O PRIMEIRO AMOR A GENTE NUNCA ESQUECE

RETORNANDO DE ONDE NUNCA SAIU

 

A reaproximação de Bolsonaro com o PSL tornou-se mais efetiva depois de um telefonema dado por ele ao presidente da legenda, Luciano Bivar, há duas semanas. O contato foi revelado pelos jornalistas Paulo Cappelli e Naira Trindade, no jornal O Globo:

“Isso ficou muito feio, soubemos desse movimento pela imprensa”, critica Olimpio.

O rompimento entre Bolsonaro e o PSL aconteceu depois que, no ano passado, ele criticou várias vezes a legenda e tentou assumir o controle. Não teve sucesso e saiu do partido em novembro, anunciando a criação de uma nova agremiação política, Aliança pelo Brasil. A ideia não saiu do papel. Desde então, parlamentares bolsonaristas e bivaristas (ligados a Luciano Bivar) convivem às turras dentro da legenda.

REPÚBLICA DO TWITTER

DEU RUIM

Segundo o Estadão,  o revés que detonou o “gabinete do ódio” no Palácio do Planalto foi o estopim para Carluxo anunciar o seu afastamento. A interlocutores, ele tem afirmado que está decidido a não concorrer à reeleição para vereador no Rio. E, ao mesmo tempo, estuda a possibilidade de morar no Texas, nos EUA, onde tem amigos. Carluxo também não descarta a possibilidade de viver em Brasília para ficar mais perto do pai, embora as recentes divergências sobre os rumos do governo o obriguem a se afastar do Planalto.

ESTÃO DIMINUINDO O CAPIM…

GADO DIMINUTO

Um ato antidemocrático organizado em frente ao Quartel General (QG) do Exército reúniu, na manhã deste domingo (12/7), cerca de duas dezenas de manifestantes. O grupo pedia uma “intervenção militar com [Jair] Bolsonaro no poder”, além da “elaboração de uma nova Constituição anti-comunista”.*

(*) Metrópolis

TRAGÉDIA SOBRE TRAGÉDIA…

Uma questão de coerência

As vítimas da falta de liderança, do despreparo e de um discurso tão negacionista quanto criminoso ultrapassam os 70 mil mortos e beiram os 2 milhões de infectados.

Na economia, a agenda de reformas dificilmente terá forças para vencer os apelos populistas que começam a conquistar a opinião pública. Perdeu-se tempo com ruídos desnecessários quando o clima para a construção de consensos era favorável.

Passados 30 dias, a Educação tem novo ministro. É o quarto em 18 meses, após demissões-relâmpago, convites desfeitos em cima do laço e a pior gestão na história da pasta.

Em que pese a maior crise sanitária em 100 anos, a Saúde está sem comando efetivo há 2 meses. Antecessores foram demitidos por se recusarem a aceitar pitacos em decisões que devem observar critérios científicos.

O Meio Ambiente é tocado por alguém que vê na comoção gerada pelo morticínio uma oportunidade para ensejar políticas avessas a tudo o que entidades ambientais defendem.

Lá se vão cinco secretários de Cultura e o chanceler solapa a imagem do país no âmbito internacional.

O combate à corrupção sofre com manobras destinadas a livrar os filhos do mandatário de investigações sobre rachadinhas, lavagem de dinheiro e disseminação de fake news para destruir reputações de jornalistas e adversários políticos.

O presidente afronta a democracia, a ciência, estimula comportamentos que colocam vidas em risco e sucumbe a pressões externas.

Os crimes cometidos por dirigentes petistas não devem ser esquecidos, mas é preciso dizê-lo: se o PT fosse responsável por um fiapo do que estamos testemunhando hoje, o país já estaria em chamas.

Nesse sentido, a pandemia colaborou com o governo. Boa parte de seus críticos atendeu aos apelos de governadores e da comunidade científica em favor do distanciamento social, o que inibiu protestos.

O retorno à normalidade, mesmo sem o anúncio de uma vacina eficaz, somado à recessão econômica, o desemprego e a conscientização de que dezenas de milhares morreram desnecessariamente poderá estimular manifestações.

Os Bolsonaros ficarão marcados por terem conduzido o país ao período mais calamitoso dos pontos de vista ético, estético, civilizatório, democrático e institucional desde o início da Nova República. A pergunta ainda sem resposta, entretanto, é se o eleitor que apertou 17 por repulsa ao 13 continua enxergando na política um jogo de soma-zero, em que os pecados de um grupo absolvem os de outro.

A renúncia ao petismo teve razão de ser. Pela mesma régua, Bolsonaro não merece outro destino.*

(*) Mario Vitor Rodrigues – Gazeta do Povo

APARANDO AS ASAS DO CAPITÃO

GABINETE DO ÓDIO

A poda que o Facebook impôs à rede do gabinete do ódio levará a investigação da usina de mentiras para a antessala do capitão. Seu assessor Tércio Arnaud Tomaz é quase uma sombra dos Bolsonaros. Ele operava as redes “Bolsonaro Opressor”. Um exemplo saído de seu conteúdo: “Para quem pede Dallagnol na PGR… O cara é esquerdista, estilo PSOL”.

Facebook liga assessor do Planalto a ataques contra opositores de Bolsonaro


Aos 32 anos, Arnaud fez uma carreira meteórica. Saiu de Campina Grande (PB) para a campanha dos Bolsonaros e dela para o Planalto. Há meses ele caiu no radar do ministro Alexandre de Moraes.

O Facebook derrubou 88 contas, e a documentação que levou a empresa a tomar essa decisão está disponível para os investigadores.*

(*) Elio Gaspari – Folha SP

IMAGINA QUEM ESTÁ PAGANDO, OTÁRIO?!

Foragida, mulher de Queiroz está recebendo auxílio emergencial

 

 

Investigada pela Justiça do Rio de Janeiro, Márcia Oliveira de Aguiar, esposa de Fabrício Queiroz, é uma das 63 milhões de pessoas que receberam o auxílio emergencial de R$ 600 mensais criado para ajudar famílias de baixa renda durante a pandemia de covid-19.

O cadastro de Márcia foi deferido pela Caixa Econômica Federal e o primeiro pagamento já foi depositado em uma conta digital aberta na Caixa em nome dela.

A confirmação do pagamento foi feita pelo Congresso em Foco por meio do telefone 111, canal da Caixa que informa o status das solicitações do benefício. A busca foi feita pelo CPF de Marcia, que está publicado nos documentos das investigações judiciais de que é alvo.

A atual esposa de Fabrício Queiroz, que foi preso no interior de São Paulo na manhã desta quinta (18), não é a única investigada no esquema de rachadinhas do gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro, com ligação familiar com Queiroz, que recebeu dinheiro do auxílio destinado às famílias carentes. Débora Melo Fernandes, ex-mulher de Fabrício Queiroz, também se cadastrou para receber o auxílio emergencial e teve a primeira parcela depositada no dia 16 de junho, em uma conta social aberta em seu nome.

O ex-marido da atual esposa de Queiroz, Márcio da Silva Gerbatim, também recebeu dinheiro do programa. No dia 25 de maio foi depositada a segunda parcela na conta poupança digital aberta em nome dele na Caixa.

O sobrinho de Marcia, Claudionor Gerbatim de Lima, também recebeu a segunda parcela do programa governamental.

A enteada de Fabricio Queiroz, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, chegou a se cadastrar no programa, mas ainda não recebeu nenhuma parcela do benefício.

Todos esses nomes são investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no caso de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual. *

(*) Erick Mota e João Frey – Congresso Em Foco

A “JUSTIÇA É CEGA”, MAS O OLFATO…

A CARTA NA MANGA DE WITZEL PARA TENTAR MELAR SEU IMPEACHMENT

Governador planeja recorrer à Justiça

Wilson Witzel guarda uma carta na manga para tentar lá na frente melar seu impeachment e obrigar o processo a recomeçar do zero.

Witzel reúne argumentos jurídicos para tentar uma liminar na Justiça do Rio contra a forma como a comissão de impeachment foi formada, sem seguir a proporcionalidade por partido na Assembleia do Rio.

Witzel pretende esperar a comissão avançar até a penúltima sessão e, faltando pouco para a votação, pedir a liminar na Justiça pela dissolução da comissão e a volta à estaca zero de todo o processo.*

(*) Guilher Amado – Época

“UM TAPINHA NÃO DOI”

Novo ministro da Educação apaga vídeo em que defende castigo físico

Após a repercussão negativa, Milton Ribeiro, o novo ministro da Educação, apagou de suas redes o vídeo em que ele defende educar crianças com castigo físico.

A gravação foi feita na Igreja Presbiteriana Jardim de Oração, há quatro anos.

No material apagado, Ribeiro diz que “um tapa de um homem ou uma cintada de uma mulher podem ser muito mais fortes que uma criança pode suportar”. Em seguida, afirma: “Não estou aqui dando uma aula de espancamento infantil, mas a vara da disciplina não pode ser afastada da nossa casa”.

“Talvez uma porcentagem de crianças muito pequenas, de criança precoce, superdotada, é que vai entender o seu argumento. Deve haver rigor, desculpe, severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: devem sentir dor.”*

(*) veja.com