada.

Procurada, a Subprefeitura da Sé afirmou que ainda não recebeu a notificação para retirada e nem para calcular o valor da multa. A B3 foi contatada, mas não respondeu às perguntas até a publicação da reportagem.

O touro
O touro de ouro foi inaugurado no último dia 16 de novembro e tem como padrinho o empresário e influenciador digital Pablo Spyer, conhecido na internet como “Vai tourinho”, que é o seu bordão na internet. Spyer, que ocupou o cargo de diretor de importantes corretoras no Brasil, hoje é sócio da corretora XP na empresa que leva o nome do seu bordão.

Um dos pontos que o CPPU utilizou para dizer que a peça é publicitária é o vínculo que Pablo tem com o “touro de ouro”. Afinal, ele apresenta um programa com esse nome na rádio e na TV. Procurado, Spyer não respondeu às mensagens.

A peça vem criando polêmica desde a sua inauguração. O touro é o símbolo do mercado financeiro em todo o mundo, pois representa os períodos de alta das bolsas já que o ataque dele é de baixo para cima. Do outro lado fica o urso, que ataca de cima para baixo, representando os períodos de queda dos ativos de renda variável.

A peça mais simbólica, o “Charging Bull feito pelo arista ítalo-americano Arturo Di Modica, fica localizado em Nova York e fez com que diversos touros fossem espalhados pelo mundo.

Chuva de críticas
Mas a instalação do touro em frente à bolsa em São Paulo não agradou movimentos sociais, que consideram o momento econômico inapropriado, já que o país está com a inflação e o desemprego em alta e é esperada uma recessão para o ano que vem. Com isso, o touro amanheceu diversos dias avariado com mensagens de reprovação ou lembrando da situação econômica, como a palavra “fome”.

A peça foi inaugurada no último dia 16, com a presença de nomes ilustres do mercado financeiro, como o fundador da XP, Guilherme Benchimol, e o presidente da plataforma, Thiago Maffra.

Na cerimônia de inauguração da estátua, no dia 16, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou que o touro, presente nos principais mercados financeiros do mundo, é um presente para a cidade de São Paulo e, em especial, para o centro, região que marca a história do mercado financeiro do Brasil.

VOA, VOA, CARNICEIRO!

Urubus do morismo passeiam entre girassóis do PSDB, que pôs vida em perigo

Reinaldo Azevedo
Colunista do UOL

 

Urubu moderno não acha carniça. Fabrica! | PCI

Ah, os urubus do morismo passeiam a tarde inteira entre os girassóis do PSDB. No momento, amarelos, sim, mas murchos. E, claro!, lá está o ex-juiz com uma roseira na mão direita — e põe direita nisso! — autenticando a eterna Primavera caso consiga instalar no Brasil um tribunal de exceção à moda ucraniana.

Que coisa! Não tem vergonha de defender uma excrescência como essa.

Quem conhece percebeu as pegadas de “Tropicália”, de Caetano, na passagem acima. Nada estranho no tempo em que “crianças sorridentes, feias e mortas estendem mão” na República que a Lava Jato pariu.

Cuidado, tucanos! Olhem os urubus à espreita!

Como naquele funk, o PSDB não “precisa de ninguém para fazer merda” com ele. O partido sozinho põe sua vida em perigo. A tentação, claro!, de responsabilizar “o estilo Doria” pelos desatinos em curso é grande. A questão é saber por que a legenda não abraçou, por exemplo, a vacina como o seu grande valor afirmativo desde o início. Não o fez. E, agora, olhem os carniceiros entre os girassóis.

Eu mesmo apontei aqui e em toda parte o que considerava, vamos dizer, erros de estilo do governador de São Paulo. E admito que certos movimentos que ele fez no tabuleiro político, como a migração de Rodrigo Garcia do DEM para o PSDB, soaram-me um tanto incompreensíveis ou contraproducentes. Faço esse destaque para considerar que, por óbvio, em coisas assim, todos erram.

Vou aqui citar um tucano ilustre, que há muito se foi: Sergio Motta. Morreu em 1998, ano em que FHC foi reeleito. Nunca mais o PSDB chegou lá, mas disputou o segundo turno em todos os pleitos até 2014. Certa feita, diante da postulação insistente de um figurão do partido, que julgava poder tomar de um outro o lugar de candidato da legenda a um determinado cargo, Motta afirmou: “Fulano, aprenda uma coisa: política tem fila”.

“Ah, mas isso, Reinaldo, é coisa daquele tempo antigo, de quando havia fila…” Fato! Como diria Camões, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mas também a mudança “já não se muda mais como soía”. Parece incompreensível? Explico: Não parece que 2022 venha, assim, com a mesma disposição disruptiva de 2018. Como observador da cena, entendi, desde o princípio, que Doria havia tomado a frente na fila do PSDB.

“Ah, mas ele não fez esforços para unir o partido, e as pesquisas não espelham essa importância que você disse que ele teve na vacinação…”. Verdade e verdade. Pois é. Faltou o talento apropriado — o Sérgio Motta da hora — para dizer: “Estamos desperdiçando o nosso maior ativo e vamos fazer a luta política”.

Não sei qual será o desdobramento. Há uma possibilidade de o partido concluir as prévias, fazer os devidos ajustes e avançar? Pode ser. Mas é claro que as coisas ficaram mais difíceis. Para todo mundo. Por enquanto, só há derrotados nesse processo. E os urubus estão farejando a carniça.

DESACERTOS PARA TODOS OS LADOS
Vocês encontrarão apurações de bastidores que asseguram que Moro é uma peça do jogo de Doria. Nessa perspectiva, o ex-juiz não estaria apostando na Presidência e teria uma espécie de acordo de gaveta com o governador para disputar o Senado por São Paulo. E há ainda quem o veja como o vice ideal do tucano caso este vença as prévias. Você que me lê escolheria alguém como o doutor para ser o seu eventual substituto? Ele foi um fator de desestabilização do governo Bolsonaro até como ministro da Justiça…

Ocorre que o “moro-urubuzismo” mal consegue esconder a excitação com os desacertos no PSDB. Pior: a turma espalha por toda parte que o melhor mesmo seria a vitória de Eduardo Leite porque isso facilitaria um acordo que tivesse o ex-juiz como cabeça de chapa. Vale dizer: se Doria vencer o embate interno, não haveria a possibilidade de desistir da candidatura. Os hortelões da República da Ucrânia-Brasuca estão plantando freneticamente.

Essa hipótese, com um quê de conspiracionismo, convive com um fato evidente: o deputado Aécio Neves (MG) é hoje o principal antípoda de Doria no PSDB e é um defensor declarado da candidatura de Leite. Também aqui há o tempero conspiratório: a aposta do mineiro, de fato, seria numa aliança informal com Bolsonaro. Parece-me implausível: alguém imagina o tucanato como mero esbirro do presidente, sem candidato próprio ou com um nome que, logo à partida, se prestaria à cristianização?

O mais provável é que nada disso seja exatamente verdade sem que se contem apenas mentiras. De resto, note-se: se Leite pode ser um instrumento do morismo, Aécio estaria a prestigiar a Lava Jato que tentou metê-lo na cadeia?

Há, sim, uma evidência inquestionável: os moristas estão vendo o tucanato como os bárbaros viam uma cidade prestes a ser saqueada. Mostram-se prontos para usar o aríete para arrombar os portões. Entendem que o eleitorado do PSDB resiste a Lula, mas também não se sente representando por Bolsonaro. Os hoje de 4% a 6% de eleitores que votariam num candidato tucano não teriam dificuldades para migrar para Moro e poderiam ser fundamentais para eventualmente tirar Bolsonaro do segundo turno.

A ÂNSIA
Nota-se, aliás, no colunismo morista, uma certa ânsia de enterrar desde já uma candidatura tucana, qualquer que seja o vitorioso. E, admita-se, a reação de Leite e de seus partidários têm colaborado para dar curso a essa tese. O mínimo que se colhe nos bastidores é que o atual governador do Rio Grande do Sul só aceitaria a vitória.

O resultado, por enquanto, para o partido não poderia ser pior. No momento em que Moro emerge como presidenciável, com uma tropa impressionante de assessores de imprensa disfarçados de analistas e colunistas, os tucanos protagonizam uma trapalhada que vai muito além de um aplicativo que não funciona. A rigor, fica difícil reconhecer a existência de um partido.

Olhem ali os urubus entre os girassóis…

NO DOS OUTROS É REFRESCO

Lula cita 16 anos de Merkel na Alemanha e minimiza ditadura na Nicarágua

Do UOL, São Paulo

Palumbo Notícias

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou a reeleição do ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, e traçou uma comparação com o tempo de poder da chanceler alemã Angela Merkel, eleita democraticamente.

A declaração ocorreu durante entrevista concedida ao jornal espanhol “El País”. O próprio petista, virtual candidato nas eleições do ano que vem, divulgou o vídeo em suas redes sociais. (Assista à entrevista abaixo)

Sabe, eu não posso ficar torcendo… por que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega, não? Por que [o ex-presidente da Espanha] Felipe González, aqui, pôde ficar 14 anos [na verdade, são 13 anos]? Qual é a lógica?Trecho de entrevista de Lula concedida a El País

Uma das jornalistas presentes na entrevista rebateu Lula, dizendo que nem Merkel e nem González prenderam os seus opositores.

“Sabe, eu não posso julgar o que aconteceu na Nicarágua. No Brasil, eu fui preso. Fiquei 580 dias preso para que o Bolsonaro fosse eleito presidente. Eu não sei o que as pessoas fizeram [na Nicarágua] para que fossem presas. Se o Daniel Ortega prendeu a oposição, como fizeram comigo no Brasil, ele estará totalmente errado”, argumentou Lula, em seguida.

EUA e UE não reconheceram vitória de Ortega
Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro de 76 anos e que está no poder desde 2007, obteve seu quarto mandato consecutivo com 75,92% dos votos, mas os resultados não foram reconhecidos por Estados Unidos, União Europeia e vários países latino-americanos.

Nos meses anteriores ao pleito, dezenas de opositores, incluindo sete candidatos presidenciais, foram detidos sob acusações de conspiração e outros crimes, deixando o caminho livre para Ortega.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) declarou que as eleições na Nicarágua não foram justas e carecem de “legitimidade democrática”, o que obrigou a entidade a pedir uma “avaliação coletiva imediata”. Em retaliação, Ortega formalizou na última sexta-feira (19) a saída da Nicarágua do órgão.

Já o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções ao Ministério Público da Nicarágua e a outros nove altos funcionários do governo de Ortega, entre eles o vice-ministro das Finanças, José Adrián Chavarria Montenegro; o ministro de Minas e Energia, Salvador Mansell Castrillo; e vários prefeitos. As medidas punitivas implicam no bloqueio de todas as propriedades e possíveis bens dessas pessoas nos Estados Unidos.

Os EUA acusam o Ministério Público nicaraguense de ter “prendido e investigado injustamente candidatos presidenciais e os impedidos de concorrer a cargos públicos, minando a democracia na Nicarágua”.

DEU RUIM EM OUTRO GENOCÍDIO

Processo técnico impede Bolsonaro de deixar Enem com “a cara do governo”

Ana Paula Bimbati
Do UOL, em São Paulo

 

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Para uma questão ser incluída no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), ela tem que fazer parte do BNI (Banco Nacional de Itens). Para entrar nesta lista, as perguntas passam por um longo processo. Primeiro são elaboradas e depois, testadas —os testes acontecem com alunos do Ensino Médio.

Por causa deste processo técnico —que dura cerca de um ano—, não é simples alguém decidir, sozinho, incluir ou excluir uma questão ou conteúdo específico no exame.

Complexo, desafiador, amplo: o que alunos acharam da redação no Enem
“O BNI define-se, portanto, como uma coleção de itens de testes de natureza específica —organizada segundo determinados critérios— disponíveis para a construção de instrumentos de avaliação”, diz material do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo Enem.

Na semana passada, além de denúncias de supostas interferências no Enem veiculadas na imprensa, o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse que a prova começa a ter “a cara do governo”.

Hoje (22), um dia depois da aplicação, ele criticou o que considera “questões de ideologia” —mas sem citar especificamente a quais perguntas se referia.

Tão acusando o Milton [Ribeiro, ministro da Educação] de ter interferido na elaboração das provas. Se ele tiver essa capacidade e eu, não teria nenhuma questão de ideologia nesse Enem agora, que teve ainda. Você é obrigado a aproveitar banco de dados de anos anteriores. Você e obrigado a aproveitar isso aí. Dá para mudar? Já está mudando.”
Jair Bolsonaro (sem partido), presidente da República

Chamada técnica e capacitação de profissionais
Antes do processo de inclusão das questões no BNI, há a escolha dos responsáveis pela elaboração das perguntas do Enem —são eles que ajudam a manter o critério técnico da prova.

Para escolher esses profissionais, o Inep abre uma chamada pública destinada a educadores e pesquisadores —normalmente, no início do ano. Os selecionados participam de capacitações e, depois, constroem as questões.

“A participação da comunidade educacional e acadêmica de todo o Brasil amplia a diversidade e melhora a adequação dos instrumentos para a avaliação da educação do país”, destaca o documento do Inep.

Para João Marcelo Borges, pesquisador do DGPE (Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais), da Fundação Getúlio Vargas, o BNI é um dos instrumentos mais importantes para uma política pública de educação funcionar.

“Não podemos perder a perspectiva de que as políticas públicas dependem de instituições, de processos sistemáticos profundos e servidores. Não dá para achar que só um desses elementos dê conta de políticas complexas”, avalia Borges.

Retirar questões não é o caminho “mais fácil”, explica Claudia Costin, diretora do Ceipe (Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais) e ex-diretora de educação do Banco Mundial.

A nota do Enem é calculada pela metodologia da TRI (Teoria da Resposta ao Item), que indica peso diferente de acordo com a dificuldade de cada questão.

Com a escassez de questões prontas, retirar uma pergunta pode desequilibrar a prova. Não se sabe quantos itens compõem o BNI, porque o número é sigiloso. Servidores do Inep, no entanto, já falavam da falta de itens no banco antes desta edição do Enem.

“Na minha visão, [as questões do Enem] foram uma certa vitória do profissionalismo dos servidores do Inep. E isso é importante, porque, se o Enem perde a credibilidade, as universidades, que são autônomas, podem decidir se vão usar ou não a nota da prova para entrada de novos alunos”, afirma Costin.

A especialista alerta, porém, para a preocupação que se deve ter nos próximos exames com a falta de servidores técnicos, por exemplo, na linha de frente do processo.

“Se essas tentativas, como as falas do Bolsonaro de que não deu tempo de interferir, persistirem, estamos olhando para o Enem como um instrumento de governo e não de Estado como deve ser”, pontua.

O BNI também oferece questões para outras avaliações nacionais como o Saeb, que avalia a educação básica; Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes); Encceja (Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos); entre outros.

O máximo que o governo conseguiria –e isso já é preocupante–, seria censurar perguntas que compõem o BNI. Mas não daria para aparecer um item do tipo “o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985 foi um regime democrático”. Esse tipo de pergunta não compõe o BNI.”
João Marcelo Borges, pesquisador

Possível terceirização e comissão para “avaliar” BNI
Considerado um forte instrumento técnico pelos servidores do Inep, o BNI está na mira de Bolsonaro desde o início de seu governo. Em 2019, por exemplo, foi criada uma comissão para decidir as questões que entrariam ou não na edição seguinte do Enem.

Na época, o Inep, informou que o grupo faria uma “leitura transversal”. Um ano depois, no entanto, foi noticiado que a comissão sugeriu a troca de “ditadura” por “regime militar”. Além disso, barrou 66 itens do Enem 2019.

Em junho deste ano, reportagem da Folha de S. Paulo revelou que o MEC (Ministério da Educação), comandado pelo pastor Milton Ribeiro, queria criar uma espécie de tribunal ideológico. No documento interno, falava-se em não permitir “questões subjetivas” e em dar atenção a “valores morais”.

O BNI também foi alvo de uma tentativa de terceirização, a pedido do próprio presidente do Inep, Danilo Dupas. Documento da Daeb (Diretoria de Avaliação da Educação Básica) solicitava aos coordenadores um estudo sobre a possibilidade de terceirizar a elaboração e revisão do BNI.

Servidores alertaram, no entanto, que a terceirização do banco tornaria mais fácil uma possível interferência nas provas. Além das últimas declarações, o ministro da Educação revelou no início do ano seu desejo em ter acesso prévio ao Enem.

Depois da repercussão, ele voltou atrás. Os últimos chefes do MEC, durante o governo Bolsonaro, também faziam declarações nesse sentido.*

 

DO MUNDO DA FANTASIA AO CENTRÃO

Após viagem, Bolsonaro discute filiação e cenário para reajuste salarial dos servidores

Como não há espaço no Orçamento para um aumento real, tema causa constrangimento no time de Paulo Guedes

 

Após retornar de viagem ao mundo árabe, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltará a discutir com Valdemar da Costa Neto sua provável filiação ao PL. Auxiliares do Planalto entendem que Bolsonaro tem duas opções: acelerar o ingresso no partido, dando mais segurança ao centrão no Congresso para a agenda econômica até o final do ano, ou postergar a definição para 2022, já que o prazo expira no final de março.

Enquanto isso, Bolsonaro espera desatar os nós regionais que obstruem a conclusão das tratativas com o maior partido da base governista no Legislativo.

Em paralelo, o chefe do Executivo pretende aprofundar com a equipe econômica uma saída para viabilizar uma promessa feita na semana passada: o reajuste linear para o funcionalismo público. Como não há espaço no Orçamento para um aumento real, o tema causa constrangimento no time de Paulo Guedes e nos articuladores políticos do Planalto.

No último domingo (21/11), Bolsonaro e Guedes se reuniram na Granja do Torto, onde o ministro está morando. A ideia é envolver os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, na discussão, Ambos falaram de forma crítica à iniciativa nos últimos dias.

A avaliação do QG bolsonarista é a de que alguma alternativa retórica precisará ser dada ao presidente, pois ele não pode recuar totalmente no compromisso, que foi visto como uma tentativa de pressionar os senadores pela aprovação da PEC dos Precatórios, em situação delicada na Casa. *

CAPITÃO DO MATO BOLSONARISTA

De tímido jornalista a Black Ustra: Sérgio Camargo coleciona controvérsias antes de Bolsonaro

Presidente da Fundação Palmares é crítico do Dia da Consciência Negra, que celebra a negritude brasileira

Sérgio Nascimento de Camargo, 56 anos, jornalista de carreira e formação, entrou no radar da direita em meados de 2019. No Twitter e no Facebook se manifestava sobre temas como antiesquerdismo, papel da direita na sociedade e o racismo. Estourou na internet falando sobre este último. Justamente o tweet com mais impressões é citando o Dia da Consciência Negra — celebrado em 20 de novembro, como neste sábado. O influenciador novato logo chamou a atenção de figuras como Roberto Alvim, então secretário de Cultura, que mais tarde seria demitido após publicar um vídeo que suscitou acusações de que havia feito apologia ao nazismo. Camargo é um dos personagens mais controversos do bolsonarismo. Nas redes, define-se como “antivitimista, inimigo do politicamente correto e livre”.

Utilize o cursor para visualizar os números no ano de 2021.

A atitude “antivitimista” é a que norteia Sérgio. É talvez um dos maiores críticos da militância racial no Brasil, justamente enquanto ocupa o cargo de presidente da Fundação Cultural Palmares — órgão que, em tese, tem a função de preservar os valores culturais, históricos, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira. Mas Camargo nem sempre foi assim.

ALMA PRETA

É filho de Oswaldo de Camargo, poeta e jornalista que trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo nos anos 50 — era um dos únicos profissionais negros em uma redação majoritariamente branca. Também atuou como resenhista na publicação, além de crítico literário no Jornal da Tarde. Icônico militante do movimento negro, fez parte da 1ª edição dos “Cadernos Negros” (1979), que reuniu estudantes e intelectuais negros em uma coletânea de contos sobre a resistência preta na Ditadura Militar (1964-1985).

Seu poema mais conhecido foi lançado no livro “15 Poemas Negros” e é um dos que Oswaldo menos gosta. “Eu não acho o meu melhor poema de jeito nenhum. Ele é declamatório e eu não gosto de coisa declamatória […]. Sem querer, eu estava dando um testemunho extraordinário de como se sentia um preto de meu tempo. Morando mal, mal empregado. Sem muitas perspectivas sociais e pagando o preço de uma abolição”, disse à série Diálogos Ausentes, do Itaú Cultural, em maio de 2017.

Eis um trecho de Grito de Angústia, de Oswaldo de Camargo:

[…]

Eu conheço um grito de angústia,

e eu posso escrever este grito de angústia,

e eu posso berrar este grito de angústia,

quer ouvir?

“Sou um negro, Senhor, sou um… negro!”

Oswaldo não fala mais sobre o filho Sérgio. Em entrevista ao UOL, em dezembro do ano passado (2020), disse que o filho não tem nada a ver com ele em questões ideológicas. “A única coisa que torço é que esse processo de apagar essa história da qual eu faço parte não chegue tão longe [a ponto] que eu seja obrigado a atuar também politicamente, em confronto. Eu não quero me confrontar. Mas eu espero que não aconteça um momento em que seja necessário, como escritor, confrontar-me com o que está acontecendo na fundação.”

Oswaldo de Camargo e o filho, Sérgio CamargoReprodução Twitter

Marcos Munrimbau também não fala do irmão. Em contato com o Poder360, disse que a família não toca mais no “assunto Sérgio Camargo”.

Pensamos de uma forma totalmente oposta. Depois que dei uma entrevista no jornal O Globo — ali deixei o meu recado para não mais falar sobre Sérgio Camargo —, eu sofri alguns ataques e então conversando com minha família, com o meu pai, decidimos não mais tocar nesse assunto”, disse o cantor e compositor.

Na entrevista, concedida em agosto deste ano (2021), Munrimbau disse que o irmão cumpre um papel que condiz com o pensamento da extrema-direita. “[…] Negro que fala contra a própria raça. É tudo que o racista quer e não pode falar. Até porque é crime.

CARREIRA

Sérgio Camargo se formou jornalista em 1988 pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atuou em assessoria de imprensa e rodou por grandes veículos: rádios Eldorado e CBN e os jornais Diário Popular, Diário do Comércio, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

Passou 15 anos na Agência Estado. Foi editor-assistente da Newspapper do veículo até uma discussão com outro profissional. Os 2 quase brigaram fisicamente por causa de uma tarefa não realizada. Acabou herdando a vaga do seu oponente, que logo foi desligado da função de editor. O Poder360 ouviu ex-colegas jornalistas de Sérgio Camargo. Todos preferiram falar de maneira reservada.

Na Redação do Estado de S.Paulo, pelo que apurou o Poder360, Sérgio Camargo socializava pouco. Não saía para tomar cerveja depois do expediente e não se enturmava nas festas de fim de ano. Ocupou uma mesa no meio de um dos corredores por cerca de 15 anos e cumpria suas funções de maneira satisfatória. Costumava usar fones de ouvido a maior parte do tempo. Ouvia música erudita.

Sérgio Camargo ao lado do “homem branco destruidor de livros” Marco Frenette, o número 2 na PalmaresReprodução Twitter

Já nos governos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2016), Sérgio tinha um perfil antiesquerda. Demonstrava a colegas de trabalho desapreço pelo PT. Nutria especial antipatia por Aldo Rebelo (político que à época era do PC do B e ocupou vários cargos em administrações petistas). Mas não havia naquela época um alinhamento de Sérgio a atitudes mais ostensivas contra políticos de quem não gostava.

Gostava muito de falar sobre academia e exercícios. Tinha apreço por manter o corpo malhado. Sua rotina era espartana, saindo da Redação do jornal para a academia.

Cumpria rigorosamente uma dieta líquida. Batia pedaços de carne de frango cru no liquidificador com um mix de frutas e grãos. Sérgio teria dito que o consumo da pele do frango cru permitia que o corpo absorvesse as proteínas de uma forma mais efetiva. Os ex-colegas apelidaram a mistura de “rejunte”.

Ex-colegas de Sérgio Camargo ouvidos reservadamente pelo Poder360 relatam ter dele uma lembrança diferente das atitudes atuais do presidente da Fundação Palmares. Ele não tinha o comportamento ostensivo de hoje.

BLACK USTRA

Chegou ao governo em novembro de 2020, nomeado para a presidência da Fundação Cultural Palmares. A nomeação fez parte de uma reforma entre os principais nomes da cultura no governo brasileiro. Autodenominado “negro de direita”, Sérgio Camargo foi escolhido por Roberto Alvim.

Foi o 3º nome a ser indicado para a Palmares em menos de 1 ano de governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Antes dele, Erivaldo Oliveira da Silva e Vanderlei Lourenço Francisco ocuparam a presidência da instituição.

Mas publicações em redes sociais que deram destaque a Sérgio também foram o motivo para sua nomeação ser contestada na Justiça. O movimento negro se colocou contra à indicação de uma pessoa que afirmava que a escravidão tinha sido “benéfica para os descendentes” para comandar uma entidade que tem como um de seus principais objetivos a preservação da memória da população negra brasileira.

Uma ação popular barrou a posse de Sérgio em dezembro de 2019. O governo recorreu da decisão. Na época, Bolsonaro negava qualquer relação pessoal com o jornalista ou envolvimento em sua indicação. Ainda assim, o governo insistiu no nome “contrário ao vitimismo e ao politicamente correto”.

Em fevereiro de 2020, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) liberou a nomeação de Sérgio. E o ataque à memória, cultura e população negra tornou-se institucional.

No Dia da Consciência Negra de 2020, o presidente da Palmares afirmou que não existe racismo estrutural no Brasil. Segundo ele, a ideia “não faz sentido nem tem fundamento”. Deu a declaração na trincheira da onda de protestos provocada pelo espancamento de João Alberto Silveira Freitas, homem negro morto no estacionamento do supermercado Carrefour de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

“Não existe racismo estrutural no Brasil; o nosso racismo é circunstancial – ou seja, há alguns imbecis que cometem o crime. A “estrutura onipresente” que dia e noite oprime e marginaliza todos os negros, como defende a esquerda, não faz sentido nem tem fundamento”Reprodução Twitter

Dias depois, Sérgio agradeceu a Roberto Alvim, que havia sido destituído do cargo de secretário da Cultura por ter gravado um vídeo em que havia citações e estética de uma fala do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels. Em dezembro de 2020, ao comentar o artigo “O que fones de ouvido brigando com cabelo afro dizem sobre diversidade” publicado pelo UOL, o jornalista sugeriu que negros deveriam cortar o cabelo.

“Sou careca, como todos já devem ter notado. No entanto, caso tivesse, meu cabelo não seria afro. O cabelo do negro é carapinha.”, escreveu na época.

Ele compartilhou uma imagem da reportagem do Poder360 relatando esses comentários. Em tom de ironia, sugeriu “máquina zero obrigatória para a negrada”. Foi alvo de críticas. Ao rebatê-las, afirmou que “nada é mais ridículo do que ter orgulho do cabelo”.

Entre os projetos que parecem atrair especial atenção de Sérgio estão as exclusões de nomes da lista de Personalidades Negras da Palmares e de livros do acervo da entidade, o que chama de “livramento”.

Ele chegou a excluir a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) por “não ter contribuição relevante para a população negra do Brasil”. Também propôs excluir Benedita da Silva (PT) e João Francisco dos Santos, o Madame Satã, do rol.  Além disso, queria doar todas as obras de suposta “dominação marxista”.

Mas os 2 projetos tiveram derrotas na Justiça e Camargo precisou recuar.

Hoje, um de seus focos é a alteração do logotipo da Palmares, representado pelo machado de Xangô, uma referência ao orixá da cultura afro-brasileira. Em agosto, a instituição abriu um concurso para escolher um novo símbolo. Ele precisará “conter formas e cores que remetam única e exclusivamente à nação brasileira, ser original e inédita”.

A gestão de Sérgio passou a ser investigada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), depois de acusações de que ele teria condicionado a permanência de servidores na Palmares à deduragem de “esquerdistas”. Também chamou o movimento negro de “escória maldita” que abriga “vagabundos”.

Em outubro, o jornalista foi afastado da gestão de pessoas da fundação e proibido de fazer qualquer alteração de pessoal. Sua reação foi comparar-se com Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel do regime militar responsável por ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados durante o período em que esteve à frente do DOI-Codi (1970 a 1974).

Vou torturar sim, já que não posso nomear. Black Ustra”, disse o presidente da Fundação Palmares. A Justiça pediu explicações. Camargo apagou a publicação. Mas voltou a provocar: “Retirei a postagem em respeito à memória do coronel Brilhante Ustra. Mas torturas seguem firmes na Palmares”.

PROCURADO PELO PODER360

O presidente da Fundação Cultural estava viajando durante a apuração desta reportagem. Compareceu a eventos conservadores no Sul do país e não respondeu aos contatos do Poder360. Sua assessoria e chefia de seu gabinete na Palmares tampouco sinalizaram resposta.

Sérgio passou esta semana menosprezando o Dia da Consciência Negra e fez uma espécie de contagem regressiva com motivos pelos quais acha a data vergonhosa. Na véspera, disse que o 20 de Novembro “será um dia especial para a ínfima minoria de negros que têm sua consciência dominada pela esquerda. Mas um dia normal na vida de milhões de brasileiros que têm consciência humana, não cultuam o ressentimento nem se vitimizam”.

Sérgio participou de eventos conservadores no Sul do país. *

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