COM O GRANDE NEGACIONISTA NO PODER…

Mortes por coronavírus superam câncer e doenças cardíacas nos Estados Unidos

 

TRIBUNA DA INTERNET | Da Doutrina Monroe à Doutrina Trump

Os Estados Unidos já contabiliza, até o momento, cerca de 40 mil mortos pela Covid-19. Com isso, a doença é a principal causa de morte no país. Conforme dados divulgados pelo jornal The New Tork Times, o número de mortos do novo coronavírus já superou o de vítimas fatais de câncer e doenças cardíacas.

De acordo com os dados, as mortes causadas pelo vírus somam cerca de 1.800 diariamente, quando doenças cardíacas matam 1.774 por dia, e o câncer tira a vida de 1.641 norte-americanos por dia.

Enquanto alguns dados estão diminuindo, como internações hospitalares no principal foco da Covid-19 no país, em Nova York, as mortes pela doença podem demorar um pouco mais para cair.

Por outro lado, uma métrica epidemiológica usualmente mencionada pela Casa Branca aponta para cenários mais positivos. O estudo é produzido pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington.

Inicialmente, o instituto colocava de 100 mil a 240 mil mortes pelo novo coronavírus até o pico do verão no hemisfério norte. Isso em um quadro apontado como o melhor cenário. No entanto, a previsão caiu para 60 mil. Dessa forma, os óbitos devem continuar acontecendo em um padrão menos devastador.

O país lidera a lista de casos no mundo com 744 mil infectados. No último sábado (18), as novas infecções chegaram a quase 29 mil.*

(*) ISTO É – REDAÇÃO

À ESPERA DO VÍRUS FAÇA A SUA PARTE

A morna, quase fria, reação dos poderes aos atos do capitão

Bolsonaro mobilizou o fascismo via WhatsApp — Conversa Afiada

Então ficou combinado assim: Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, soltaria uma nota a respeito da gravidade do momento, mas sem se referir diretamente ao presidente Jair Bolsonaro. Foi o que ele fez. Só que não resistiu e misturou Bolsonaro com coronavírus.

Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, nada falaria como de fato nada falou. Toffoli é meio paranoico com a história de golpe militar. Quando eleito presidente do tribunal, a primeira coisa que fez foi levar um general da ativa para trabalhar com ele. Missão do general: servir de ponte entre os militares e Toffoli.

Por escolha própria, Davi Alcolumbre (DEM-AP) calado estava calado continuaria. Dos três, Alcolumbre é o mais ligado a Bolsonaro. Deve-lhe favores – de liberação de verbas a empregos para amigos. Bolsonaro deve-lhe a proteção que ele dá a Flávio Bolsonaro. Alcolumbre planeja voltar a conversar com Bolsonaro.

Maia, Toffoli e Alcolumbre concordam que, em breve, só duas coisas restarão a Bolsonaro: segurar em alça de caixão e administrar uma das maiores, se não a maior crise econômica da história do país.*

(*)  Blog do Ricardo Noblat

ELE ACREDITA NELE MESMO, PODE?

Jair Bolsonaro dispensa conspiração, ele se destrói

Ao discursar na manifestação antidemocrática de domingo, Jair Bolsonaro disse: “Acabou a época da patifaria”. Ele declarou: “Nós não queremos negociar nada.” Depois, ressuscitou seu bordão predileto: “Chega da velha política.” Esse mesmo Bolsonaro se exibiu na sequência numa transmissão ao vivo, nas redes sociais, assistindo a uma entrevista em que Roberto Jefferson, personagem notório, acusa o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de tramar contra o mandato presidencial.

Difícil encontrar algo de novo numa cena tão degradada. Roberto Jefferson é personagem central da roubalheira do mensalão. Fez pose de delator, mas foi condenado a sete anos de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro. Ao encostar sua Presidência num personagem tão conspurcado para confirmar a sua tese de que há uma articulação do Congresso com o Supremo para usurpar o seu mandato, Bolsonaro termina por atestar a fragilidade de sua tese.

Além da busca de sintonia com Roberto Jefferson, a nova política de Bolsonaro inclui três décadas de vida parlamentar e uma aliança estratégica com o MDB, que ocupa as lideranças do governo no Senado e no Congresso. A aversão do presidente à patifaria inclui o convívio com um faz-tudo chamado Fabrício Queiroz, que tem vínculos com milicianos. Inclui também a convivência com Flávio Bolsonaro, que responde a inquérito por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, e já recorreu, sem sucesso, nove vezes ao Judiciário para tentar trancar a investigação.

Na campanha presidencial de 2018, Bolsonaro tratou a política como se fosse a segunda profissão mais antiga do mundo. Na Presidência, Bolsonaro se esforça para demonstrar que a política se parece muito com a primeira. Candidato, Bolsonaro vendeu-se como opção antissistema. Presidente, ele entrega lideranças do governo ao MDB, mantém na equipe ministerial ministros investigados e até condenados. E trata como perseguição uma investigação contra o filho Zero Um, que tem ramificação na conta bancária da primeira-dama Michelle.

Um presidente assim não precisa de conspiração contra o seu mandato. Ele conspira contra si mesmo.*

(*) Blog do Josias de Souza

TENTANDO REVIVER UM NOVO CHAVISMO

Ministros da ala militar tentam minimizar presença de Bolsonaro em ato contra a democracia

Humor Político – Rir pra não chorar | Página: 1032

A cúpula militar do governo tenta, nos bastidores, minimizar a presença do presidente no ato pró-intervenção militar deste domingo, dia 19, em Brasília. O argumento é que Bolsonaro quis agradar sua base de apoiadores ligada à ala ideológica.

Atuando como bombeiros, ministros da ala militar repetem quase em coro que não existe qualquer ameaça concreta à democracia porque as Forças Armadas rechaçam apoio a essa ideia. “Não há risco”, disse um general ao blog.

FORA DE COGITAÇÃO – Outro integrante da ala militar do governo ouvido pelo blog vai na mesma linha: diz que o presidente “dá vazão” a esses apoiadores antidemocráticos “na retórica”, uma vez que ele não teria “poder sozinho” a respeito de uma ruptura democrática, pois isso está fora de cogitação para as Forças Armadas.

“O ator principal do pedido desse agrupamento são as Forças Armadas, que estão totalmente fora, não concordam com nada do que estão defendendo”, disse esse general ao blog.

RELAÇÃO COM CONGRESSO – No entanto, reservadamente, auxiliares do presidente reconhecem que a relação com o Congresso, que já estava ruim, vai se inviabilizar em um momento em que o Planalto tentava construir uma ponte paralela com líderes do centrão, isolando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Após os ataques de Bolsonaro ao que chama de “velha política”, parlamentares de diferentes partidos reagiram nos bastidores com críticas ao discurso do presidente.

NO STF – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) comentou ao blog a ida do presidente ao ato. Para o ministro, “não há espaço para retrocesso”.

“Os ares são democráticos e assim continuarão. Visão totalitária merece a excomunhão maior. Saudosistas inoportunos. As instituições estão funcionando”, disse o ministro.*

(*) Andréia Sadi
G1

DEMOCRACIA EM PERIGO

Fórum Nacional de Governadores rebate críticas de Bolsonaro e manifesta apoio ao Congresso

Bolsonaro precisa ser detido | O Cafezinho

Governadores de 20 estados divulgaram uma carta de apoio ao Congresso, numa reação aos últimos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Parlamento.  O documento afirma que as declarações do presidente afrontam princípios democráticos.

“O Fórum Nacional de Governadores manifesta apoio ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diante das declarações do Presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a postura dos dois líderes do parlamento brasileiro, afrontando princípios democráticos que fundamentam nossa nação”, diz a carta.

MAIA E ALCOLUMBRE – Os governadores destacam a “dedicação especial” dos presidentes da Câmara  e do Senado em relação aos estados e municípios, no enfrentamento da crise com o  novo coronavírus e que a ação coordenados dos entes da federação tem sido pautada na Ciência e na experiência de outros países que já enfrentaram a fase mais crítica da pandemia.

“Ambos demonstram estar cientes de que é nessas instâncias que se dá a mais dura luta contra nosso inimigo comum, o coronavírus, e onde, portanto, precisam ser concentrados os maiores esforços de socorro federativo”, diz o texto.

SAÚDE – No texto, os governadores afirmam ainda que a saúde dos brasileiros deve estar acima de interesses políticos e que é possível conciliar a necessidade de proteger a saúde da população e a economia:

“A saúde e a vida do povo brasileiro devem estar muito acima de interesses políticos, em especial nesse momento de crise. Não julgamos haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos”, diz a carta, na qual os governadores defendem  a necessidade do diálogo “democrático e desprovido de vaidades”  para superar eventuais diferenças.

O documento foi assinado pelos governadores Renan Filho (Alagoas), Waldez Góes (Amapá),  Rui Costa  (Bahia),  Camilo Santana (Ceará), Renato Casagrande  (Espírito Santo), Ronaldo Caiado (Goiás), Flávio Dino (Maranhão), Mauro Mendes (Mato Grosso),  Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul),  Helder Barbalho (Pará),  João Azevêdo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco),  Wellington Dias ( Piauí). Wilson Witzel (Rio),  Fátima Bezerra ( Rio Grande do Norte),  Eduardo Leite  ( Rio Grande do Sul),  Carlos Moisés (Santa Catarina) João Doria (São Paulo),  Belivaldo Chagas (Sergipe) e  Mauro Carlesse  (Tocantins).*

(*) Geralda Doca
O Globo

RESUMO DO DIA

O Ministério as Saúde informa, às 18h:

  • O número de mortes provocadas pelo coronavírus subiu para 2.575
  • De acordo com o governo, total de infectados no país é de 40.581
  • A taxa de letalidade, índice que relaciona os infectados e as mortes, é de 6,3%

A PREÇOS DE BANANA

Preço do petróleo colapsa nos EUA e fecha em nível negativo pela 1ª vez na história
Operadores liquidaram posições de forma massiva diante da falta de armazenamento para o produto nos Estados Unidos.

Os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos foram negociados em valores negativos pela primeira vez nesta segunda-feira (20), após operadores liquidarem posições de forma massiva diante da falta de armazenamento para o produto no país.

O mercado de petróleo sofre com a baixa demanda provocada pelo impacto do coronavírus na economia global.

O petróleo Brent, valor de referência internacional, também recuou, mas a fraqueza não foi nem de longe tão grande quanto à do WTI, uma vez que globalmente há mais espaço disponível para armazenamento.

O contrato maio do petróleo dos EUA fechou em queda de US$ 55,90, ou 306%, a – US$ 37,63 por barril, depois de tocar uma mínima histórica de – US$ 40,32. O Brent cedeu 2,51 dólares, ou 9%, para 25,57 dólares o barril.

Com o preço em terreno negativo, produtores e investidores pagaram para que o produto fosse armazenado. Não está claro, porém, se isso chegará aos consumidores, que geralmente observam os preços mais baixos sendo traduzidos em valores mais baixos da gasolina nas bombas.

“O armazenamento está cheio demais para que especuladores comprem esse contrato, e as refinarias estão operando a níveis baixos porque não flexibilizamos as ordens de isolamento na maior parte dos Estados”, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago. “Não há muita esperança de que as coisas possam mudar em 24 horas.”

Poucos compradores; aumento das reservas
O contrato de barril de WTI para entrega em maio expira nesta terça-feira (21), o que significa que aqueles que o assinaram tiveram de encontrar compradores físicos. Com o aumento das reservas nos Estados Unidos nas últimas semanas, os produtores foram obrigados a baixar o preço para fazer essa conta fechar.

Na semana passada, a Administração de Informações sobre Energia dos EUA informou que as reservas de petróleo subiram 19,25 milhões de barris, enquanto a demanda recuou 30%.

O tombo desta segunda abriu a maior diferença da história entre o contrato atual e o próximo. O contrato junho do WTI, mais ativo, terminou a sessão em nível muito superior ao maio, cotado a US$ 20,43 o barril. O spread entre os dois vencimentos chegou a bater US$ 60,76, o maior da história para dois contratos próximos.

A situação pode melhorar nos próximos dias, segundo alguns analistas. “É um pouco enganoso focar no contrato de maio”, explicou Matt Smith, especialista da ClipperData.

“Há muito mais movimento nos barris para entrega em junho”, disse ele sobre o contrato, que, ainda em declínio, mantém os preços acima de US$ 20.

Demanda por petróleo em abril deve recuar 29 milhões de barris por dia, afirma agência

Mercado pressionado
Embora países produtores tenham concordado em reduzir bombeamento e as maiores petroleiras do mundo também estejam diminuindo produção, os cortes não serão rápidos o suficiente para evitar problemas nas próximas semanas.

Nas últimas semanas, o mercado de petróleo tem sido pressionado com o avanço do coronavírus. Bloqueios e restrições de viagens em todo planeta têm um forte impacto na demanda. A crise aumentou depois que a Arábia Saudita, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), iniciou uma guerra de preços com a Rússia, que não integra o cartel.

Os dois países encerraram a disputa no início do mês, quando aceitaram, ao lado de outros parceiros, reduzir a produção em quase 10 milhões de barris diários para estimular os mercados afetados pelo vírus. Ainda assim, os preços continuam em queda. Analistas consideram que os cortes não são suficientes para compensar a forte redução da demanda.

“Os preços do petróleo continuarão sob pressão”, destaca o banco ANZ em um comunicado. “Embora a Opep tenha aceitado uma redução sem precedentes na produção, o mercado está inundado de petróleo”, acrescenta a nota. “Ainda existe o temor de que as instalações de armazenamento nos Estados Unidos estejam ficando sem capacidade”, analisa o banco.*

(*) G1 – Rio

“REI SOL”

Fim da quarentena será uma tragédia que matará os mais pobres

Em sua oração aos devotos, na manhã desta segunda-feira, na porta do Alvorada, Bolsonaro anunciou, sem mais nem menos, que essa deverá ser “a última semana de quarentena”.

Nem vai precisar de decreto para acabar com o isolamento social, como ele ameaçou fazer dias atrás “com uma canetada”.

“Eu sou a Constituição”, proclamou aos seus seguidores, dando uma de Luiz XIV, para tranquilizar a todos e ignorar os jornalistas presentes a mais um ritual.

Na prática, a quarentena já estava acabando nos últimos dias, em todo o país, com aglomerações nas ruas de comércio popular, principalmente nas regiões mais pobres, que são as maiores vítimas da pandemia, enquanto o presidente participava de um ato golpista em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, e carreatas de carrões blindados fechavam o acesso a hospitais e pediam o fim da quarentena.

Este fim de semana foi uma grande farra de lojas abertas, botecos animados, buzinaços e pedidos de intervenção militar _ mais ainda? _ com grande parte da população voltando às ruas, como se o perigo do coronavírus tivesse desaparecido por encanto ou graças a doses maciças de cloroquina.

O “liberou geral” do presidente surge exatamente no momento em que o Ministério da Saúde prevê a chegada do pico da pandemia de Covid- 19, que deve avançar pelo mês de maio.

Bolsonaro voltou a repetir que 70% da população vai ser contaminada, não tem jeito, fazer o quê?, e a vida precisa voltar ao normal porque ele quer.

Se o presidente se desse ao trabalho de ver o mapa de mortes no Rio e em São Paulo, ficaria sabendo que a maior parte das vítimas fatais vivia nos grotões das periferias e subúrbios onde o poder público não chega.

Em São Paulo, onde a contagem de óbitos chegava a 1.935 até sexta-feira, os distritos de Brasilândia, com 54 mortes, e Sapopemba, com 51, eram os mais atingidos. Na sequência, ficam São Mateus, com 41 mortes, e Cidade Tiradentes, com 37. É lá que vivem os trabalhadores sem comida na geladeira que o presidente diz defender.

No Rio, a região com maior número de óbitos é a zona oeste, onde Campo Grande lidera o contingente de aglomerações medido pela prefeitura. Não por acaso, uma em cada três mortes no Rio é registrada em Campo Grande, Bangu e Realengo.

Bolsonaro poderia também ler a entrevista que o médico Drauzio Varella deu à BBC Brasil, prevendo uma “grande tragédia nacional” nas próximas semanas.

“Você vê que até hoje a gente não conseguiu definir a partir de quanto tempo nós podemos relaxar. Quanto tempo? Dois meses? Três meses? Seis meses? Ninguém sabe. Ninguém arrisca dizer por ter responsabilidade”.

Pois, com a responsabilidade de presidente da República, Bolsonaro já chegou a anunciar que “o vírus está indo embora” e deixou claro que não vai sossegar enquanto não conseguir acabar com a o isolamento social, mesmo indo contra decisões do STF e do Congresso, os principais alvos das carreatas da morte bolsonaristas.

Disposto a levar a necropolítica às últimas consequências, ele não dá a menor bola às “notas de repúdio” emitidas por lideranças do Legislativo e do Judiciário, e entidades da sociedade civil, como a OAB e a ABI.

Sem obstáculos à vista, Bolsonaro reencarna um Luiz XIV caboclo, mesmo que não saiba que rei foi esse.

E boa parte dos brasileiros, como sabemos, prefere seguir as orientações do ex-tenente do que as do médico Drauzio Varella.

Em breve, conheceremos o resultado dessa escolha.

Vida que segue.*

(*) Blog do Ricardo Kotscho – UOL