“MEU GAROTO!”

A denúncia que tardava

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Em meados de 2005, pouco depois de o então deputado federal Roberto Jefferson revelar a existência de um esquema de suborno de parlamentares com dinheiro público para aprovar projetos de interesse do governo do presidente Lula – o escândalo do mensalão, assim chamado pela frequência dos pagamentos -, veio à tona a denúncia de que, em 1998, a campanha à reeleição do então governador tucano de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, desviou R$ 3,5 milhões (ou R$ 9,3 milhões em valores atualizados) de duas empresas estaduais, Cemig e Copasa, além do banco oficial Bemge. Inevitavelmente, o esquema ficou conhecido como mensalão mineiro. Apesar das diferenças entre os dois casos, o nome pegou porque o seu pivô era o mesmo, o publicitário Marcos Valério de Souza. Tanto que, em 2007, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando Silva, afirmou que o mensalão mineiro foi o “laboratório” do similar federal.

De fato, Valério tomou empréstimos bancários e transferiu os respectivos valores para o caixa da campanha de Azeredo. Depois, saldou as dívidas com recursos das citadas estatais, destinados, no papel, ao patrocínio de eventos esportivos. No mensalão propriamente dito, o publicitário branqueava o dinheiro público desviado para as suas empresas mediante a contratação de empréstimos bancários fictícios. Na última sexta-feira, Azeredo foi denunciado pelo atual procurador, Rodrigo Janot, por peculato e lavagem de dinheiro. Numa iniciativa incomum, ele pediu 22 anos de prisão para o político. Por sinal, absurdos 16 anos se passaram desde os fatos e mais de 4 desde que o ministro Joaquim Barbosa, o primeiro relator da matéria, defendeu a abertura de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os acusados detentores de foro privilegiado. Azeredo, atual deputado federal e ex-presidente do PSDB, compara-se ao ex-presidente Lula, que ficou fora da Ação Penal (AP) 470. “Eu também não posso ser responsabilizado.”

Pode sim, porque neste caso há provas “absolutamente suficientes”, sustenta Janot, de que o governador em busca do segundo mandato “participou decisivamente” da operação de desvio de dinheiro do Estado, cuja lavagem “teve a participação direta, efetiva, intensa e decisiva” de Azeredo. Além disso, existem evidências de relacionamento próximo entre o tucano e o publicitário. Entre julho de 2000 e maio de 2004, eles se falaram por telefone pelo menos 57 vezes. Na sua petição de 84 páginas, o procurador compara Azeredo não a Lula, mas ao ex-ministro José Dirceu, que divide com Valério o pódio dos principais condenados do mensalão e celas separadas no Presídio da Papuda, no Distrito Federal. Assim como o “capitão do time” do governo Lula, Janot argumenta, Azeredo cuidou de se preservar, “nunca se pondo ostensivamente à frente do esquema e permanecendo em segundo plano, em clara tentativa de ocultar sua participação nos delitos”.

Ele tem 15 dias para apresentar as alegações finais em sua defesa. Depois, em data ainda indefinida, o ministro Luís Roberto Barroso, relator da respectiva ação penal, de número 536, encaminhará o seu parecer ao plenário da Corte. Outra AP, a 606, tem como réu o senador Clésio Andrade, do PMDB, companheiro de chapa de Azeredo em 1998. A extrema lentidão do processo salvou a pele de outro denunciado, nesse caso por peculato e formação de quadrilha, o então petebista Walfrido dos Mares Guia, vice-governador de Minas na gestão do tucano e, mais tarde, duas vezes ministro no governo Lula. Ele se safou por ter completado 70 anos em novembro de 2012. A partir dessa data, o prazo para a prescrição dos crimes de que foi acusado caiu à metade – e já se esgotou. Em abril, pelo mesmo motivo, o tesoureiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão, poderá requerer a alforria. Marcos Valério enfrenta no STF uma ação civil por improbidade administrativa; a ação por peculato e lavagem corre numa vara criminal de Minas, porque o processo foi desmembrado.

O essencial, a esta altura, é recuperar o que for possível do tempo desperdiçado. Os mensaleiros de Brasília, com a exceção de Roberto Jefferson, já cumprem as suas penas. O julgamento dos seus precursores ainda nem começou.*

(*) Estadão

FARINHAS DO MESMO SACO – PODRE!

O CHAMADO “MENSALÃO MINEIRO”: EDUARDO AZEREDO PENSA EM RENUNCIAR

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O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) cogita de renunciar ao cargo nos próximos dias ou mesmo nas próximas horas.

Acusado de beneficiar-se de um esquema ilegal de financiamento de campanha na tentativa de se reeleger governador do Minas em 1998 — impropriamente chamado de “mensalão mineiro”, por não se tratar de nada parecido ao mensalão do PT –, Azeredo foi denunciado no dia 7 passado, sexta-feira, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob a acusação de peculato e apropriação indébita.

O chefe do Ministério Público pediu pena de 22 anos de prisão para o ex-governador e mais uma multa de 451 mil reais.

Azeredo cogita renunciar por suas razões:

1. Ele afirmou a pessoas próximas que, sem o mandato, se sentiria mais à vontade para defender-se no processo, em que alega inocência.

2. Com isso, além do mais, deixaria de ser uma pedra no caminho da campanha do presidenciável tucano Aécio Neves (MG).*

(*) Blog do Ricardo Setti.

VELA E CAIXÃO

Na 2ª chance, Câmara cassa mandato de Natan Donadon

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Preso há quase oito meses por desvio de recursos públicos, Natan Donadon (ex-PMDB-RO) teve seu mandato cassado na noite desta quarta-feira (12) pela Câmara dos Deputados, por ampla margem.

O mesmo grupo de 512 deputados federais que o havia absolvido em agosto, em votação secreta, adotou postura diferente agora, na primeira vez que o Congresso analisou a perda de mandato de um congressista em votação aberta. Foram 467 votos pela cassação –210 a mais do que o mínimo necessário, que é 257–, e nenhum pela absolvição. Em agosto, houve 131 votos pela absolvição.

Nesta quarta, só o deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA) apertou o botão da abstenção. Em agosto, foram 41. “Não me sinto confortável em condenar alguém se estou condenado”, disse Bentes, que recorre de condenação por, segundo a acusação, ter trocado laqueaduras por votos.*

(*) MÁRCIO FALCÃO – RANIER BRAGON – FOLHA DE SÃO PAULO

Déjà vu

Defesa de Azeredo imita estratégia de Lula e diz que ele ‘não sabia’

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Advogado de ex-governador de Minas afirma que réu foi alvo da ‘falta de lealdade’ de tesoureiro da campanha à reeleição na época do escândalo

Eduardo Azeredo deverá ser julgado neste semestre pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). No processo, o Ministério Público Federal acusa o deputado de envolvimento com peculato e lavagem de dinheiro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sugeriu que o STF fixe como punição uma pena de 22 anos de cadeia e uma multa de mais de R$ 400 mil.

“Eduardo (Azeredo) não tem nada a ver com isso (com as irregularidades). Não mandou dinheiro para ninguém. Não sabia de nada de dinheiro de campanha. Nada, nada. Ele deu uma procuração para o Cláudio Mourão fazer tudo”, disse Grossi, numa referência ao então tesoureiro da campanha de Azeredo à reeleição ao governo de Minas Gerais.

A estratégia da defesa do deputado é semelhante à utilizada no caso do mensalão federal para isentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de eventuais responsabilidades. Apesar de personagens centrais do governo do petista, como o ex-ministro José Dirceu, terem sido condenados pelo STF por envolvimento com o esquema, o ex-presidente sequer foi processado. Na ocasião, foi difundida a ideia de que ele não sabia de nada.

A defesa de Azeredo também sustenta que ele não tinha conhecimento das irregularidades. Em dezembro de 2009, quando o plenário do STF aceitou a denúncia do Ministério Público Federal e determinou a abertura de um processo criminal, o advogado Grossi disse que o comitê de campanha eleitoral do tucano era administrado por Cláudio Mourão, que teria recebido uma procuração pública de Azeredo.

Na ocasião, o advogado acusou Mourão de ter faltado com lealdade para com o deputado. “Essa é a conduta do responsável pela organização financeira do então governador Eduardo Azeredo e, lamentavelmente, essa não é a primeira e nem será a última vez que ocorre com a humanidade”, disse.

Mas, para o Ministério Público, há provas da participação de Azeredo nas irregularidades. De acordo com a acusação, foram utilizados no esquema recursos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e do Banco Estado de Minas Gerais (BEMGE). Conforme o MP, o dinheiro, que teoricamente deveria servir para patrocinar eventos esportivos, era liberado em favor da empresa SMP&B, do publicitário Marcos Valério, que cumpre pena por participação no mensalão federal.

“O patrocínio dos eventos esportivos foi apenas uma cortina de fumaça, utilizada para mascarar o destino dos recursos públicos: a campanha de Eduardo Azeredo à reeleição”, argumentou Rodrigo Janot nas alegações finais protocoladas recentemente no STF.

“Ao desviar recursos públicos, Eduardo Azeredo pretendeu, ao fim e ao cabo, praticar mais um episódio de subversão do sistema político-eleitoral, ferindo gravemente a paridade de armas no financiamento das despesas entre os candidatos, usando a máquina administrativa em seu favor de forma criminosa e causando um desequilíbrio econômico-financeiro entre os demais concorrentes ao cargo de governador de Minas Gerais em 1998”, concluiu.*

(*) MARIANGELA GALUCCI – Agência Estado

NAU SEM RUMO

Quem tem pele tem medo

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A quem interessa a ação de vândalos que destroem o que encontram pela frente e até matam de propósito ou sem querer?

Interessa a partidos de extrema esquerda. Eles querem chegar ao poder a qualquer preço.

Sem bandeiras capazes de atrair votos no curto prazo, apelam para a violência. E alguns dos seus integrantes chegam ao ponto de financiá-la.

A ação dos vândalos naturalmente interessa também a eles próprios. São pessoas despolitizadas. Muitos recebem dinheiro para fazer o que fazem.

Quanto à direita…

A direita nada teria a ganhar com a baderna. Pelo simples fato de que ela governa junto com o PT.

Nada mais parecido com um conservador do que um liberal.

Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva têm interesses comuns.

Quem chega ao poder quer conservá-lo. Se puder, não sairá dali jamais.

Por fim, a violência não interessa ao governo. Porque o ameaça e desgasta. Ele é obrigado a usar a força para tentar contê-la.

A violência que ameaça o governo, todavia, poderá ajudá-lo. Pois quem tem pele tem medo. Por que participar de passeatas me arriscando a ser agredido?

Prefiro ficar em casa acompanhando tudo pela televisão. Serei um a menos nas passeatas.

O governo agradece.

Em tempo: cerca de 20 mil militantes do Movimento dos Sem Terra marcharam, ontem, pela Esplanada dos Ministérios. Acusaram o governo de não levar adiante a reforma agrária.

Por cautela, o Supremo Tribunal Federal suspendeu sua sessão. Na Praça dos Três Poderes, sem-terra derrubaram grades e ameaçaram invadir o Palácio do Planalto.

O Movimento é aliado do PT. Órfão de Lula.

O espetáculo de intolerância serviu para demonstrar que o uso da violência não é exclusividade dos que combatem o governo.*

(*) Blog do Noblat.

QUARTA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2014

Antiga forma

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Dia de aniversário no PT é sempre um acontecimento. Em fevereiro de 2013, com dois anos de antecedência, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva lançou a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição durante a comemoração de uma década dos petistas no poder.

Anteontem, na festa de 34 anos de vida do partido, estava previsto que Lula lançaria Dilma de novo. Mas, mudou os planos, viajou para os Estados Unidos segundo consta para “melhorar o humor” de um grupo de investidores.

Enquanto o chefe animava o auditório por lá, aqui Dilma e os companheiros faziam um ensaio geral do discurso eleitoral pintados para a guerra com a oposição. Pelo que se depreendeu do tom, aquele modelo ‘paz e amor’ que levou à vitória em 2002 está de novo trancado no armário.

Foi substituído pelo figurino mais adequado aos embates de vale-tudo. Vale inclusive – ou melhor, principalmente – adaptar radicalmente a realidade para que ela atenda da forma mais adequada às conveniências.

Embora não tenha sido essa a intenção, de maneira invertida os oradores acabaram fazendo uma reflexão no espelho. A presidente Dilma Rousseff chamou seus opositores de “caras de pau”. Ou seja, cínicos, dados à desfaçatez, a afirmar coisas que não são verdadeiras, que agridem os fatos. Mentirosos, pois.

Vamos deixar de lado águas passadas – aquelas em que um partido de oposição navegava atacando a política econômica para incorporar a mesmíssima política e ainda chamá-la de sua assim que virou governo – para nos atermos ao discurso atual do presidente do PT, Rui Falcão.

“Neopassadismo” e “novovelhismo” foram os neologismos inventados para emoldurar em sarcasmo as candidaturas adversárias, apresentadas como “farinha do mesmo saco”. Ambas, na análise de Falcão, escoradas em “dinossauros” da política, todos integrantes das “velhas oligarquias” às quais os oponentes estariam enfeitando com “paetês” e “falsas alegorias” a fim de apresentarem-se ao eleitorado como representantes da renovação.

Bem, farinha por farinha, dividiam até meses atrás do mesmo “saco” o PT e o PSB de Eduardo Campos, o destinatário “novovelhismo” no dizer da novilíngua. O tucano Aécio Neves seria o “neopassadista”.

Quanto aos dinossauros, às oligarquias e aos balangandãs nelas pendurados, se Falcão referiu-se aos avós dos dois candidatos, Miguel Arraes e Tancredo Neves, respectivamente, fez homenagem póstuma a dois personagens que fizeram cada qual à sua maneira, História.

Diferente das maneiras com que Paulo Maluf, Fernando Collor, José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e companhia protagonizam muitas histórias sob os olhares embevecidos e as palavras sempre agradecidas do PT.

Antes de finalizar mais uma vez atacando o Supremo Tribunal, no que seria acompanhado com entusiasmo pela plateia em saudação aos “guerreiros do povo brasileiros” presos na Papuda, Falcão criticou os adversários por fecharem os olhos a denúncias de corrupção.

A presidente Dilma tem razão, o caradurismo grassa.*

(*) Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

ASSIM É A VIDA DO EMPRESÁRIO CULT DO PT

Justiça bate na porta de Eike Batista, mas não encontra empresário

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SÃO PAULO – Uma oficial de Justiça foi encarregada de intimar Eike Batista, mas ainda não conseguiu localizar o empresário. Foram duas tentativas frustradas no início do mês.

A oficial afirma que foi no endereço conhecido de Eike, no bairro de Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. Com a casa fechada, a oficial foi informada por um vigia de que o empresário havia se mudado.

Com o novo endereço em mãos –localizado na mesma rua– a oficial descobriu que Eike viajou, sem previsão para retorno.

Após a segunda tentativa, a oficial devolveu o mandado à Justiça Federal, no dia 4 de fevereiro.

O documento é referente ao primeiro de três processos que acionistas minoritários da OGX Petróleo (OGXP3) ajuizaram no final do ano passado contra Eike. O empresário é fortemente criticado por ter “defendido” seu patrimônio no ano passado em meio à crise do grupo EBX.*

(*) UOL Economia

 

A PROPÓSITO

O MARGINAL QUE SOLTOU UM ROJAÕ QUE MATOU UM CONEGRAFISTA DA TV BANDEIRANTES JÁ ESTÁ PRESO, MAS MAGINAL RICO NUNCA É ENCONTRADO. POR QUÊ?*

(*) ACIR VIDAL, EDITOR DO BLOG.

FARINHA DO MESMO SACO – PODRE!

Azeredo pede para ser visto apenas como bobo

Desde que se tornou uma condenação esperando para acontecer, o deputado tucano Eduardo Azeredo vem pressionando a mesma tecla: “Eu não sabia”. Ele sustenta que seu caso é análogo ao de Lula. Em conversa com o repórter Márcio Falcão, reiterou: “Minha situação é semelhante à do Lula. Ele foi presidente e houve problema no Banco do Brasil. Corretamente, não foi responsabilizado. Eu também não posso ser responsabilizado.”

Em 2005, quando Roberto Jefferson chutou o pau da barraca, Lula foi à tevê para declarar-se “traído”. Afirmou que jamais soubera das “práticas inaceitáveis” que conspurcaram seu primeiro reinado. Governador de Minas na época em que R$ 9,3 milhões migraram de cofres públicos para as arcas do seu comitê reeleitoral, Azeredo imita Lula com uma vantagem: ele poupa a platéia do pedido de desculpas.

A exemplo do Lula de 2005, esse Azeredo de 2014 não é o político que seus eleitores supunham. Compungido, revela que esteve no Palácio da Liberdade a passeio. Tomando-o a sério, não viu a manada de elefante$ que desfilou defronte do seu nariz. Agora, pede para ser visto como bobo involuntário, não como culpado espontâneo.*

(*) Blog do Josias de Souza

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DÁ PRA LEVAR A SÉRIO?

 

Campos acerta apoio de Inocêncio à sua campanha

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Deputado diz que governador de Pernambuco acredita que situação política lhe é favorável

 

RECIFE – Apesar de acusar o governo da presidente Dilma Rousseff de ter se tornado uma “geleia” em razão das “alianças políticas conservadoras”, o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB) convocou ao seu gabinete o deputado Inocêncio Oliveira (PR), a quem pediu apoio para a campanha à Presidência e ao candidato que indicar para sucedê-lo no Palácio do Campo das Princesas. Inocêncio é tido como um político de práticas tradicionais e se enquadra no modelo conservador. Plano de governo PSB-Rede critica política atual e defende maior participação popular Em seu discurso mais forte, Eduardo Campos critica o PT e o governo Dilma Inocêncio tem 40 anos de mandatos parlamentares, e seu grupo conta com três deputados estaduais, 41 prefeitos e 225 vereadores. — Conversamos muito e ele está consciente de que vai ganhar a eleição. O momento está muito favorável a ele, que acha que Dilma não está bem, e que os protestos contra o governo podem aumentar perto da Copa do Mundo — disse Inocêncio, que integrou a base do governo Lula, mas, a exemplo do governador de Pernambuco, afastou-se do governo Dilma. — Eu estou com Eduardo para onde ele for. E ele pediu para que eu não me posicione até que decida o nome do candidato ao Palácio do Campo das Princesas para o governo estadual — afirmou o deputado. Inocêncio disse não ver nenhuma contradição entre o discurso do socialista, que preconiza uma “nova política” e a pretendida aliança com forças conservadoras como ele: — Não vejo nada de mais. O governador, em sua campanha para presidente, pode receber o apoio de quem quiser. O que vale é o nosso apoio ao documento que ele fechou com a Rede, e o apoio às suas ideias. É acatar as ideias dele, e quem quiser pode ir, aderir — disse o parlamentar, em seu escritório.*

 

(*) O Globo.