VAI SANGRAR, SANGRAR…

Caiu como uma bomba no Palácio do Planalto o anúncio do pedido de demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. No pronunciamento, em tom de desabafo, Moro fez acusações de interferência política na Polícia Federal por parte do presidente Jair Bolsonaro.

A avaliação do núcleo próximo do presidente é que as declarações de Moro causaram forte estrago político, esvaziando de forma permanente o governo. Avaliam que também que o efeito negativo foi muito maior do que o esperado por Bolsonaro.

Segundo aliados, o presidente avaliava inicialmente que, depois de demitir Luiz Henrique Mandetta da Saúde, teria condições de fazer o mesmo com o ministro Moro.

exoneração do diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo foi um movimento de Bolsonaro para forçar o pedido de demissão de Moro.

“Haveria um desgaste político com a saída de Moro. Isso já estava no cálculo do presidente. O que ele não esperava é que Moro deixasse o governo com tiros de canhão”, reconheceu ao blog um auxiliar do presidente.

Há grande preocupação com o entorno do presidente com a repercussão das declarações de Moro. Haverá um movimento do Planalto para tentar amenizar o desgaste da imagem de Bolsonaro depois do episódio.

Mas, internamente, há o reconhecimento que, além da reação jurídica, no Supremo Tribunal Federal, e legislativa, no Congresso Nacional, o efeito negativo será enorme na base eleitoral de Bolsonaro, isso porque parcela considerável dos apoiadores do presidente tem no ex-ministro Moro uma referência maior.*

(*)

ELE MENTIU, COMO DE COSTUME

Moro rebate Bolsonaro e diz que nunca condicionou permanência de diretor da PF à indicação para STF

O Ralho do Dia | Portal O Ralho

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro foi ao Twitter para rebater declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento nesta sexta-feira (24). Moro disse que nunca usou o cargo de diretor da Polícia Federal (PF) como moeda de troca para uma futura nomeação dele para o Supremo Tribunal Federal (STF).*

(*) Gazeta do Povo

E A PROVA DOS “9”

Ao tentar refutar Moro, Bolsonaro acaba por reforçar suspeitas lançadas por ex-ministro

A refutação a acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro era o objetivo do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro no fim da tarde, rodeado de ministros, do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e de deputados como o filho Eduardo Bolsonaro e Hélio Lopes. Mas o tempo que levou, inusual para um político conhecido por declarações curtas e diretas, as digressões a que se prestou, e as versões que apresentou sobre sua tentativa de se relacionar com a Polícia Federal acabaram por reforçar as suspeitas do ex-auxiliar.

O presidente voltou a se apresentar como uma vítima, ao dizer-se perseguido pelo establishment e pela imprensa, lembrando do atentado que sofreu na campanha eleitoral e estabelecendo um paralelo da tentativa de assassinato com a morte da vereadora Marielle Franco. Desceu a detalhes como a intervenção no Inmetro para defender taxistas, os gastos com o cartão de crédito e a piscina aquecida do Palácio da Alvorada. Enquanto revisitava temas maiores e menores, Bolsonaro admitiu que pediu a Moro relatórios da Polícia Federal para, segundo ele, poder tomar decisões de governo. E que pediu à PF para ouvir um dos acusados pela morte da vereadora do PSOL, o PM aposentado Ronnie Lessa. O motivo teria sido a notícia de que a filha de Lessa, que morava no mesmo condomínio do presidente no Rio de Janeiro, teria namorado Jair Renan, o “filho 04” de Bolsonaro.

Bolsonaro contou que determinou que os agentes da PF fossem ouvir o ex-PM, quando já estava preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte, porque o ministro da Justiça não se mexeu. O presidente acrescentou que tem em suas mãos o conteúdo deste inquérito e que o acusado de assassinar Marielle e o motorista Anderson Gomes negou a relação da filha com Jair Renan.

As implicações legais destas admissões pelo presidente ainda vão ser esquadrinhadas. Mas ao relatar esses fato, assim como os pedidos de relatórios, Bolsonaro reforça a visão de que não separa interesses públicos e privados. Até por talvez desconhecer a diferença, como indicou ao contar que pensou em escolher o novo diretor da Polícia Federal por sorteio entre os nomes sugeridos por ele e por Moro.*

(*) Gustavo Alves – O Globo

REGURGITANDO SAPOS

Moro tem provas contra Bolsonaro

Interlocutores do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública relataram ao Estado que Moro e Bolsonaro tiveram inúmeras conversas, pessoais e de governo, especialmente pelo WhatsApp, canal usado pelo presidente para dar ordens aos subordinados

As acusações de Sérgio Moro contra ao presidente Jair Bolsonaro estão respaldadas em provas documentais. Interlocutores do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública relataram ao Estado que Moro e Bolsonaro tiveram inúmeras conversas, pessoais e de governo, especialmente pelo WhatsApp, canal usado pelo presidente para dar ordens aos subordinados.

Essas fontes observaram que Moro tem uma experiência de 22 anos na função de juiz criminal e sabe, como poucos, que não se acusa alguém sem provas concretas. Pelo menos sete crimes que Bolsonaro teria cometido foram apontados pelo ex-ministro no pronunciamento que fez nesta sexta-feira. Moro surpreendeu até sua equipe ao revelar com detalhes que o presidente manifestou interesse em interferir na autonomia da Polícia Federal. Ordens que ele nunca repassou. Bolsonaro nunca teve uma conversa a sós com o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.

Na avaliação de experientes investigadores que acompanham o ex-ministro, a acusação mais grave apontada por Moro foi o interesse de Bolsonaro em controlar a PF para ter acesso a investigações sigilosas – muitas das quais comandadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “O presidente também me informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no STF e que a troca também seria oportuna na Polícia Federal por esse motivo”, afirmou o ministro na entrevista.

É munição nova à disposição dos opositores do governo. O Palácio do Planalto já enfrenta inquérito no Supremo na área das fake news. Conforme o Estado revelou, as investigações conduzidas pela PF sobre o caso já chegaram a empresários que teriam financiado ataques nas redes sociais a opositores de Bolsonaro.

A mira dos investigadores é o grupo comandado pelo “gabinete do ódio”, liderado pelo vereador Carlos Bolsonaro (RJ), filho do presidente da República. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), irmão de Carlos, foi ao Supremo para tentar impedir a continuidade da CPI das Fake News, que também mira os financiadores da rede que destrói reputações de qualquer um que critique o presidente. Os próprios ministros do Supremo costumam ser alvo.

A PF não investiga o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho zero um do presidente, e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O parlamentar é suspeito de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Assessores de Flavio repassavam parte do salário para Queiroz. A primeira-dama Michele Bolsonaro chegou a receber valores de Queiroz. Esse caso é conduzido pelo Ministério Público Estadual.

No discurso de despedida, Moro revelou que não aceitou interferência política na PF. O delegado Maurício Valeixo foi exonerado do cargo nesta sexta-feira. A reportagem apurou que, ontem à noite, o delegado soube que o Diário Oficial da União traria sua exoneração. Ele pediu para deixar o cargo no início do ano, após pressões para troca do superintendente da PF no Rio de Janeiro, base eleitoral de Bolsonaro, mas foi surpreendido com a demissão agora, sem que a troca tivesse sido costurada com o ministro da Justiça.*

(*) Andreza Matais e Fausto Macedo – Estadão

CABEÇAS CORTADAS

Futuro de Bolsonaro está nas mãos de inimigo Rodrigo Maia

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a oposição ao governo no Congresso já deixaram claro que entrarão com pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

Nas primeiras conversas entre os parlamentares oposicionistas foram elencadas pelo menos três acusações:

  1. Deu ordem ao ministro da Justiça (que não aceitou cumprir) de designar dirigentes da Polícia Federal que permitissem se acesso do Planalto a relatórios de inteligência e investigações;
  2. cometeu falsidade ideológica ao expedir ato de exoneração “a pedido” do diretor-geral da Polícia Federal, sem que este houvesse pedido;
  3. ameaçou a saúde pública ao promover desobediência publica as recomendações de isolamento do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde em relação à pandemia do novo coronavírus.

Outras ainda podem aparecer.

Mas a ironia da história é que caberá a decisão sobre o prosseguimento do processo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Foi contra Maia que Bolsonaro há poucos dias lançou sua ira, convocando um achincalhe público da claque bolsonarista em manifestações de rua.

Maia evitou reagir. Agora, segundo a Constituição, cabe ao presidente da Câmara, em primeira instância, decidir se dá prosseguimento à tramitação do pedido de impeachment no Congresso.

É uma situação semelhante àquela vivida pelos dois presidentes que sofreram processo de impeachment e perderam seus mandatos.

Quando presidente (e mesmo antes), Dilma Rousseff viveu em guerra contra o então deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), que acabou assumindo a presidência da Câmara.

Antes aliado do PT, Cunha acabou sendo hostilizado pelo partido da presidente e decidiu, então, acolher o pedido de impeachment apresentado pelos advogados Janaína Paschoal e Miguel Reali Júnior, entre outros.

Também o ex-presidente Fernando Collor de Mello viveu situação semelhante. Collor hostilizava abertamente.

Ao explodir as denúncias de corrupção contra o governo apresentadas por Pedro Collor, seu irmão, entidades como a ABI, e a Ordem dos Advogados do Brasil deram entrada na Câmara com pedido de impeachment. Ibsen acolheu, e o presidente acabou obrigado a renunciar.

No caso de Rodrigo Maia, ele disse a interlocutores que ainda reluta em acolher o processo contra Bolsonaro. Maia não quer que o afastamento de Bolsonaro seja caracterizado como uma vendeta pessoal contra o presidente que tanto o afrontou.

Mas também ainda não falou que arquivará o processo.

Por enquanto o pedido ficará balançando, como a espada de Dâmocles, sobre um fio acima da cabeça do presidente da República.*

(*) Blog do Tales Faria – UOL

QUINTA-FEIRA, 23 DE ABRIL DE 2020

Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, nascia no Rio em um 23 de abril há exatos 123 anos. E, há duas décadas, o aniversário de um dos maiores compositores da música popular brasileira passou também a inspirar uma celebração ao estilo de tocar brasileiríssimo — que virou um gênero musical brasileiríssimo — que ele ajudou a eternizar, com o Dia Nacional do Choro.

O MEU FILHO NÃO É LADRÃO, SÓ O DO LULA

General pede noticiário de Alice no Brasil maravilhoso

Ministro palaciano que cuida da coordenação política do governo, o general Luiz Eduardo Ramos vive entre os dois mundos de Alice: o País das Maravilhas e o País do Espelho. Ele só não suporta viver no Brasil do coronavírus, que ultrapassará nesta quinta-feira a marca de 3 mil cadáveres.

O general está abespinhado com a imprensa. Acha que o noticiário traz “uma cobertura maciça dos fatos negativos.” Está incomodado com o excesso de cadáveres e esquifes. “No jornal da manhã, é caixão, é corpo. Na hora do almoço, é caixão novamente, é corpo. No jornal da noite, é caixão e é corpo.”

É preciso divulgar notícias positivas, encareceu o general. Coisa digna de Lewis Carroll e do País das Maravilhas criado por ele para sua personagem Alice. Nos telejornais do ministro Ramos, haveria um vácuo no qual a realidade deixaria de existir. Não restaria senão a fantasia.

No universo criativo de Carroll, Alice, depois de visitar o País das Maravilhas, decidiu atravessar o espelho de sua casa. Entrou no País do Espelho, onde enxergou tudo ao contrário do que realmente é. É nesse país que vive o general Ramos.

Atrás do espelho do Planalto, há um presidente que vê a pandemia como “gripezinha”, trata isolamento social como uma inutilidade e finge não enxergar o monturo de corpos —”Eu não sou coveiro!”, desconversa.

No Brasil maravilhoso idealizado pelo general Ramos, o noticiário refletiria a realidade invertida do país do espelho, onde brilha Bolsonaro. Quem ousasse mostrar o mundo real passaria por impatriótico. Beleza. Agora só falta descobrir uma maneira de esconder os caixões e os corpos.*

(*)  Blog do Josias de Souza – UOL

MARIA CLOROQUINA, A LOUCA

‘Não é uma recomendação nossa, é uma autorização’, afirma Teich sobre hidroxicloroquina
Ministro da Saúde disse que não há evidência científica clara de que remédio funcione para Covid-19

Apoiadores de Bolsonaro organizam protestos durante quarentena e ...

BRASÍLIA – O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta quinta-feira que não há “recomendação” da pasta para uso de hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19, mas sim uma “autorização”. Segundo ele, a prescrição fica a critério do médico, conforme posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) externado em reunião nesta quinta-feira.

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– É importante deixar claro que permitir uso a critério do médico não representa uma recomendação do Ministério da Saúde. Seja com hidroxicloroquina ou qualquer outro medicamento, a recomendação vai acontecer no dia em que tivermos uma evidência científica clara de que o medicamento funciona. Não é uma recomendação nossa, é uma autorização – afirmou o ministro.

O CFM entregou, mais cedo, ao presidente Jair Bolsonaro, que vem defendendo o uso mais amplo da hidroxicloroquina, um parecer em que afirma não haver evidências da eficácia do remédio no tratamento da Covid-19. A entidade afirmou, porém, que os médicos estão autorizados a prescrever em três situações, incluindo a de pacientes com sintomas leves.

(*) Renata Mariz, Gustavo Maia e André de Souza – O Globo

TIRO NO PÉ

Ruína ou Rainha

Ao pedir a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e ver o seu ministro mais popular ameaçar sair junto com o subordinado, o presidente encontrou-se mais uma vez diante de uma sinuca de bico

Jair Bolsonaro construiu mais uma encruzilhada para si próprio. Ao pedir a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e ver o seu ministro mais popular ameaçar sair junto com o subordinado, o presidente encontrou-se mais uma vez diante de uma sinuca de bico. Deixar Sergio Moro sair é um enorme tiro no pé, que vai sangrar, sangrar e sangrar até não haver mais o que escorrer. Voltar atrás, esquecer o pedido para demitir Maurício Valeixo, significará um recuo de autoridade muito maior do que o avança-recua no episódio da saída do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

Bolsonaro tem em seu horizonte duas opções: ver a ruína de seu governo com a saída de um ministro que tem quase o dobro da sua popularidade; ou transformar-se de uma vez por todas em uma rainha da Inglaterra, sem poder verdadeiro para exercer. A terceira alternativa só ocorrerá se Moro quiser passar para a história como um banana engolidor de sapos. Ma o ministro da Justiça tem mostrado seguidamente não ter este tipo de perfil.

O mais importante no episódio é que o que está por trás da tentativa de demitir o diretor da PF. Merval já escreveu isso, mas vale salientar uma vez mais. Bolsonaro quer tomar as rédeas das investigações determinadas pelo STF sobre quem está por trás das manifestações antidemocráticas que pedem o fechamento do Congresso e do Supremo, um AI-5, uma intervenção militar com Bolsonaro no poder. Sabe-se quem está por trás, e as investigações independentes chegarão muito logo lá. Por isso o medo do presidente e a vontade de mexer no tabuleiro demitindo o chefe da Polícia Federal.

E ainda há mais, as novas alianças de Bolsonaro com Valdemar da Costa Neto, Roberto Jefferson, Ciro Nogueira e assemelhados levam a uma necessidade cada vez mais urgente de explodir de uma vez por todas com a Lava Jato, onde muitos dos membros do velho Centrão estão pagando suas contas. O presidente, que foi eleito como paladino da honestidade e contra um passado de corrupção incorporado nas figuras de Lula e Temer, virou aliado dos mais importantes corruptos da história do Congresso Nacional. Por eles fará qualquer coisa, até provocar a demissão de seu ministro de luz mais intensa.*

(*) Ascânio Seleme – O Globo

CANALHA ESCONDENDO OS DENTES

Jair Bolsonaro baixa o tom e manda mensagem “pacificadora” para Dias Toffoli

 

 

Depois de ter participado de manifestação no domingo em prol do fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro agora tenta reconstruir a relação com o presidente da Corte, Dias Toffoli.

Bolsonaro encaminhou ao ministro uma mensagem contra a intervenção militar e os ataques à instituição. A informação foi noticiada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” nesta quarta-feira, dia 22, e confirmada pelo O Globo.

MENSAGEM – “Aqueles que pedem intervenção militar (art. 142) ANTES devem decidir qual general ocupará a cadeira do Capitão Jair Bolsonaro”, diz o texto enviado pelo presidente ao ministro. “Aqueles que pedem AI-5 ANTES devem mostrar onde está na Constituição tal dispositivo”, prossegue.

O texto estimula que as pessoas vão às ruas, mas sem atacar instituições, mas pedindo mudanças. “Toda manifestação é justa e garantida em nossa CF [Constituição Federal], portanto vão para as ruas, mas tenham uma pauta real, objetiva, com foco na missão. Não ataquem Presidência, Supremo ou Congresso, mas aquilo que você julga que deve ser mudado. Exijam ações, cobrem votações, critiquem sentenças, vocês atingirão seus objetivos”, escreveu Bolsonaro.

UNIÃO – Na mesma mensagem, o presidente pede a união de esforços, porque “o povo quer um Brasil diferente do que temos ainda”. Ele ainda recomenda o uso de “armas democráticas”.

Na conclusão, Bolsonaro diz que todos podem contar com ele para “fazer tudo aquilo que for necessário para que nós possamos manter a nossa democracia e garantir aquilo que há de mais sagrado para nós, que é a nossa liberdade”.

Na terça-feira, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o STF abriu inquérito para apurar a organização dos atos de domingo, o que melindrou ainda mais a relação do tribunal com o Palácio do Planalto.*

(*) O Globo