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CENTRÃO DE PORTEIRA FECHADA

Roberto Jefferson diz que defende Bolsonaro ‘espontaneamente’

Em seu depoimento à PF no âmbito do inquérito das fake news, Roberto Jefferson disse que não recebe dinheiro para fazer publicações nas redes sociais e que defende Jair Bolsonaro “espontaneamente”, relata Bela Megale em O Globo.

O ex-deputado depôs em sua casa, na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ), a pedido de sua defesa, que alegou cirurgia recente.

Jefferson afirmou que não faz parte “de nenhum grupo ou movimento on-line, limitando-se a defender o presidente Jair Bolsonaro, de quem é amigo”. Também negou conhecer os demais investigados do inquérito.

O petebista declarou ainda que não recebe orientações sobre o que publicar e que suas manifestações são “fruto de leitura que faz de notícias do dia”.

AGORA COM REFORÇO DOS MÓRMONS…

Defensor da cloroquina, fundador da Wizard diz que aceitou convite para secretaria na Saúde

Carlos Wizard Martins diz ter recebido convite de ministro interino por sua experiência empresarial e defende uso profilático da cloroquina

Fundador da Wizard e à frente de outras 20 empresas, o empresário bilionário Carlos Wizard Martins afirma em entrevista à Folha de SP ter sido convidado pelo ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, para assumir o cargo de secretário de ciência e tecnologia da pasta —o qual aceitou.

“Essa semana sai no Diário Oficial da União. Mas estou indicado, e já vou me reunir com a equipe para fazer o agendamento [de ações]”, afirma.

Segundo ele, um primeiro convite ocorreu há cinco dias e foi confirmado nesta segunda (1º).*

(*) Natália Cancian – BRASÍLIA – Folha de SP

A CADA DIA MAIS CANALHA

Alheios a Lula, governadores de esquerda debatem com FHC

A discussão sobre a necessidade de criação de uma frente democrática ampla, da centro-direita à esquerda, que foi criticada por Lula na segunda-feira, terá no próximo sábado um passo significativo: num debate virtual promovido pelo Fórum pela Democracia, estarão reunidos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o ex-ministro do STF Nelson Jobim e dois expoentes de peso da esquerda: os governadores Flávio Dino (PC do B-MA) e Camilo Santana (PT-CE).

Os governadores demonstram, assim, caminhar por uma alameda diferente da do eterno chefão petista, que disse que não é “maria vai com as outras” para fazer parte de uma frente ampla que não seja liderada pelo PT. Recebeu críticas até de parlamentares de partidos de esquerda que costumam ser condescendentes com tudo que Lula diz.

Desta vez, a live tem um significado simbólico, por unir dois dos principais governadores do campo até aqui liderado pelo PT, um deles do próprio partido, a FHC, símbolo que o lulopetismo fez de tudo para destruir nos tempos de popularidade.

O fato é que os manifestos contra Jair Bolsonaro e a favor da democracia tiveram o condão de fazer com que as conversas para a criação da tal frente avançassem. Não se tem muita esperança de que ela será embrião de uma união também nas eleições, mas o que se quer é que ajude a tirar o Congresso da inércia em que se encontra diante das investidas de Bolsonaro contra as instituições. Daí porque a presença de Maia no debate também tem um peso simbólico grande.*

(*) Vera Magalhães – Estadão

QUEM O COLOCOU LÁ?

Gilmar rebate Aras sobre intervenção das Forças Armadas: ‘Viagem de lunáticos’

O ministro Gilmar Mendes deixou claro que não vê como papel das Forças Armadas uma interpretação da Constituição para definir quando um Poder invade competência do outro. Ao contrário do procurador-geral da República, Augusto Aras, que seguindo uma linha dos bolsonaristas nas redes sociais, disse que o Artigo 142 da Constituição prevê que, em caso de interferência, os militares devem garantir o “funcionamento dos Poderes constituídos”.

“Em que país do mundo as Forças Armadas são elevadas à condição de intérprete da Constituição?”, questionou o ministro durante entrevista para a GloboNews. “Pretender que a Constituição seja interpretada pelas Forças Armadas, ou que decisão do STF seja corrigida por uma interpretação das Forças Armadas me parece uma coisa fora de qualquer esquadro. Me parece uma viagem de lunáticos”, completou.

Na última segunda-feira, 1, Aras participou do programa Conversa com o Bial, da TV Globo, e deu sua interpretação para o Artigo 142. “Quando o artigo 142 estabelece que a s Forças Armadas devem garantir o funcionamento dos Poderes constituídos, essa garantia é no limite da garantia de cada Poder. Um poder que invade a competência de outro Poder, em tese, não há de merecer a proteção desse garante da Constituição. Se os Poderes constituídos se manifestarem dentro das suas competências, sem invadir as competências dos demais Poderes, nós não precisamos enfrentar uma crise que exija dos garantes uma ação efetiva de qualquer natureza” afirmou.

A mesma interpretação de Aras é defendida por parte da militância bolsonarista que clama por intervenção militar e pelo fechamento ora do Legistativo, ora do Judiciário. Dependendo de quem exerce a posição de “freios” para Jair Bolsonaro. O presidente da República também já citou o Artigo 142, no vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. “Nós queremos fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. Todo mundo quer fazer cumprir o artigo 142 da Constituição. E, havendo necessidade, qualquer dos Poderes pode, né? Pedir às Forças Armadas que intervenham para restabelecer a ordem no Brasil”, disse na ocasião.*

(*) Gustavo Zucchi – BR Político – Estadão

POR QUE NÃO TE CALAS, BOZO?

Decano para Bolsonaro: descumprir ordem judicial resulta em impeachment

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, tornou-se um personagem duro de roer para Jair Bolsonaro. Consegue desagradar até quando dá boa notícia.

O decano da Suprema Corte mandou arquivar o pedido de apreensão dos celulares de Jair Bolsonaro e de Carlos Bolsonaro. Mas fez questão de anotar um aviso.

Se descumprisse uma ordem do Supremo, como insinuou que faria no caso do celular, Bolsonaro cometeria crime de responsabilidade.

Ou seja: a insubordinação do presidente da República ofereceria material para a elaboração de um pedido de impeachment.

Celso de Mello escreveu: “É tão grave a inexecução de decisão judicial por qualquer dos Poderes da República (ou por qualquer cidadão) que, tratando-se do chefe de Estado, essa conduta presidencial configura crime de responsabilidade, segundo prescreve o art. 85, inciso VII, de nossa Carta Política, que define, como tal, o ato do chefe do Poder Executivo da União que atentar contra ‘o cumprimento das leis e das decisões judiciais’.”  *

(*) Blog do Josias de Souza – UOL

JÁ COM OS MINIONS…

‘É a mesma forma que tratam a gente na comunidade’, diz homem que ficou sob a mira de fuzil da PM em ato contra violência no Rio

Jorge Hudson é entregador e participou de ato ‘Vidas Negras Importam’ em frente à sede do governo. PM diz que o jovem atirou pedras; ele nega. Militar vai responder administrativamente

Os policiais dizem que ele atirou pedras numa viatura. O entregador nega. As imagens da abordagem ao fim do protesto pacífico mostram o jovem com as mãos para cima e os bolsos vazios. A confusão ocorreu pouco depois do encerramento do ato.

A manifestação foi encerrada às 16h30. A GloboNews relatou que, com a chegada de manifestantes atrasados, a PM fez um cordão de isolamento com escudos. A movimentação provocou aglomeração em frente aos policiais, que dispersaram usando armas não letais.

“A gente sempre vê as mesmas coisas: preto e favelado abordado dessa forma. É a mesma forma que tratam a gente na comunidade. Agora as pessoas estão vendo o que eu vejo há 27 anos. Viram 1% da truculência que a gente sofre, é complicado”, disse o entregador.

‘Se não for protestar, vou aceitar isso calado’
A manifestação “Vidas negras importam” foi convocada pelas redes sociais, após mortes de inocentes em favelas, como a do menino João Pedro, de 14 anos, em São Gonçalo.

O lema foi traduzido do inglês, em meio a protestos nos Estados Unidos, onde a morte de um segurança negro por um policial branco foi o estopim para uma série de revoltas de cunho antirrascista.

“As morte nas favelas, eu não aguento mais. Lá (nos Estados Unidos) foi um caso, tipo assim, que vai acontecer agora, mas que vão tomar as providências. Aqui não são tomadas. Setenta tiros numa casa, 80 tiros num músico. Não vou esperar uma bala atingir minha filha na comunidade. Se eu não for protestar, vou aceitar isso calado”, justifica.
Jorge Hudson se refere aos casos de João Pedro e do músico Evaldo dos Santos Rosa, que teve o carro da família confundido com o de criminosos e foi metralhado.

PM vai ‘avaliar conduta’ do militar
Em nota, a PM informou que o militar que apontou o fuzil foi identificado e que vai responder administrativamente, “com amplo direito de defesa e contraditório”. A conduta será analisada pelo comandante.

Segundo a corporação, Jorge foi autuado suspeito de resistência, porte de drogas para consumo próprio e por arremessar pedras contra os PMs. A Polícia Civil vai investigar quem danificou as viaturas.

À espera do pagamento da segunda parcela do auxílio-emergencial em meio à pandemia de coronavírus, ele teme enfrentar um processo e ter que pagar — do próprio bolso — por um crime que afirma não ter cometido.

“Não sei como eu vou me virar. Não tenho cesta básica pra mim, como vou pagar uma pro estado? ‘Resistência’? O vídeo mostra que não teve nenhuma. A droga, dizem eles, que era (minha). É a palavra de um policial contra a minha”, diz.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o entregador sendo detido. O policial ordena que ele se sente.

“Só fica nessa posição quem é pobre e favelado. Quem é branco e morador de prédio não fica. ‘Senta em cima das mãos e fica calado’. Não vou ficar calado”.*

(*) Gabriel Barreira, G1 Rio

VIOLÊNCIA

Curitiba tem protesto com bandeira do Brasil queimada, vandalismo, tiros e bombas da PM

Confusão em Curitiba após manifestação.| Foto: Colaboração

Uma manifestação convocada por redes sociais para protestar contra o racismo terminou em confronto com a Polícia Militar no Centro Cívico, em Curitiba, nesta segunda (1). A convocação dizia que o protesto, com concentração marcada para a Praça Santos Andrade, deveria ser “apartidário e pacífico”. Ao longo da noite, no entanto, uma parte dos manifestantes autointitulada “Antifa” seguiu para o Centro Cívico, onde atiraram pedras em agências bancárias e nas vidraças do edifício do Fórum Cível. Ao chegarem ao Palácio Iguaçu, arrancaram a bandeira do Brasil hasteada em frente ao prédio e atearam fogo nela.*

(*) Gazeta do Povo

FASCISMO E LADROAGENS GENERALIZADAS

TCE-RJ rejeita por unanimidade contas de Wilson Witzel referentes ao ano de 2019

Voto do relator do processo apontou sete irregularidades e 39 impropriedades nas contas do governo; resultado será encaminhado à Alerj, que dará a palavra final quanto à aprovação ou rejeição das contas
RIO — O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu hoje rejeitar, por unanimidade, as contas do governador Wilson Witzel referentes ao ano de 2019. O voto do relator do processo, Rodrigo Melo do Nascimento, apontou sete irregularidades e 39 impropriedades nas contas do governo, além de propor 65 determinações. O resultado será agora encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que dará a palavra final quanto à aprovação ou rejeição das contas.

As irregularidades apontadas por Rodrigo Nascimento concentraram-se nas áreas de saúde e educação. Uma das falhas foi a desobediência do governo quanto à aplicação de limite mínimo de 12% das receitas de impostos e transferências de impostos em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS). De acordo com o corpo técnico do TCE, um montante de R$ 225 milhões deixou de ser aplicado em ações saúde por conta desta diferença.

O TCE também considerou irregular o não cumprimento da destinação para as áreas de educação e saúde de parcela da participação do governo fluminense no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural.

— Lamentamos o resultado. O TCE não tem nenhum tipo de realização por emitir um parecer prévio contrário, Examinamos os números e dados contábeis, Não estamos julgando pessoas, mas apreciando a gestão financeira. Os dados que nos foram revelados conduzem à emissão deste parecer — disse a presidente do TCE, Marianna Montebello.*

(*) Chico Otávio – O Globo

FALTAM FLORES NOS JARDINS

Os milionários jardins da Câmara

Câmara dos Deputados

Câmara abriu uma licitação para selecionar a empresa que fará a manutenção dos jardins e viveiros da Casa, incluindo o entorno dos prédios funcionais onde moram as excelências.

O edital estabelece orçamento de até R$ 2,8 milhões pelo contrato de um ano, que prevê o fornecimento de mão de obra e materiais necessários à prestação do serviço.*

(*) Gabriel Mascarenhas – O Globo