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BIRUTA DE AEROPORTO

Até quando Guedes vai?

Antes da posse de Jair Bolsonaro, era comum uma aposta: quem duraria menos no governo, Sérgio Moro ou Paulo Guedes?

Isso porque logo de cara ficou evidente que o ex-juiz da Lava Jato seria diuturnamente esvaziado por Bolsonaro, que usou a operação chamariz para conseguir os votos dos antipetistas, mas não aceitaria alguém lhe fazendo sombra ou desobedecendo suas ordens.

Guedes também foi um Cavalo de Troia para o capitão. Permitiu a ele vender um discurso absolutamente desprovido de substância de que faria um governo liberal, sendo que sua prática como parlamentar sempre foi corporativista e estatista.

A própria existência de Bolsonaro só é possível porque ele e seus filhos viveram às custas do Estado, fazendo patrimônio a partir da política, usando e abusando das práticas mais atrasadas do fisiologismo, de auxílios de toda ordem a rachadinha de salários de assessores.

Mas Guedes queria reconhecimento como formulador econômico que, a seu ver, sucessivos governo, diferentes linhas de economistas e todas as instituições acadêmicas do país lhe haviam negado por décadas.

Ele caiu na conversa de Bolsonaro de que teria carta branca para sua agenda. E continua caindo, quase um ano depois de Moro já ter caído fora e caído no ostracismo e na desconstrução que o bolsonarismo destina àqueles que usa e descarta.

Mas, afinal, depois de dois anos sem privatizações, com as reformas em câmera lenta depois da da Previdência e diante dos sucessivos rompantes intervencionistas do presidente — na Petrobras, no Banco do Brasil, na Caixa, na Receita — o que ainda faz com que Guedes permaneça no governo empunhando a bandeira de um liberalismo que Bolsonaro o ignora e despreza?

O ministro espera reconhecimento. Mantém a crença de que a economia vai se recuperar em “V”, de que a vitória de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco permitirá um pacto com o Legislativo pelas reformas, que Bolsonaro compreende a necessidade do ajuste fiscal, que será possível fazer a reforma tributária e a administrativa, e que será possível contar com a consciência de senadores e deputados para a necessidade de se cortar gastos (inclusive as prometidas e anabolizadas emendas) e congelar salários de servidores.

Diante do chilique de Bolsonaro com o preço dos combustíveis e as ameaças ao presidente da Petrobras, Guedes segue tentando contemporizar. Interlocutores do ministro têm dito que “é claro que não será assim”, numa referência à ideia de congelar reajustes por dois meses, e que Castello Branco não vai deixar o comando da empresa.

É difícil saber se Guedes de fato acredita em Bolsonaro, que alguém como ele é capaz de fazer a tal mediação entre “ordem e progresso”, que ele tem algum compromisso com a democracia e com o liberalismo que ele aprendeu em Chicago ou se está tentando apenas convencer a si mesmo, para não desistir da grande chance que teve de assumir o comando da Economia do país e ser consagrado.

Sonhos todos temos. Cada um sabe da trajetória que o levou a sonhar seus sonhos. Mas viver da ilusão de que eles se tornarão realidade apenas porque nosso desejo é forte e obstinado não condiz com o escrutínio e da capacidade de enfrentar a realidade que se espera dos homens públicos.*

(**) Por Vera Magalhães – O Globo

BOLSONARISTA QI-30 DE AMEBA

Maia ajudou a montar estratégia para rifar Daniel Silveira

Interlocutor de Alexandre de Moraes, ex-presidente da Câmara conversou até com aliados de Lira para evitar ‘descontrole’

Caro leitor,

Prestes a sair do DEM, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ) ajudou a alinhavar a saída política que pode evitar, nesta sexta-feira, 19, o agravamento da crise com o Supremo Tribunal Federal após a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), determinada na terça-feira, 16, pelo ministro Alexandre de Moraes. Nos bastidores, Maia passou a conversar naquela mesma noite com líderes e presidentes de partidos e disse que, se a Câmara não agisse agora com rigor para conter o extremismo, a situação ficaria “descontrolada”, podendo ter reflexos até mesmo na disputa de 2022.

Interlocutor de Moraes, o ex-presidente da Câmara avisou aos pares que livrar Silveira da prisão representaria um suicídio para a Câmara porque a decisão do magistrado seria confirmada no dia seguinte pela Corte. Previu até mesmo o placar: 11 a zero. Maia argumentou que a Câmara precisava dar uma resposta dura para impedir a continuidade de uma guerra promovida por “lunáticos” bolsonaristas contra o Congresso e o Supremo, com riscos imprevisíveis para 2022, quando o presidente Jair Bolsonaro pretende concorrer a um segundo mandato.

Mesmo derrotado na eleição para o comando da Câmara, com o revés sofrido por seu candidato Baleia Rossi (MDB-SP), Maia continua a ter influência na Casa. No dia 17, por exemplo, recebeu uma ligação do presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), avalista da vitoriosa candidatura de Arthur Lira (AL). Até então, o Progressistas articulava uma estratégia, juntamente com outros partidos do Centrão, com o objetivo de angariar votos para salvar o aliado de Bolsonaro.

Maia não falou com Lira, mas, a partir do diálogo com Ciro, intensificou as conversas com dirigentes de partidos, a fim de construir um campo de apoio à decisão de Alexandre de Moraes, circunscrevendo o escândalo ao próprio Silveira, classificado como “extremista” e “maluco” até por colegas. No vídeo em que ameaçou os ministros do STF, o deputado não poupou ofensas aos magistrados, falou em venda de sentenças e sugeriu até “surra” com um “gato morto” no ministro Edson Fachin. “Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de 11 novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí”, afirmou Silveira na gravação.

A ideia da cúpula da Câmara, agora, é mostrar que o deputado tem de sofrer sozinho as consequências de seus atos, mesmo que seja com a perda de mandato, respondendo à quebra de decoro no Conselho de Ética. “É um ponto absolutamente fora da curva”, afirmou Lira, resumindo a nova estratégia. A frase foi repetida nesta sexta-feira, 19, na abertura da sessão da Câmara para decidir o destino de Silveira.

Além disso, como revelou o Estadão, a equipe econômica se mobilizou para impedir que o imbróglio político prejudique votações importantes em um momento de crescentes dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus. Estão nessa lista a reedição do auxílio emergencial e medidas de ajuste nas contas públicas.

“Não podemos permitir que grupos bolsonaristas continuem perpetuando a ideia de fechamento de instituições como o Congresso Nacional e o Supremo”, escreveu Maia no Twitter. “Tolerância com intolerantes nos leva no sentido contrário e a história já mostrou isso”.

Amigo de Bolsonaro, Silveira já responde a dois inquéritos no Supremo, ambos conduzidos por Moraes. Um deles apura a disseminação de fake news e o outro, o financiamento dos atos antidemocráticos que, no ano passado, pediram o fechamento do Congresso e do Supremo.

Nas redes sociais, porém, o deputado tem recebido apoio de militantes radicais bolsonaristas, que também criticam os militares do governo. As hasthags #DanielSilveiraLivre e #STFVergonhaNacional estão entre os principais assuntos do Twitter nesta sexta-feira, 19, ao lado de um bombardeio na direção de Lira, que parece ter herdado os ataques dirigidos a Maia nos últimos anos. *

(**) Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

ONDE A BOÇALIDADE CAMPEIA

A GOIABICE DA SEMANA

Jair Bolsonaro, essa inteligência rara, deu piti no início desta semana acusando o Facebook de bloqueá-lo e defendendo aumento de tributação para as “big techs” no Brasil. O presidente tinha pedido ao seu rebanho, ops, aos seus seguidores que abastecessem os carros com 100 reais, fotografassem a nota fiscal e postassem nos comentários de seu perfil no FB, para questionar o ICMS cobrado pelos estados — mas ninguém estava conseguindo. Depois se descobriu que a tal “censura” de Mark Zuckerberg era apenas a configuração do próprio perfil de Bolsonaro, que não permitia aos leitores a postagem de fotos nos comentários.

Como já escrevi por aqui — acho que a frase é de Millôr Fernandes, mas não consegui confirmar os dizeres exatos —, que gigantesco erro da natureza é a burrice não doer. Num mundo justo, ela doeria mais que pedra no rim.*

(*)  Ruy Goiaba – Crusoé

MILICIANO DE ESTIMAÇÃO

Silveira virou uma espécie de preso-ostentação

Admita-se que o Supremo quis dar uma demonstração de força ao confirmar a tranca de Daniel Silveira por um placar de 11 a zero. Neste caso, as togas precisam explicar ao país por que permitiram que o deputado brutamontes transformasse sua cana num processo de avacalhação da supremacia da Suprema Corte.

O preso não está atrás das grades. Encontra-se numa sala. Beleza. Ordenou-se que fosse transferido da Superintendência da Polícia Federal para o batalhão da Polícia Militar no Rio, uma hospedaria mais ao gosto do ex-PM Silveira. Chegou-se a um arranjo mosqueteiro, do tipo um por todos, todos por hummmm!!!

Na saída da PF, soube-se que o detento dispunha de celular —não um, mas dois aparelhos. Espanto! Na chegada à PM, passeou pelo pátio do batalhão. Foi filmado contracenando com apoiadores no portão. Estupefação!!

O preso vociferou para os seus seguidores: “Vocês vão saber a verdade. Eu vou mostrar para o Brasil quem é o STF.” Numa evidência de que há males que vêm para pior, foi ovacionado.

Tudo isso depois de ter provocado um sururu institucional com a divulgação do vídeo em que defendera a destituição de todos os ministros do Supremo e enaltecera o AI-5, principal torniquete da ditadura.

A reputação dos políticos profissionais é a soma dos palavrões que eles inspiram nas esquinas, salas e botecos. O conceito de Daniel Silveira também pode ser aferido pelos palavrões que ele mesmo pronuncia.

“Folgada pra caralho”, disse o deputado, por exemplo, em reação a uma policial que insistia para que usasse máscara no IML, onde fez exame de corpo delito. “E se eu não quiser botar?”, ralhou.

Com o dedo e a língua em riste, Silveira prosseguiu: “Se a senhora falar mais uma vez eu não boto. Respeite! (…) Não está falando com vagabundo, não. A senhora é policial civil, eu também sou polícia, e aí? Sou deputado federal, e aí?”.

Sobre esse episódio, a Polícia Civil do Rio escreveu em nota oficial que não enxergou desacato. “A Secretaria de Estado de Polícia Civil esclarece que não foi dada voz de prisão por desacato ao deputado pela perita, nem pelos policiais federais, por entenderem que não houve ofensa aos agentes da lei.”

Ficaram entendidas duas coisas: 1) Todo cidadão que for preso na cidade do Rio de Janeiro está autorizado a achincalhar os policiais. Liberou-se o desacato à autoridade. 2) Quando a avacalhação ocorre no cumprimento de mandado de prisão expedido pela instância máxima do Judiciário, os brasileiros ficam autorizados a enxergar no vocábulo “Supremo” um outro nome para Casa da Mãe Joana.*

(*) Josias de Souza
Colunista do UOL

AINDA ESTÁ MUITO BEM NA FITA

Rejeição ao trabalho de Bolsonaro é de 48%, diz pesquisa

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O trabalho realizado pelo presidente Jair Bolsonaro é considerado “ruim ou péssimo” por 48% dos brasileiros. Segundo a pesquisa PoderData, realizada de 15 a 17 de fevereiro de 2021, a rejeição ao trabalho de Bolsonaro foi a mesma de junho de 2020. Há 15 dias, a desaprovação era de 41%. Consideram o trabalho do mandatário “regular”, 18% da população. Já os que “ótimo/bom”, somam 31%.

A rejeição ultrapassa os 50% em todas as faixas de renda acima de dois salários mínimos. Nas demais faixas, a reprovação também está acima dos que consideram o trabalho de Bolsonaro “ótimo/bom”.

Entre os que estão desempregados ou não têm renda fixa, 44% classificou como “ruim/péssimo”, e entre a faixa da população que recebe até dois salários mínimos, 47% rejeitam o trabalho do presidente.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360, divulgada em parceria com o Grupo Bandeirantes. Foram realizadas 2.500 entrevistas em 457 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.*

(*) Por Gazeta do Povo

PILANTRA PRESSIONANDO PILANTRAS

Presidente da bancada evangélica não responde a “ameaça” de Malafaia sobre caso Silveira

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O deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), presidente da bancada evangélica do Congresso Nacional, optou por não se manifestar a respeito das declarações do pastor Silas Malafaia, que na tarde desta quinta-feira (18) ameaçou os deputados religiosos que votarem a favor da continuidade da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

“Alerta à Frente Parlamentar Evangélica! Deputado evangélico que votar em favor dessa aberração jurídica de manter um deputado preso por suas falas, vou denunciar aos evangélicos, para nunca mais ser votado por nós”, publicou Malafaia em seu perfil no Twitter.*

(**) Por Olavo Soares – Gazeta do Povo

DANÇANDO NA PROA DO TITANIC

Candidato para que? Para nada

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Sergio Moro, Luciano Huck, João Doria, Eduardo Leite, Ciro Gomes, Lula (ou o genérico Haddad), Hamilton Mourão, todos são apontados como possíveis candidatos à sucessão do presidente Bolsonaro. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas para que querem ser presidentes? Que é que propõem?

O mais conhecido é Lula. Como pretende enfrentar problemas reais como a alta da dívida interna, estatais que vivem no prejuízo, Previdência drenando o Orçamento, indústria em queda? Que fará com os militares que gostaram de ocupar cargos no Governo e se entopem de picanha e cerveja importada?

Huck, que sugere? Não disse ainda. OK, Armínio Fraga é seu assessor de Economia – mas e daí? Guedes é o de Bolsonaro. Que pensa sobre a China e os Estados Unidos? Como vê as questões da Amazônia e do Pantanal?

Doria se apresenta como administrador. Mas o presidente tem de liderar o país. Que rumo quer seguir? O gaúcho Eduardo Leite, também tucano, que pensa de política internacional? E do papel da indústria?

Ciro é conhecido. Mas é estatizante ou não? Esquerda ou direita?

Moro gostaria de liderar uma cruzada contra a corrupção? Ótimo. E como lidar com pressões internacionais? Que sugere para o meio-ambiente?

Mourão, excetuando-se a educação mais aprimorada e o bom-senso, em que difere de Bolsonaro, de quem é vice? Manteria a pletora de militares no Governo ou se arriscaria a afastá-los, reduzindo seus rendimentos mensais?

São outros R$ 500

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Os cálculos mais apurados apontam que a argumentação do Governo para conquistar o apoio do Centrão girou por volta de R$ 3 bilhões – fora cargos e eventuais ministérios. O Centrão garantiu a vitória bolsonarista na escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, com a misteriosa parceria de partes do PSDB, DEM e PT. Mas outras votações, ao que parece, não fizeram parte das negociações comandadas pelo general Luiz Eduardo Ramos, secretário do Governo. Há fortes resistências no Centrão ao decreto de Sua Excelência que facilita o comércio de armas e dificulta a identificação da munição. De duas, uma: ou se abre nova negociação ou o Governo vai ficar a descoberto.

Mark Twain revisitado

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Samuel Langhorne Clemens, “Mark Twain”, grande escritor americano, disse certa vez: “Temos o melhor Congresso que o dinheiro pode comprar”. Jamais repetiria essa frase se fosse brasileiro. Mas talvez escrevesse algo parecido: “Temos o melhor Congresso que o dinheiro pode alugar”.*

(**) Coluna Carlos Brickmann

ZORRA TOTAL

Prisão de Daniel Silveira dificilmente se sustentará do ponto de visto jurídico

Briga de família fica gente baleada.

Como já registramos, o plenário do STF tende a referendar na tarde de hoje a decisão de Alexandre de Moraes de mandar prender o deputado bolsonarista Daniel Silveira. Amanhã, os deputados deverão analisar o caso em plenário, mantendo ou não o colega na cadeia.

No fim das contas, a decisão será política. Do ponto de vista jurídico, há inúmeras contestações — aproveite e leia o texto de Mario Sabino “O vídeo de Daniel Silveira atenta contra a democracia, mas a sua prisão também”.

Em tese, pela Constituição, um parlamentar só pode ser preso quando há crime em flagrante e inafiançável. Como o alegado flagrante não é flagrante, do ponto de vista técnico, e emitir opiniões, por piores que elas sejam, não é crime inafiançável, professores de Direito e até juízes auxiliares do STF (em privado) dizem que não há, portanto, como a decisão de Moraes se sustentar juridicamente.

Felipe Fonte, que já atuou no STF e hoje é procurador do Estado do Rio de Janeiro, advogado e professor de direito constitucional da FGV Direito Rio, escreveu no Twitter:

“Dois errados não fazem um certo. A solução é retirar o vídeo da internet, o que poderia ter sido feito sem alarde. Em seguida, solicitar abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.”

Samuel Fonteles, que é promotor de Justiça em Goiás e mestre em direito constitucional, também se manifestou publicamente, escrevendo no Twitter que deputados federais, pela Constituição em vigor, são “criminalmente imunes”.

“O fato é atípico. E não há prisão ‘em flagrante’ de fato atípico. O correto é a perda do cargo, por quebra de decoro parlamentar, na modalidade de abuso das prerrogativas.”

O juiz Guilherme Weber, de Sergipe, ironizou, na rede social, a decisão de Alexandre de Moraes.

“Mandado de prisão em flagrante? Morro e não vejo de tudo…”, escreveu. “Preciso ressaltar aqui uma obviedade: mandado de prisão só possui utilidade pros casos em que só a autoridade judicial pode determinar a custódia (‘o juiz manda prender Fulano…’). Se no flagrante qualquer do povo pode prender, é óbvio que nesses casos o mandado não tem valia”, acrescentou.*

(*) Mário Sabino – O Antagonista