CASAL 20

Márcia tem mandado de prisão domiciliar expedido e colocará tornozeleira em até cinco dias

Mulher está com Queiroz em casa após mais de 20 dias foragida, mas o mandado ainda não ainda não havia sido apresentado

A Justiça do Rio intimou Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, a colocar tornozeleira eletrônica. A notificação foi feita nesta terça-feira, 14, e ela tem até cinco dias úteis para comparecer ao local em que colocará o adereço. Márcia está com o marido em prisão domiciliar desde o fim de semana passado, depois de ter passado mais de 20 dias foragida. O mandado, contudo, só foi expedido hoje.*

(*) Caio Sartori/Estadão/RIO

FELIZMENTE, A EMA ESTÁ BEM…

Bolsonaro é bicado por emas no Palácio da Alvorada

Interagir com os bichos tem sido uma das distrações de Bolsonaro, que está isolado na residência oficial desde que foi diagnosticado com covid-19

 O presidente Jair Bolsonaro em frente ao Palacio da Alvorada , alimenta as emas. Uma delas bicou o presidente Bolsonaro que continua em isolamento apos ser diagnosticado com COVID 19 FOTO GABRIELA BILO/ ESTADAO

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro foi atacado por uma ema enquanto tentava alimentar os animais na tarde desta segunda-feira, 13, no Palácio da Alvorada. A imagem da “bicada” foi captada por fotógrafos e cinegrafistas.

Interagir com as emas tem sido uma das distrações de Bolsonaro, que está isolado na residência oficial desde que foi diagnosticado com o novo coronavírus, na segunda-feira passada, 6.*

(*) Anne Warth, O Estado de S.Paulo

NUM MATO SEM CACHORRO

Hora do toque de retirada

O generalato sabe o que fez nas quatro estações eleitorais de 2018

Há 40 anos, Lei da Anistia preparou caminho para fim da ditadura ...

Pode-se criticar o tom do comentário, mas o juiz Gilmar Mendes tem razão na essência da crítica ao envolvimento das Forças Armadas, sobretudo o Exército, na anarquia governamental de Jair Bolsonaro.

O erro original foi cometido na campanha de 2018, quando o então deputado, ex-capitão-paraquedista, informou ao Forte Apache — o QG do Exército em Brasília— sobre o plano de saltar da planície política para o topo do poder no Planalto.

Um dia, talvez, seja resgatada a memória das conversas e a extensão do respaldo do comando do Exército ao candidato. Sabe-se que nem tudo obedeceu ao protocolo, mas há reconhecimento da eterna gratidão do beneficiário em discurso: “Obrigado, comandante (Eduardo) Villas Bôas. O que nós já conversamos morrerá entre nós. O senhor é um dos responsáveis por (eu) estar aqui.”

O generalato sabe o que fez nas quatro estações eleitorais de 2018 ao abstrair o passado do ex-capitão, preso e processado por anarquia pelo Exército 33 anos antes, por um plano de bombas na Vila Militar, no Rio.

O projeto era reescrever o passado, a história do regime militar de 1964, numa nova hegemonia fardada, com aumento do orçamento total (de 1,5% para 2% do PIB). Permitiu-se a Bolsonaro enquadrar o governo numa moldura militarista e transformar as Forças Armadas em peças do seu jogo predileto, a confusão institucional. É eloquente a imagem do comício no portão do Forte Apache, com o presidente incitando aliados que pediam o fechamento do Congresso e do Supremo.

O resultado está na ocupação da Saúde, com laboratórios militares (R$ 520 milhões para produzir 1,2 milhão de doses de cloroquina) engajados na politização de um vírus, moldada para a campanha de reeleição.

Pode-se ver exagero do juiz Gilmar Mendes ao dizer que “o Exército está se associando a esse genocídio” (o desgoverno na pandemia). Se há crime — no caso, gravíssimo — será revelado em breve. Nada oculta o óbvio: as Forças Armadas se meteram numa confusão institucional com Bolsonaro. É hora do toque de retirada.*

(*) José Casado – O Globo

O RESPONSÁVEL POR TUDO ISSO É O CARIOCA

Crivella, um negacionista mascarado

Obediente a Bolsonaro, de cujo apoio precisa para reeleger-se, prefeito do Rio abriu quase tudo na cidade

 

Como tem feito desde que assumiu o cargo, o prefeito Marcelo Crivella aproveitou a pandemia para dar prosseguimento ao projeto de descuidar da população e de servir a outros interesses. Ele faz tudo o que seu mestre mandar. Só mudou quem diretamente está dando as ordens no momento. O líder neopentecostal Edir Macedo, tio de Crivella, recolheu-se à sombra, para que Bolsonaro assuma o primeiro plano.

Para que a vassalagem ficasse completa, ficou faltando apenas que Crivella apresentasse um atestado de que contraiu a Covid-19 e corresse para se automedicar com cloroquina. Mas ele, obediente subalterno do esquema, age disfarçado. Usa máscara e se esforça para passar a impressão de combate à doença.

No entanto, sua prática é negacionista: abriu quase tudo na cidade, mesmo diante das evidências de que o coronavírus não desapareceu —muito pelo contrário. Sem ter como fiscalizar o cumprimento de protocolos sanitários (que apelidou de “regras de ouro”, como se fosse uma gincana), o prefeito decretou a avacalhação que está em curso.

Com a popularidade em baixa e tentando um segundo mandato, transformou a entrega de tomógrafos e respiradores em atos de campanha. Ainda criou um cartão de auxílio-merenda para alunos da rede pública, no valor de R$ 50. “Estamos universalizando a alimentação de nossas crianças”, discursou o bispo licenciado da Igreja Universal.

O jeito é esperar as eleições de novembro para saber como andará a força do bolsonarismo no Rio.*

(*) Álvaro Costa e Silva – Folha SP – Rio

PARABÉNS, COVIDÃO!

Justiça derruba liminar que obrigava planos a cobrir teste sorológico

TRIBUNA DA INTERNET | Alerta ao consumidor: quem tem de pagar ...

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) derrubou na Justiça a liminar que obrigava os planos de saúde a cobrir o teste sorológico para covid-19.

O exame identifica a presença de anticorpos IgA, IgG ou IgM no sangue dos pacientes expostos ao vírus.

A inclusão dos exames no rol de procedimentos obrigatórios para planos de saúde aconteceu no fim de junho, em cumprimento a uma decisão judicial.

A decisão foi tomada pelo Desembargador Federal Leonardo Augusto Nunes Coutinho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.*

(*) Patrick Mesquita
Do UOL, em São Paulo

TUDO PELA PÁTRIA AMADA

Bastidores: Militares querem Pazzuelo na reserva ou fora do Ministério da Saúde
Pasta vai completar 60 dias sem titular e não há nenhum movimento do presidente Jair Bolsonaro em busca de um novo nome; militares não querem misturar o seu papel com o do governo

BRASÍLIA – O incômodo nas Forças Armadas com críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sobre a militarização do Ministério da Saúde não significa que os oficiais estejam confortáveis com a presença do general Eduardo Pazuello no comando da pasta.

O ministro tem sido orientado a ir para reserva caso queira continuar como interino na pasta da Saúde ou deixar o cargo se a opção for permanecer como militar da ativa. A mesma recomendação foi dada ao ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). Os militares não querem misturar o seu papel com o do governo e, por isso, estão muito incomodados com o tempo que Pazuello já ocupa a pasta da Saúde, 59 dias.

Inicialmente não havia problemas porque se esperava que o presidente Jair Bolsonaro nomeasse rapidamente o substituto de Nelson Teich. Mas amanhã serão completados 60 dias sem titular e não há nenhum movimento do presidente em busca de um novo nome. Bolsonaro já disse, contudo, que não irá manter Pazuello no comando do ministério.

“É um nome que não vai ficar para sempre, está completando três meses como interino e já deu uma excelente contribuição para nós”, afirmou Bolsonaro em entrevista a emissoras de TV no Palácio da Alvorada na semana passada. Na mesma ocasião, o presidente disse estar com o novo coronavírus.

O País já acumula mais de 72 mil óbitos e 1,8 milhão de contaminados. Depois das saídas dos médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, Pazuello – militar da ativa especializado em questões logísticas – assumiu interinamente o ministério.

Foi na gestão de Pazuello que o Ministério da Saúde mudou a orientação sobre o uso da cloroquina, passando a recomendar o medicamento desde o início dos sintomas do novo coronavírus. A droga, no entanto, não tem a eficácia comprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, ao menos 20 militares, sendo 14 da ativa, ocupam cargos estratégicos no Ministério da Saúde.

Numa ‘live’ no fim de semana, Gilmar Mendes afirmou que o Exército está se associando a um “genocídio”, em referência à crise sanitária instalada no País em meio à pandemia de covid-19, agravada pela falta de um titular no Ministério da Saúde.

Em resposta, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, anunciou nesta segunda-feira, 13, que vai encaminhar uma representação à Procuradoria-Geral da República contra o ministro. A nota foi assinada em conjunto com os comandantes do Exército, general Edson Pujol, da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior, e da Aeronáutica, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez.

No domingo, 12, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, procurou seu colega de Corte para tentar colocar um ponto final na crise. Gilmar afirmou ao Estadão que não fala mais no assunto.*

(*) Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

CARLUXO É MUITO SENSÍVEL

Ex-assessor de Carlos Bolsonaro é oficializado na presidência da Funarte

O ex-assessor Luciano Querido, que trabalhava para o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi nomeado pelo governo como presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A nomeação está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 13, e foi assinada pelo ministro chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Formado em Direito e técnico em TI (tecnologia da informação), Querido já estava comandando interinamente a entidade desde maio.

O histórico profissional da família do novo presidente da Funarte desperta atenção. Segundo levantamento do Globo, a esposa de Querido, Luciana Barbosa, foi lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Os filhos dela e enteados de Querido, Allan e Isabella Alves Miranda Bastos, também foram empregados nos gabinetes de Jair e Carlos Bolsonaro, respectivamente.*

(*) Estadão

MATANDO O MENSAGEIRO

Governo exonera responsável por monitoramento da Amazônia no Inpe

Petição pede boicote de supermercados alemães ao Brasil por ...

Na esteira da divulgação de alertas para taxas recorde de desmatamento na Amazônia, o governo exonerou, nesta segunda-feira, 13, a pesquisadora responsável pelo trabalho de monitoramento do devastação florestal no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão que emite os alertas.

Na sexta-feira, 10, o Inpe atualizou em seu site os dados referentes ao desmatamento da Amazônia em junho, que apontaram que a região teve a maior devastação para o mês em cinco anos. O dado veio na mesma semana em que o governo tentava acalmar os ânimos de investidores que ameaçam retirar recursos se não houver melhora na política ambiental.

A exoneração foi assinada pelo ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, pasta à qual é vinculada o Inpe, e publicada no Diário Oficial da União desta segunda. O motivo ainda não foi esclarecido pelo governo. A pesquisadora Lubia Vinhas era coordenadora-geral de Observação da Terra do Inpe, departamento responsável pelos sistemas Deter s Prodes, que acompanham o desmatamento da Amazônia. O movimento é parecido com o da exoneração do ex-diretor no Inpe Ricardo Galvão logo após a repercussão de dados preocupantes do desmatamento na Amazônia em agosto de 2019. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro chegou a contestar os dados do órgão e fez acusações contra Galvão pelos alertas de desmatamento do Inpe.*

(*) Equipe BR Político – Estadão