ULALÁ…

O único legado admirável da Copa da Roubalheira é Fernanda Lima

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Um colosso em duas versões: Fernanda Lima no sorteio dos grupos da Copa do Mundo e, à direita, na festa do troféu Bola de Ouro Concebida por um casal de professores de educação física, ambos gaúchos, a grande novidade da Copa do Brasil existe há 37 anos e, sem jamais ter recorrido a financiamento público, está pronta desde 1999, quando começou a frequentar programas de TV. Mas só em julho, no sorteio dos grupos realizado no litoral da Bahia, o mundo foi apresentado ao monumento que, diferentemente dos elefantes brancos disfarçados de “arenas” e das “obras de mobilidade urbana” que nunca desceram do palanque, virou o que é sem ter consumido sequer um centavo do governo.

Nesta segunda-feira, a performance da apresentadora da festa de entrega do troféu Bola de Ouro reiterou que Fernanda Lima vai muito além do padrão Fifa. O colosso admirado em todos os idiomas, à exceção do farsi, é o melhor (e o mais belo) legado da Copa da Roubalheira. Pode também ser o único.

(*) Blog do Augusto Nunes.

HERANÇA MALDITA

INDIGESTO CAVIAR

000 - - Roseana Sarney cagando
Mão no queixo, olhos fechados, rosto abaixado, a fisionomia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, ao lado da governadora Roseana Sarney enquanto ela afirmava que “o Maranhão vai muito bem”, na entrevista sobre as carnificinas nas prisões do Estado, dizia mais que qualquer palavra.

Na versão dela, a violência aumenta em decorrência da prosperidade local. Na expressão do ministro, a consciência do peso (estrito senso) de uma aliança malsã, a exposição do elo do PT com o atraso e o desconforto de calar para não desagradar ao tantas vezes celebrado clã aliado.*

(*) Dora Kramer, Estadão

O DONO DO “PUDÊ”

TROFÉU MACABRO

000 - Sarney e sua família

BRASÍLIA – Segundo a governadora Roseana Sarney e seus aliados, o problema do Maranhão é que está “mais rico”, tem o 16º PIB do país e cresceu 10,3%, a maior taxa do Nordeste. O Maranhão, porém, disputa com Alagoas o troféu de pior em tudo. Vejamos.

Feudo dos Sarney, o “rico” Maranhão tem a pior renda per capita (R$ 360) da Federação. Depois vêm Piauí e a onipresente Alagoas.

O efeito óbvio é no IDH estadual, que mede o desenvolvimento humano e o bem estar das pessoas. Aí, Alagoas “vence” e fica em último. Maranhão, em penúltimo.

Em número de miseráveis, Maranhão e Alagoas se alternam no primeiro e no segundo lugar. Pelo PNUD, a taxa de pobreza extrema no Maranhão é de 22,5%.

Saneamento e educação: 96% das casas do Maranhão não têm saneamento decente e quase um quinto dos maranhenses acima de 15 anos não sabem ler nem escrever.

E o desastre nos testes de aprendizado? Pelo Pisa, programa internacional de avaliação de estudantes, o Maranhão ficou em penúltimo em leitura, matemática e ciências, as três áreas consideradas, e só não tirou o troféu de pior do país porque foi “vencido” por Alagoas.

Não custa lembrar que educação e desempenho escolar apontam para o futuro. Ou seja: ruim está, melhor nenhum dos dois vai ficar.

Há uma diferença, entretanto, entre os lanterninhas brasileiros. Alagoas, hoje governado pelo ex-senador e ex-presidente nacional do PSDB Teotonio Vilela, é vítima de oligarquias que fatiaram aquele lindo Estado e que vêm-se alternando no poder desde sempre. Já o Maranhão é propriedade de uma única família há meio século.

Sarney carimbou seu nome em escolas, hospitais, vilas e avenidas, mas isso é só ilustração. O pior foi eleger testas de ferro para o governo: seu médico particular, seu carregador de malas… Todos comem lagosta e caviar. O Estado virou isso.*

(*) ELIANE CANTANHÊDE – FOLHA DE SÃO PAULO

E NO PAÍS DA PIADA PRONTA

Família Real Maranhense foge para o Amapá

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TERRA DE VERA CRUZ – Sob ameaça de ter seu território invadido por denúncias, a Família Real Maranhense anunciou a transferência de seus domínios para o Amapá. A decisão foi tomada pelo monarca D. José II, diante da situação insustentável criada pela princesa regente Roseana I, que abriu seguidas licitações para a reforma das capitanias hereditárias da família exatamente no meio do momento turbulento.

Antes de deixar o território maranhense, a família real salgou as terras férteis, saqueou moradias populares e incendiou o principal coreto da província de São Luís. Renomado por seu talento lietrário, D. Sarney II consultou o amigo D. Luís Inácio I, que lhe recomendou que declarasse guerra contra a imprensa.

Antes de dar início ao reinado na capitania do Amapá, D. Sarney II promulgou uma lei que conferia cinco concessões de rádio e uma concessão de TV ao príncipe Fernando I e concedia a direção do principal jornal local ao príncipe José III.*

(*) THE piauí HERALD

O BRASIL VIROU UM IMENSO MARANHÃO

MEU GAROTO

000 - Sarny-Lula bebê

Estes dois marmanjos, não sei o porquê ainda estão fora dos presídios , são da velha e da nova oligarquia, que está de tal forma contaminada pelo desdém pelas necessidades das pessoas, que só nos resta torcer por uma geração que rompa com a tradição deste atraso. Mas cadê a nova geração que até hoje não deu as caras, heim? *

(*) Acir Vidal, editor  do blog.

BRAZIL…ZIL…ZIL…

O Maranhão é aqui

000 - Roseana Sarney-Jose Eduardo Cardozo - açougue

O comando político maranhense é indefensável: nos últimos 50 anos, o Estado foi governado pela família Sarney e seus aliados. Recebeu apoio de todos os lados (de Glauber Rocha, cineasta revolucionário, dos Governos militares, que tiveram Sarney entre os mais fiéis seguidores, dos mais diversos presidentes civis – entre eles o próprio Sarney – e também de Lula e Dilma), e se mantém firme como um dos mais pobres Estados do país, apesar das boas terras e do clima favorável. É indefensável a gestão das prisões maranhenses, em ruínas, superlotadas, dominadas pelo crime organizado. E indefensável é a posição da governadora Roseana Sarney: “Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes”.

Mas o problema não é só maranhense. No Vale do Paraíba, SP, uma das regiões mais ricas do Estado mais rico do Brasil, a superlotação dos presídios faz o Maranhão parecer um hotel-fazenda. No Maranhão, faltam 3.542 vagas para presos. No Vale do Paraíba, faltam 6.778 vagas. Junte-se o forte calor à aglomeração de presos e imagine-se o nível de tensão. O presidente da Associação dos Servidores Penitenciários, Jenis Andrade, disse ao jornal Valeparaibano que o PCC comanda os presídios – crime organizado, como no Maranhão, como na maior parte do país.

O Governo diz que o problema ocorre porque a Polícia paulista “coíbe a ação criminosa”. Sim, é a Polícia que mais prende no país – mas onde colocar esses presos? Que é que se espera para enfrentar o problema?

Tem gato na tuba

tuba

Mas o caro leitor pode ficar tranquilo: na área da Justiça há pessoas preocupadas com problemas mais sérios do que a presença do crime organizado nas prisões (e fora delas), a corrupção que alimenta a entrada de armas, celulares e sabe-se lá mais o que nas celas, a violência de presos contra presos, o assédio sexual a mulheres, mães e filhas que visitam parentes na cadeia.

Agora vai: o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso proibiu, pela portaria 554, que seus funcionários alimentem os gatos que moram no prédio, sob pena de punição administrativa. Motivo: “a necessidade de prevenir e combater a proliferação de zoonoses urbanas prevalentes, como forma de promover a saúde de magistrados, de serventuários e dos usuários dos serviços prestados pelo Poder Judiciário Estadual”.

Traduzindo, gato com fome não transmite doenças.*

(*) Coluna Carlos Brickmann